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Aparelhos de Tratamento

Os equipamentos usados para administração dos tratamentos são por excelência os aceleradores lineares. Estes podem também ser designados genericamente por aparelhos de teleterapia de megavoltagem. Neles são produzidos feixes de electrões de alta energia, que podem ser utilizados directamente ou transformados internamente em feixes de fotões.

urologia 180x180 - CANDIDÚRIA

CANDIDÚRIA

Há que distinguir a colonização urinária frequente em doentes algaliados, diabéticos ou após tratamentos prolongados com antibióticos, os quais apresentam um sedimento urinário apenas com corpos leveduriformes, em que o tratamento consiste apenas em mudar o cateter, melhorar o controlo da glicemia e aumentar a diurese; da infeção sistémica a fungos, com febre elevada, em geral em doentes imunodeprimidos, frequentemente com hifas visíveis no sedimento além das leveduras, em que o tratamento inclui o fluconazol 100 mg/dia p.o. ou em infeções mais graves 200 mg e.v. 12/12 horas.
As lavagens vesicais com anfotericina B não mostraram qualquer vantagem.

Se nao tratada dor no ombro pode gerar lesoes graves 180x180 - Tratamento (Ombro Senil Hemorrágico)

Tratamento (Ombro Senil Hemorrágico)

A terapêutica desta entidade é sintomática, sendo a artrocentese seguida da injeção intra-articular de corticóides e os AINEs orais os tratamentos de eleição. O ombro deve manter-se em repouso, na fase aguda, podendo o calor local ter um efeito benéfico.
A fisioterapia é fundamental para manter o normal arco de movimento da articulação e fortalecer os músculos periarticulares.

paquete papanicolau guadalajara 180x180 - Tratamentos (Patologia Cervical)

Tratamentos (Patologia Cervical)

Os tratamentos podem ser excisionais (ansa diatérmica, conização a laser ou a frio) ou destrutivos (vaporização laser, crioterapia ou eletrocoagulação).
Importante diagnosticar precocemente, enviar para centros e unidades de colposcopia nos casos indicados e vigiar após alta destes centros com citologias anuais e exame com espéculo.

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Tratamento – Candidíase não complicada

Existe forte evidência de que nas candidíases não complicadas, os imidazóis intravaginais reduzem de forma significativa os sintomas, não existindo diferenças significativas entre eles quanto à eficácia. Também não foi demonstrada superioridade dos esquemas de longa vs curta duração (1-14 dias).
Existe evidência de que o itraconazol oral reduz a sintomatologia persistente após 1 semana. Não existe diferença significativa na persistência de sintomas entre a terapêutica oral de curto termo vs imidazóis intravaginais. Os tratamentos tópicos podem causar efeitos adversos localmente como ardor e irritação. A terapêutica oral pode ocasionalmente originar efeitos colaterais frustes e autolimitados, como intolerância gastrintestinal, cefaleias e alterações da função hepática.
Factores como custo, conveniência, adesão, facilidade de utilização, história de respostas ou reacções adversas a tratamentos anteriormente utilizados ou preferência pessoal podem ser tidos em conta no momento da prescrição.
Candidíase complicada:
• Segunda dose de fluconazol 150 mg, 3 dias depois da primeira, aumenta a taxa de cura de 67 para 80%.
• Após terapêutica inicial intensiva de 7-14 dias para atingir a remissão micológica, um tratamento prolongado com fluconazol 150 mg/semana durante 6 meses controla mais de 90% dos episódios sintomáticos e leva a uma remissão em cerca de 50% das mulheres. Esta terapêutica tem menos riscos de toxicidade hepática e deve ser usada preferencialmente ao cetoconazol oral diário. Terapêuticas de manutenção prolongadas com agentes tópicos usados de forma intermitente, clotrimazol 500 mg/ semana ou 200 mg/2xsemana, são também opções aceitáveis. Na gravidez, um tratamento oral de curta duração e baixa dosagem com fluconazol não está associado a malformações congénitas, mas doses mais elevadas de 400-800 mg/dia estão. Deve utilizar-se imidazol tópico durante 7 dias.

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Doses (Vacinas Antialérgicas)

Com a vacinação convencional, por via subcutânea, após uma fase de indução que pode variar de dias (veneno de himenópteros) a semanas (ácaros, pólenes), chega-se à fase de manutenção, com aplicação, habitualmente mensal, do extracto alergénico, durante um período variável de 3 a 5 anos, embora não seja consensual o momento em que deve ser interrompido o tratamento, sendo este individualizado para cada caso. A protecção conseguida mantém-se vários anos após a suspensão da vacina.
Mais recentemente, foram validadas vias alternativas de administração destas vacinas (nomeadamente por via sublingual), relacionando-se com a ocorrência de menor taxa de efeitos adversos; recorrendo aos extractos com altas doses de alergénio, que actualmente temos disponíveis, consegue-se elevada eficácia, embora também com a possibilidade da ocorrência de reacções adversas. A dose de manutenção é habitualmente trissemanal, levantando problemas de adesão tal como ocorre em todos os tratamentos continuados.

