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Foto 1 SES cirurgias de vesícula 180x180 - Indicações Cirúrgicas

Indicações Cirúrgicas

Doentes com um primeiro episódio de pneumotórax espontâneo e com profissão de risco (por exemplo, piloto de aviação) deverão ser referenciados para a cirurgia torácica.
Outras indicações para procedimento cirúrgico e diminuição da probabilidade de recorrência incluem segundo episódio de pneumotórax espontâneo primário homolateral, primeiro episódio de pneumotórax contralateral, e manutenção de drenagem torácica borbulhante 5 dias após a introdução de drenagem torácica.
A videotoracoscopia permite o acesso ao espaço pleural de forma menos invasiva comparativamente à toracotomia, sendo atualmente a técnica preferencial. A intervenção consiste na remoção das bolhas subpleurais e pleurodese (abrasão pleural, pleurectomia parcial ou instilação de talco) para evitar a recorrência. No caso do doente não ter condições cirúrgicas, a pleurodese química com talco poderá ser efetuada através do dreno torácico.

Como aliviar a dor de cabeça com exercícios 180x180 - Clínica (Feocromocitoma)

Clínica (Feocromocitoma)

A maior parte dos doentes manifesta sinais e sintomas todo o tempo, mas que variam de intensidade e caracterizam-se por crises paroxísticas de palpitações, sensação de opressão torácica, tremor, hipersudorese e cefaleias.
A frequência destas crises paroxísticas é muito variável, podendo ocorrer poucas vezes por semana ou dezenas de vezes por dia com uma duração de poucos minutos a horas; podem ser desencadeadas por mobilização, ingestão de comida, palpação abdominal ou stress.
O feocromocitoma pode complicar-se com retinopatia e nefropatia hipertensiva, cardiomiopatia, cardiopatia isquémica, arritmias, dissecação da aorta e AVC.


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Diagnóstico clínico

– Anamnese – é crucial, sendo sugestiva a recorrência de pieira, dispneia, opressão torácica e tosse, que variam em duração e intensidade após exposição a fatores precipitantes (alergénios, exercício, infeções, poluentes, fármacos,…). A coexistência de sintomas de rinoconjuntivite alérgica é frequente. O quadro surge habitualmente durante a infância ou adolescência, ocorrendo por vezes de forma sazonal e perante história familiar de asma ou atopia. Nos casos em que a doença se desenvolve durante a idade adulta ou existem hábitos tabágicos concomitantes, é importante a realização de um correto diagnóstico diferencial.
– Exame objetivo – pode ser normal ou revelar sinais de obstrução – tempo expiratório prolongado, sibilos e roncos, por vezes percetíveis apenas na expiração forçada. Perante maior gravidade, ou durante as exacerbações, pode-se observar sinais de insuflação e aumento do trabalho respiratório, que em condições de grande obstrução se traduzem por silêncio auscultatório, utilização dos músculos respiratórios acessórios e, eventualmente, cianose, agitação ou marcada sonolência.
– Avaliação funcional respiratória – possibilita não só o apoio ao diagnóstico clínico como também a determinação da gravidade e a monitorização da resposta terapêutica. Numa fase inicial, a avaliação deverá ser completa com estudo da mecânica ventilatória e prova broncomotora (broncodilatação ou broncoconstrição, a última também designada por prova de provocação inespecífica). Sob o ponto de vista funcional, podem encontrar-se os seguintes padrões: mecânica ventilatória normal em situação basal e hiper-reactividade brônquica (diminuição do FEV1>20% após inalação de metacolina); alteração ventilatória obstrutiva (FEV!/FVC<70%) com prova de broncodilatação positiva (AFEVi>12% e >200 ml) e obstrução reversível com insuflação pulmonar (aumento do volume residual e da capacidade residual funcional). Na avaliação e monitorização pode, ainda, utilizar-se um debitómetro que determina o DEMI/PEF (débito expiratório máximo instantâneo/peak expiratory flow) que possibilita, de forma simples mas grosseira, a quantificação funcional.
-AvaIiação alergológica – engloba a realização de testes de sensibilidade cutânea e estudo de IgE específica.
Radiografia de tórax – tem indicação no diagnóstico diferencial e perante exacerbações moderadas a graves de asma brônquica.
Gasometria arterial – é indicada na avaliação de situações de exacerbação moderada a grave. A PaO2 inferior a 60 mmHg e/ou uma PaCO2 superior a 45 mmHg indiciam um compromisso ventilatório grave no doente asmático.

