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Screen Shot 2011 11 17 at 11.02.56 180x180 - Causas e Riscos (Descolamento da Retina)

Causas e Riscos (Descolamento da Retina)

O descolamento da retina está associado a uma rasgadura ou buraco na retina através do qual os fluidos podem passar causando uma separação entre as camadas da retina.
As causas mais comuns são: trauma, idade, tumores, processos inflamatórios, mas pode ocorrer espontaneamente. No recém-nascido, pode surgir no contexto de uma retinopatia da prematuridade.

dsc 4749 180x180 - Causas (Emergências em Oftalmologia)

Causas (Emergências em Oftalmologia)

—> Diabetes.
—> Hipertensão.
—> Trauma cefálico.
—> Irite aguda.
—> Conjuntivite aguda.
—» Glaucoma agudo.
—> Celulite orbitaria.
—> Oclusão da artéria central da retina.
—> Descolamento da retina.
—> Laceração palpebral.
—> Sangue intra-ocular (hifema).
—> Abrasão da córnea.
—> Corpo estranho no globo ocular.
—> Lesão química.
—> Pancada ou lesão cortante.

tinnitusc 180x180 - Acufeno

Acufeno

O acefeno é um sintoma descrito como uma percepção acústica de som, ruído, apito, vibração ou pulsação no(s) ouvido(s) ou generalizada à cabeça, que frequentemente se agrava em ambiente silencioso. Deve ser feita uma história clínica e uma observação cuidadosa, que oriente para os exames complementares necessários ao esclarecimento do quadro.
A presença de rolhão de cerúmen ou otite seromucosa podem explicar o sintoma e a resolução da situação de base; resolvem também o acufeno.
O diagnóstico de presbiacusia, ototoxicidade ou trauma acústico está associado normalmente a acufeno permanente de algum grau, devendo o doente ser esclarecido sobre a cronicidade da situação. No caso de acufeno pulsátil, dever-se-á excluir tumor glómico, patologia vascular, cardíaca ou sistémica (por exemplo, hipertiroidismo, anemia).
Deve-se essencialmente tranquilizar os doentes que geralmente receiam tratar-se de um tumor ou outra doença grave. Terapêutica com vasodilatadores, sedativos ou antidepressivos por vezes ajudam a tolerar o acufeno ou a diminuir a sua intensidade. Nos casos em que existe hipoacusia associada, preconiza-se a utilização de prótese auricular que simultaneamente corrige a hipoacusia e mascara o acufeno. É frequente os doentes terem dificuldade em adormecer; pode aconselhar-se a ajuda do rádio ou televisão para mascarar o acufeno.

oftalmologia 180x180 - Factores desencadeantes (Glaucoma Agudo)

Factores desencadeantes (Glaucoma Agudo)

– Trauma ou stress.
– Entrada num quarto escuro.
– Dilatação farmacológica.
– Utilização de agonistas ou atropina.
– Inalação de cocaína.
Ambos os olhos estão em risco, uma vez que as anomalias são, habitualmente, bilaterais.

f5aa26 Rubeosis iris 180x180 - Classificação do Glaucoma

Classificação do Glaucoma

—> Primário (causa desconhecida) – ângulo aberto, ângulo fechado ou congénito.
—> Ligado ao desenvolvimento – anomalias do desenvolvimento, anomalias na rede de drenagem trabecular.
—> Secundário – condição que determina uma elevação secundária da pressão intra-ocular:
• Inflamação (uveíte, esclerite, queratite).
• Trauma (contuso ou penetrante).
• Hemorragia intra-ocular.
• Doenças sistémicas (amiloidose, diabetes mellitus, doença tiroideia).
O glaucoma de ângulo fechado é a forma mais comum de apresentação como urgência, dado o rápido início e as dores que desencadeia.

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Causas e Riscos (Uveíte)

– Pode resultar de fenómenos atópicos, infecciosos, exposição a agentes químicos, trauma ou ser de etiologia desconhecida.
– Forma mais comum: uveíte anterior (afecta predominantemente a íris).
– Outras designações: irite; uveíte não granulomatosa. Associa-se a doenças auto-imunes (artrite reumatóide e a espondilite anquilosante).
– Pode ser unilateral; sendo mais comum em jovens na meia-idade.
– A uveíte posterior afecta a porção posterior da úvea envolvendo a coroideia, a retina ou ambas. Ocorre, habitualmente, após uma infecção sistémica. A toxoplasmose é uma das causas mais comuns de uveíte congénita. O processo inflamatório condiciona áreas de cicatrização que correspondem a zonas de perda de visão.

dr RENATO BRAZ DIAS 180x180 - Chame o Médico Oftalmologista (Emergências em Oftalmologia)

Chame o Médico Oftalmologista (Emergências em Oftalmologia)

– Um trauma ocular for grave.
– Qualquer produto químico atingiu os olhos do doente.
– A córnea for atingida.
– Persistir dor ocular.
– Existirem problemas de visão.