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Tratamento (Vitiligo)

A procura de tratamento por parte dos doentes é geralmente motivada por preocupações estéticas, embora nalguns casos seja feita pela ocorrência de queimaduras solares nas áreas amelanóticas. Em muitos casos o doente pode ser somente aconselhado a fazer a protecção solar e a camuflagem das lesões das áreas expostas, estando os tratamentos activos indicados sobretudo nos doentes com desfiguramento cosmético e com repercussões psicológicas. Deve-se também ter em consideração que, particularmente nos doentes com fototipos V e VI (mais pigmentados), o vitiligo pode ser bastante desfigurante e que, nalgumas culturas, estes doentes podem ser alvo de discriminação.
As áreas que respondem melhor são a face e o tronco. São os melanócitos que persistem no epitélio folicular que se movem para repovoar a pele envolvida. Pelo contrário, as extremidades, em especial as mãos, respondem habitualmente mal aos tratamentos.
O método terapêutico deve levar em consideração a idade do doente, as áreas envolvidas e a extensão da doença.
—> Protecção solar e camuflagem – recomenda-se a aplicação de protectores solares com índice de protecção igual ou superior a 15 sobre as lesões localizadas em áreas fotoexpostas, de forma a prevenir as queimaduras solares e a minimizar as alterações actínicas crónicas. A pele circundante deve também ser protegida, no sentido de diminuir o contraste entre a pele afectada e a normalmente pigmentada. Existem protectores solares com cor, que podem ser úteis na camuflagem do vitiligo. A camuflagem pode ser feita, também, com cosméticos contendo corantes de anilina e com os chamados “autobronzeadores” (bronzeadores sem Sol), mas tendo em atenção que estes não conferem protecção solar.
– Corticoterapia tópica – os corticosteróides tópicos podem ser eficazes na repigmentação de lesões em fase inicial e em formas de vitiligo localizado ou segmentar, particularmente nas crianças. Devem-se utilizar corticosteróides potentes, 1xdia, e durante um período máximo de 1 mês, que podem ser repetidos. Os efeitos acessórios da corticoterapia tópica, em especial a atrofia cutânea, limitam a sua utilização, nomeadamente na face, nas pálpebras e nas áreas intertriginosas, pelo que, nestas áreas devem ser escolhidos corticosteróides menos potentes.
– Inibidores da calcineurina (ver “Eczema Atópico”) – o tacrolimus e o pimecrolimus têm mostrado alguma acção repigmentante, sobretudo ao nível da face. Têm a vantagem sobre os corticosteróides de não provocarem atrofia cutânea e de poderem ser utilizados por períodos mais prolongados. A associação (aplicação alternada) com os corticosteróides parece ter efeito superior, bem como a associação com a fototerapia.
– Fototerapia – a fototerapia pode ser feita em diversos esquemas: fotoquimioterapia (PUVA) oral ou tópica, fototerapia com UVB de banda estreita (ver psoríase) ou laser de excímero de 308 nm. A fotoquimioterapia oral ou com UVB é reservada para vitiligos extensos, enquanto nas formas relativamente limitadas é preferível a utilização da fotoquimioterapia tópica ou o laser de excímero.
O êxito terapêutico com qualquer uma destas modalidades é muito variável, exige períodos prolongados de tratamento (meses) e só é possível em serviços com disponibilidade de equipamento para tal.

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Tratamento (Alopecia Androgenética)

Os doentes com AAG devem ser esclarecidos acerca da patogénese desta alopecia e a escolha da terapêutica deve ser debatida com eles. Nos casos de alopecias ligeiras a moderadas, os tratamentos médicos disponíveis podem desacelerar, parar, ou mesmo everter a progressão da alopecia, mas necessitam de ser efectuados em permanência e por períodos muito prolongados. Os tratamentos cirúrgicos melhoram de imediato a densidade capilar, mas não alteram a evolução da alopecia. Podem ser coadjuvados pelas terapêuticas médicas.