20100509134417 180x180 - PNEUMOTÓRAX CATAMENIAL

PNEUMOTÓRAX CATAMENIAL

Ocorre no período menstrual, habitualmente 24/72 horas após o início da menstruação. A patogénese não é conhecida, mas por vezes está associado a endometriose pélvica e torácica. Poderá ter indicação para toracoscopia e administração de terapêutica hormonal.

medicina 2013 08 06 155546 180x180 - Risco Cirúrgico (Avaliação Pré-Operatória)

Risco Cirúrgico (Avaliação Pré-Operatória)

Definimos como cirurgia de risco elevado:
—> Cirurgia arterial major.
—> Cirurgia prolongada.
—> Cirurgia de emergência.
Cirurgia de risco intermédio:
—> Cirurgia torácica ou abdominal.
—> Endarterectomia da carótida.
—> Cirurgia ortopédica.
—> Cirurgia de cabeça e pescoço.

20090829104903 180x180 - Pneumotórax Iatrogénico

Pneumotórax Iatrogénico

Assintomático e de pequena dimensão, normalmente resolve espontaneamente e não necessita de tratamento. Se de maior dimensão ou sintomático, a simples aspiração manual (exsuflação) ou colocação de drenagem torácica resolve habitualmente a situação.

Equipe-Cirurgia-Geral

Factores de Risco (Risco Respiratório)

—> Cirurgia – as de maior risco são a cirurgia torácica ou abdominal alta, a reparação de aneurisma da aorta é a mais relevante.
—> Duração da cirurgia.
—> Anestesia – apesar de controverso, uma anestesia locorregional, pode reduzir o risco de complicações respiratórias.
—> Doença respiratória crónica, em si, nunca é uma contra-indicação.
—> Tabagismo.
—> Insuficiência cardíaca congestiva.
—> Hipoalbuminemia.
Na presença de uma infecção respiratória, devemos adiar uma cirurgia electiva para permitir o tratamento da infecção.
A obtenção de provas de função respiratória no pré-operatório só está indicada na tomada de decisões na cirurgia de ressecção pulmonar.

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Diagnóstico (Drepanocitose)

– Mais frequente na raça africana.
– Clínica caracterizada por anemia crónica (tipicamente 7-8 g/dl de Hb), hemolítica, com icterícia, sem esplenomegalia (o baço é geralmente atrófico ao fim de alguns anos de doença devido a enfartes esplénicos).
– Crises vaso-oclusivas com dores ósseas e articulares recorrentes (a complicação mais frequente), úlceras de perna.
– Na evolução a longo prazo, risco de enfartes na retina e retinopatia proliferativa, isostenúria, necrose asséptica óssea, acidente vascular cerebral, colelitíase, hipoesplenismo, priapismo, crises de sequestração esplénica e síndrome torácica aguda.
– A morfologia do sangue é frequentemente diagnostica, com eritrócitos em forma de foice; a electroforese de hemoglobina identifica Hb S – cerca de 40% nos portadores de traço drepanocítico (Hb AS – assintomáticos) e cerca de 80% nos homozigóticos Hb SS. Há formas de duplas heterozigotias Hb S- talassemia e Hb S-C.

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TRATAMENTO (Bursite Isquioglútea)

A injeção local com corticosteróide, tendo cuidado na abordagem pelo risco de lesão do nervo ciático, pode aliviar a dor. A resolução pode demorar meses.
Devem ser ensinados exercícios de flexão das ancas, levando os joelhos à face anterior da região torácica, em cima de uma superfície almofadada.

19 dez pulmao2 1 180x180 - Ventilação Percutânea Translaríngea

Ventilação Percutânea Translaríngea

Consiste na introdução de um cateter e.v. de grande calibre (14 G ou maior) através da membrana cricotiroideia, ao qual se liga uma fonte de oxigénio de alta pressão. Existem sistemas comercializados disponíveis.
A tubuladura de alta pressão que está ligada ao cateter deve possuir um sistema que permita a expiração, interrompendo ciclicamente o fluxo de oxigénio (ciclos inspiratórios de 2 segundos e expiratórios de 4 segundos). Durante os ciclos inspiratórios, deve-se observar uma expansão torácica.
O doente deve ser mantido em posição de Trendelenburg de forma a minimizar a aspiração de conteúdo gástrico. Esta alternativa não pode ser usada em caso de obstrução completa da via aérea alta, pois resultará em barotrauma severo. Ao fim de cerca de 30 minutos existirá uma hipercapnia com a resultante acidose metabólica.