vermelho 180x180 - Diagnóstico Diferencial (Olho Vermelho)

Diagnóstico Diferencial (Olho Vermelho)

– Trauma.
– Uveíte.
– Doença reumática.
– Espondilite anquilosante.
– Colite ulcerosa.
– Síndrome de Reiter.
– Tuberculose.
– Herpes.
– Sífilis.
– Sarcoidose.
– Toxoplasma.
– Infecção por Cytomegalovirus.
– Doença de Lyme.

episclerite 180x180 - Etiologia (Olho Vermelho)

Etiologia (Olho Vermelho)

Pode ser causado por qualquer condição ocular. Trata-se de um quadro frequentemente benigno, mas pode associar-se a doença sistémica. Pode, também, resultar de um processo infeccioso:
– Bacteriana – secreção mucopurulenta.
– Viral – secreção aquosa ou nenhuma, prurido.
Ou surgir no contexto de um trauma:
– Erosão da córnea.
– Hemorragia conjuntival.
– Corpos estranhos.


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Diagnóstico (Tromboembolismo)

A suspeita diagnostica baseia-se na presença de alguns sintomas e sinais, quando ocorrem em doentes com fatores de risco predisponentes.
— Sintomas e sinais – a ausência de elementos clínicos ocorre em 25 a 70% dos casos; 73% têm dispneia, dor pleurítica em 66%, hemoptises em 13%, taquipneia em 70%. febre de causa desconhecida no pós-operatório em 14%, choque/síncope em 8%; hipoxemia súbita e inexplicável, ou paragem cardiorrespiratória em dissociação electromecânica são também apresentações possíveis.
— Fatores de risco:
• Imobilização no leito, viagens aéreas prolongadas, e-thrombosis (horas diárias no computador).
• Cirurgia há menos de 3 meses (mais frequentes na cirurgia da anca e do joelho, e no trauma vertebromedular).
• TVP diagnosticada (56% desenvolvem TEP, se não tratados).
• Na sequência de acidente vascular cerebral.
• Doença maligna (está presente em 17% dos indivíduos com TEP ou TVP recorrentes).
• Insuficiência cardíaca congestiva.
• Se há história familiar ou pessoal de tromboembolismo, se houver tromboembolismo sem fatores de risco aparentes, ou em localizações pouco usuais (veias mesentéricas ou porta…), suspeitar de factores hereditários, 45% têm trombofilia, sendo a presença de Fator V Leiden (que induz resistência à proteína C ativada) o mais frequente.
— Exames auxiliares: a performance diagnostica dos exames depende muito da probabilidade de TEP pré-teste avaliada pelo clínico.
Hipoxia na gasimetria arterial, BNP, troponina, ECG ou o raio X do tórax podem apoiar mas não têm acuidade diagnostica.
A cintigrafia pulmonar de ventilação/perfusão, nem sempre disponível, se a probabilidade diagnostica é baixa, o que ocorre em 72% dos doentes, tem uma capacidade de previsão que vai de 15 a 86%, isto é, tem uma utilidade limitada.
O doppler venoso dos membros inferiores, em algumas séries, foi positivo em apenas 30% dos doentes com TEP.
O doseamento de D-dímeros, preferencialmente por ELISA, tem baixíssima especificidade, só é normal em 25% dos doentes no serviço de urgência que provaram não ter TEP. No entanto, se for negativo, permite excluir TEP.
O ECG fornece elementos em 30 a 40% dos casos: ventrículo direito (VD) dilatado, má função do VD, uma insuficiência tricúspide aguda, ou um trombo no VD são sinais que favorecem o diagnóstico de TEP e informam sobre a sua gravidade.
A angio-TC torácica tem uma sensibilidade de 55 a 85% e uma especificidade de 90%. A angiografia digital, considerada o gold standard diagnóstico, pode ter dificuldades de interpretação de trombos periféricos.
Estratégia diagnostica: na suspeita de TEP, utilizamos os critérios de Wells para ajuizar se a probabilidade diagnostica pré-teste é alta (score>4) ou baixa (score<4): • Sintomas de TVP - 3 pontos. • Diagnóstico de TEP mais provável do que alternativas - 3 pontos. • Taquicardia >100 – 1,5 pontos.
• Pós-operatório há <4 sem - 1,5 pontos. • TEP/TVP prévios - 1,5 pontos. • Hemoptise - 1 ponto. • Doença maligna - 1 ponto. — Algoritmo diagnóstico: • Se TEP pouco provável, dosear D-dímeros se <500 ng/ml exclui TEP. • Se TEP provável ou D-dímeros elevados, fazer angio-TC. Se angio-TC não disponível ou inconclusiva, fazer cintigrafia V/Q: - Se a cintigrafia normal, exclui o diagnóstico. - Se cintigrafia apresenta baixa probabilidade e o score de Wells <4 exclui o diagnóstico. - Uma cintigrafia e um score de alta probabilidade confirmam o diagnóstico. - Em situações intermédias, decidir baseado no Doppler venoso dos membros inferiores ou angiografia.