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Tratamento (Alopecia Areata)

Os tratamentos disponíveis podem ajudar os cabelos e os pêlos a crescer. Não existe, contudo, evidência suficiente que a terapêutica interfira decisivamente na evolução natural da doença. A maioria dos tratamentos pretende suprimir o processo imunológico de base quando a doença está em actividade. Nos doentes com formas crónicas ou recorrentes, poderá ser necessário tratamento a longo prazo para manter um crescimento capilar cosmeticamente adequado, mas a segurança da terapêutica tem sempre que ser bem ponderada. Para além desta, outros factores devem ser levados em consideração na escolha do tratamento, nomeadamente a idade, a extensão da alopecia, o estado de saúde geral e a motivação do doente. A eficácia das terapêuticas disponíveis é variável, pelo que é indispensável ser discutida com o doente. A extensão da alopecia, a duração até ao início do tratamento, bem como a presença de alterações ungueais, são factores de mau prognóstico. Na pelada mais habitual, única e de dimensões reduzidas, a tendência para a cura espontânea é a regra (ao fim de 3-4 meses), pelo que a abstenção terapêutica poderá ser uma decisão acertada.
—> Corticoterapia intralesional – os corticosteróides intralesionais utilizados são o acetonido de triancinolona, o fosfato dissódico associado ao propionato de betametasona ou a metilprednisolona. As injecções repetidas todas as 4 a 6 semanas são bem toleradas pelos adultos, mas menos bem pelas crianças, pela dor associada. Esta pode ser parcialmente ultrapassada pela utilização de aparelho dermo-injector, quando disponível. Como efeito secundário é de referir a atrofia cutânea local, em regra transitória. Os corticosteróides têm, provavelmente, uma acção imunomoduladora, embora um efeito mais directo no folículo piloso não possa ser excluído. Se, após a 2.ª série de injecções, não se observar resposta, deverá associar-se terapêutica tópica.
—> Minoxidil – a solução tópica de minoxidil a 5% deve ser aplicada 2xdia, sendo habitual o início de crescimento de pêlos terminais ao fim de 2 a 3 meses de tratamento e a resposta máxima ao fim de um ano de tratamento. O mecanismo de acção do minoxidil na alopecia areata não é claro, pensando-se que possa ter um efeito estimulatório ou mesmo imunomodulador a nível dos folículos.
– Corticoterapia tópica – consiste na aplicação, 2xdia, de creme de dipropionato de betametasona ou de outro corticóide potente, sendo que o tratamento de todo o couro cabeludo parece ser mais eficaz do que o tratamento apenas das peladas, particularmente se a alopecia se encontra em fase activa. Os efeitos secundários possíveis decorrentes da aplicação prolongada dos corticosteróides são as foliculites locais e o aparecimento de lesões acneiformes na face.

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Acelerador Linear

Equipamento de eleição para administrar tratamentos de RT externa. Deve dispor idealmente de duas ou mais energias de fotões, para tratamentos profundos, e diversas energias de electrões, para tratamentos mais superficiais. Este equipamento é composto por sofisticados sistemas de produção e controlo de administração de radiação, equipamentos para posicionamento do doente, localização e verificação dos campos de irradiação. Ao acelerador linear estão associados:
—> Uma mesa de tratamento específica, onde o doente é posicionado.
—> Um sistema de lasers de localização.
—> Um sistema electrónico de aquisição de imagens em tempo real do campo irradiado.
—> Um sistema de vídeo em circuito fechado para vigilância do doente durante o tratamento.
—> Um equipamento computorizado de comando.
Inerente ao acelerador linear está um mecanismo de dimensionamento de campos, designado de sistema de colimação. Este sistema é composto por dois pares de blocos metálicos alongados, orientados perpendicularmente entre si e que permitem adequar o tamanho do campo de irradiação a cada tratamento. Dado que este sistema só permite campos rectangulares, outro sistema é necessário para conformar os campos de tratamento o mais possível às aplicações reais. Os sistemas actuais possuem para esse efeito um segundo sistema de colimação, composto por múltiplas (80 a 120) pequenas lâminas motorizadas, que permitem o tratamento de campos irregulares.
Ainda como parte integrante do acelerador linear, está o sistema de verificação de campos.
Este consiste num sistema de detecção de radiação, posicionado em face do feixe de radiação e com o doente em posição de tratamento, permitindo verificar num sistema computorizado a adequação entre os campos irradiados e os campos planeados. Mais recentemente estes equipamentos evoluíram para a chamada ‘imagem Volumétrica”, em que é possível adquirir no acelerador linear, em posição de tratamento, imagens idênticas às de uma TC, o que, por comparação com as imagens de planeamento, permitem um detalhe extremo na localização dos campos e estruturas a irradiar. Estes sistemas são vulgarmente designados por Radioterapia Guiada por Imagem ou IGRT (do inglês image guided radiation therapy).