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1 1 180x180 - Doença de Behçet (Vasculites)

Doença de Behçet (Vasculites)

-> Doença de Behçet – o controlo das ulcerações orais e genitais, bem como de algumas manifestações cutâneas consegue-se com administração de colchicina na dose de 1-2 mg/dia. Podem usar-se os corticóides tópicos ou solução de tetraciclina no tratamento da aftose oral. Os AINEs utilizam-se no controlo da febre e da artrite. No caso de envolvimento mucocutâneo mais grave, utilizam-se corticóides (10-15 mg/dia), dapsona, azatioprina, ciclosporina ou talidomida. No caso de uveíte ou vasculite grave, os doentes devem ser tratados com imunossupressores (clorambucil 0,1 mg/kg, ciclosporina em doses altas 5-10 mg/kg ou ciclofosfamida).

CIRURGIA DO DOADOR FALECIDO2 180x180 - Que fazer após a falência do 1º Esquema Terapêutico na Erradicação do Hp?

Que fazer após a falência do 1º Esquema Terapêutico na Erradicação do Hp?

Os esquemas terapêuticos mais frequentemente utilizados falham entre 5-20% dos doentes.
O consenso de Maastricht-III-2005 preconiza a terapêutica quádrupla baseada no bismuto associado a um IBP e a dois antibióticos, metronidazole e tetraciclina (TQ-IBP-BMT), com os problemas de complexidade e de efeitos colaterais, já anteriormente enunciados e que limitam a aderência. Quando o bismuto não está disponível, pode reutilizar-se uma terapêutica tripla, mas durante 2 semanas. Neste caso pode repetir-se o imidazol, mas deve aumentar-se a dose para o dobro. A resistência à claritromicina reveste-se de maior importância. Por isso se a claritromicina foi utilizada no esquema inicial, não deve ser repetida, mas substituída por outro antibiótico. A amoxicilina pode ser repetida já que o desenvolvimento de resistência a este antibiótico é raro. Um esquema preconizado é a combinação de um IBP com amoxicilina e metronidazole ou com a substituição da amoxicilina pela tetraciclina. As várias opções proporcionam erradicações entre os 80 e os 90% dos casos.
Outros esquemas têm sido experimentados, após falência anterior. A combinação de levofloxacina com amoxicilina e um IBP é igualmente eficaz e melhor tolerada do que as terapêuticas quádruplas, mas o desenvolvimento rápido de resistência às quinolonas pode inviabilizá-la.
Pacientes que falham duas tentativas de erradicação são problemas clínicos difíceis de resolver. A escolha dos antibióticos para nova tentativa deve basear-se nos resultados de estudos de susceptibilidades do Hp aos AB. Esta pode ser determinada fenotipicamente em culturas de Hp e mais recentemente genotipicamente pela determinação, por PCR, de mutações genéticas, que causam resistência à claritromicina e às fluoroquinolona, em culturas de Hp e nas fezes. Em doentes com resistência dupla, ao metronidazole e à claritromicina e com pelo menos uma falência a uma terapêutica anti-Hp, pode utilizar-se uma terapêutica tripla com um IBP e moxifloxacina e rifabutina, durante 7 dias. Dado que a rifabutina é um tuberculostático de l.a linha, o seu uso deve ser restringido.

remédios 180x180 - Terapêutica (Sprue Tropical)

Terapêutica (Sprue Tropical)

A terapêutica do sprue tropical assenta fundamentalmente em:
– Tetraciclina 250 mg p.o., tid, pelo menos durante 2 semanas, podendo ser prolongada em função da resposta clínica
—> Ácido fólico 5 mg p.o., tid, durante 1 mês.
Quando a doença evolui há mais de 6 meses justifica-se por vezes prolongar a terapêutica por muito mais tempo (alguns autores sugerem mesmo períodos de 1 ano de terapêutica).
O sprue tropical adquirido no Sul da índia é frequentemente resistente à terapêutica antibiótica. No entanto, de um modo geral, considera-se que, se a doença não revela sinais de melhoria no fim de 4 semanas de terapêutica, deve ser questionado o diagnóstico.
A profilaxia da doença consiste fundamentalmente em limitar a exposição a agentes infecciosos entéricos e procurar cuidados médicos perante diarreia persistente numa fase precoce, antes do desenvolvimento do quadro clínico de sprue tropical.

raloxifeno-oral

Esquemas Terapêuticos (Úlcera Péptica)

—> Terapêutica tripla baseada IBP (TTripla-IBP)
Um IBP bid, amoxicilina lg bid e claritromicina 500 mg bid ou metronidazole (ou tinidazole) 500 mg bid.
—> Terapêutica quádrupla baseada em bismuto (TQ-BIS-T-M-IBP)
Bismuto 525 mg qid, tetraciclina 500 mg qid, metronidazole ou tinidazole 500 mg qid e um IBP bid.
—» Terapêutica sequencial (TS)
Um IBP bid e amoxicilina 1 g bid, durante 5 dias, seguido de um IBP bid mais claritromicina 500 mg bid e tinidazole ou metronidazole 500 mg bid, durante mais 5 dias.
—> Terapêutica quádrupla baseada em IBP (TQ-IBP-CMA)
Um IBP e claritromicina 500 bid, metronidazole 500 mg bid, amoxicilina 1 g bid.

malária queda no jurua 1 180x180 - Quimioprofilaxia da Malária

Quimioprofilaxia da Malária

A quimioprofilaxia da malária é efectuada recorrendo a um grupo restrito de fármacos que incluem a mefloquina, a tetraciclina, o malarone, a cloroquina isolada ou associada ao proguanil e, mais raramente, a primaquina.
Nenhuma quimioprofilaxia é 100% eficaz, e as outras medidas preventivas são tão ou mais importantes, pelo que devem sempre ser consideradas em conjunto.

cicloserina oral 180x180 - Tratamento II (Amebíase)

Tratamento II (Amebíase)

—> Amebicidas de contacto – furoato de diloxanido, 500 mg de 8/8 horas durante 10 dias; iodoquinol, 650 mg de 8/8 horas durante 20 dias; paramomicina, 500 mg de 8/8 horas durante 7 dias; tetraciclina, 250 mg de 8/8 horas durante 7 dias.
• Furoato de diloxanido – está indicado no tratamento dos portadores assintomáticos e na amebíase intestinal não invasiva com pouca sintomatologia na dose de 500 mg/3xdia (crianças: 30 mg/kg/dia em 3 tomas) durante 10 dias. E contra-indicado na gravidez.
• Iodoquinol – é pouco absorvido, pelo que tem poucos efeitos secundários que podem ser dores abdominais, diarreia e rash cutâneo. Tem as mesmas indicações do furoato de diloxanido, sendo administrado na dose de 650 mg/3xdia (crianças: 40/mg/kg/dia em 3 tomas) durante 20 dias.
Está contra-indicado em indivíduos com intolerância ao iodo e lesão hepática.
• Paramomicina – é um antibiótico de largo espectro pouco absorvido, tendo como principais efeitos secundários náuseas, cólicas abdominais e diarreia. Tem as mesmas indicações dos anteriores nas doses de 500 mg/3xdia (crianças: 30 mg/kg/dia em 3 tomas) durante 7 dias. Deve ser utilizada com precaução em doentes com lesões intestinais ulcerativas.