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Estratégias de apoio à adesão (Tuberculose)

Quando correctamente orientado, o tratamento farmacológico da TB permite a cura da doença e a interrupção da cadeia de transmissão, sendo considerado o melhor meio para a prevenção da TB. A falência do tratamento deve-se, sobretudo, ao seu abandono precoce e relaciona-se com um aumento do risco de emergência de resistência, o que denota a importância das estratégias de apoio à adesão nesta doença.
A toma sob observação directa (TOD) de um técnico de saúde relacionou-se, nalguns estudos, com uma evolução mais favorável, particularmente na redução do risco de resistência secundária. No entanto, nestes estudos, o seu impacto foi avaliado em conjunto com a implementação de outras estratégias, tais como a redução da duração do tratamento e/ou a utilização de esquemas bi-semanais, e a sua validade, como intervenção isolada não foi ainda comprovada num estudo prospectivo aleatorizado. Por outro lado, a não adesão à TOD pode atingir até 18% dos doentes, particularmente em casos de alcoolismo, indigência social e de toxicodependência. Deste modo, embora esteja recomendada (designadamente pela DGS14) a TOD durante pelo menos 5 dias/semana, esta intervenção deve ser acompanhada de outras medidas de apoio à adesão, incluindo:
– Utilização de combinações fixas de fármacos, reduzindo o número de unidades a tomar diariamente e impedindo a monoterapia.
– Tratamento integrado das co-morbilidades, particularmente das relacionadas com dependência farmacológica e, quando possível, com a infecção por VIH através de uma ligação estreita entre as diferentes unidades de saúde.
– Reforço da educação do doente, com manutenção do suporte durante todo o período do tratamento.
– Redução da duração do tratamento dentro dos limites da eficácia, melhorando as perspectivas de adesão e a operacionalidade dos serviços de saúde.

trasplante renal 1024x768 180x180 - Transplante

Transplante

O transplante pulmonar uni ou bilateral é a última possibilidade terapêutica que se coloca nas doenças do interstício pulmonar. Deviam ser referenciadas para a lista de transplante as DDPP em estádio terminal com grave limitação funcional e esperança de vida inferior a 2 anos. Outros critérios que visam maximizar o sucesso do transplante são: idade inferior aos 65 anos, ausência de complicações da corticoterapia prolongada ou superior a 20 mg/dia, ausência de ventilação mecânica, ausência de hábitos tabágicos ou toxicodependência, perfil psicológico adequado, capacidade para entender e aceitar o processo, envolvimento major confinado ao pulmão e/ou parâmetros de doença sistémica que possam existir controlados, ausência de co-morbilidades graves.
A sobrevida pós-transplante nos centros de referência é de cerca de 70-80% no primeiro ano e de 50% aos 5 anos.