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F1.large 3 180x180 - Hematoma Septal

Hematoma Septal

Está geralmente associado a traumatismo nasal e manifesta-se por obstrução nasal de grau variável. Exige rápida drenagem do hematoma e antibioterapia profiláctica. Se houver necrose da cartilagem septal, com consequente perfuração septal, pode originar deformidade nasal e epistaxe recorrentes.

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Classificação e Patogénese

Pode ser classificado em espontâneo, iatrogénico ou traumático. O pneumotórax espontâneo ocorre sem evidência de traumatismo ou outra causa óbvia. Pode ser primário ou secundário.
O pneumotórax espontâneo primário acontece em indivíduos aparentemente saudáveis sem doença pulmonar conhecida. Afeta mais frequentemente jovens com biótipo longilíneo, do sexo masculino, sabendo-se que os hábitos tabágicos aumentam de forma significativa o risco de desenvolverem pneumotórax (relação dose/risco baseada na evidência). A patogénese exata desta entidade é desconhecida. Admite-se que a rutura de pequenas blebs ou bolhas subpleurais seja o mecanismo responsável na grande maioria das situações.
O pneumotórax espontâneo secundário ocorre como complicação de doença pulmonar subjacente. A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é a causa mais comum.
O pneumotórax iatrogénico é habitualmente secundário à utilização de técnicas invasiva (punção pleural ou transtorácica, biopsia transbrônquica ou colocação de um cateter central na veia subclávia), mas poderá ser o resultado de barotrauma nos doentes submetidos a ventilação mecânica.
O pneumotórax traumático ocorre após lesão direta no tórax. As causas mais comuns incluem a fratura da costela lacerando a pleura visceral ou ferida penetrante da parede torácica.
A designação de pneumotórax hipertensivo refere-se à presença de um mecanismo fisiopatológico valvular que permite a entrada e impede a saída de ar do espaço pleural.
Pode manifestar-se devido a qualquer etiologia e provoca desvio do mediastino e habilidade cardiovascular.
Em doentes com doença pulmonar avançada, um pequeno pneumotórax pode provocar falência respiratória e instabilidade cardiovascular significativas.

remedios ototoxicos 022 180x180 - Bupropiona

Bupropiona

A bupropiona é um antidepressivo comercializado em Portugal desde 2000. E eficaz na cessação tabágica de fumadores >10 cigarros/dia, tendo os estudos realizados evidenciado maiores taxas de abstinência em comparação com a TSN.
É considerada uma opção útil para fumadores numa tentativa inicial de evicção, especialmente aqueles que não toleram a TSN, que preferem um tratamento não-TSN ou que falharam em tentativa prévia com TSN. Constitui igualmente uma boa opção para os fumadores preocupados com o aumento de peso ou com antecedentes de depressão. A associação deste fármaco com a TSN transdérmica possui uma maior eficácia aos 6 meses, relativamente ao adesivo de nicotina isolado.
Deve existir cuidado redobrado nos indivíduos com condições predisponentes para um baixo limiar de convulsão, como história de traumatismo craniano, abuso de álcool e fármacos por exemplo, antipsicóticos, antidepressivos, teofilina, corticosteróides sistémicos. As múltiplas interações medicamentosas descritas por exemplo, P-bloqueantes, antiarrítmicos, captopril, loratadina, codeína, cimetidina, levodopa, zolpidem, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina impõem uma correta monitorização e eventual ajuste da dose.
Em 2009 a Food and Drug Administration (FDA) lançou o alerta para o risco de sintomas neuropsiquiátricos graves em doentes sob bupropiona. Recomenda-se assim um cuidadoso acompanhamento após o início do fármaco, com suspensão do mesmo se identificados sinais de alerta.

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Agentes Adjuvantes

—> Tubo nasofaríngeo – trata-se de um tubo fabricado em borracha macia ou plástico que determina uma via entre o orifício externo de uma ou das duas narinas e a orofaringe, impedindo a obstrução glótica pela queda da língua. Está indicado nos doentes conscientes ou semiconscientes ou nos doentes inconscientes em que seja impossível inserir um tubo orofaríngeo (convulsões, traumatismo mandibular, trismo).
Existem várias medidas e calibres destes tubos. O calibre depende do tamanho do doente, enquanto que o comprimento adequado pode ser encontrado justapondo externamente o tubo junto à face do doente. O orifício exterior estando ao nível da narina, a extremidade interna deve ficar ao nível do trago. Tubos excessivamente compridos podem causar vómito ou laringospasmo.
—> Tubo orofaríngeo – é um dispositivo rígido introduzido através da boca que mantém a base da língua afastada da parede posterior da faringe. Deve ser usado apenas em doentes inconscientes. As dimensões do tubo a usar podem ser calculadas segurando o tubo junto à face. O orifício exterior fica ao nível dos incisivos enquanto a extremidade fica no ângulo da mandíbula. Um tubo excessivamente comprido pode ocluir a glote. Excessivamente curto é ineficaz.

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Traumatismo Cranioencefálicos

Na abordagem inicial de um doente com TCE (traumatismo cranioencefálico) reveste-se de particular importância a colheita de dados que permitam inferir do contexto e tipo de agressão. Sempre que o doente não forneça história, a mesma deverá ser colhida junto de quem tenha presenciado o “acidente”. Estes doentes são frequentemente politraumatizados, pelo que a presença de lesões associadas, raquidianas, tóraco-abdominais ou apendiculares deve ser averiguada e o tratamento empreendido de acordo com as prioridades médicas do momento.
Importa determinar a existência de uma perda de conhecimento e sua duração.
A importância da agressão é também inferida através da duração dos períodos de amnésia retrógrada, anterógrada ou ambas.
Deve ser averiguada a toma de antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes orais, que constituem relevante fator de risco para hemorragia intracraniana.
Com o intuito de limitar o fator subjetivo inerente a qualquer observador e valorizar os aspetos capitais do exame neurológico, foi consagrada a utilização de uma grelha de avaliação clínica, a escala de coma de Glasgow (GCS) .
Da aplicação da escala aos TCE resultam três categorias:
– Os TCE ligeiros com GCS entre 13-15.
– Os moderados com GCS entre 9-12.
– Os graves com UL5 so.
A observação do doente e registo GCS devem ser efetuados à entrada e seriadamente ao longo do período de observação ou internamento, já que a semiologia neurológica pode apresentar uma evolução temporal apreciável. A avaliação inicial e pelo menos outra até às primeiras 6 horas deverão ser efetuadas pelo médico responsável pelo doente, enquanto que o registo sequencial a intervalos regulares pode ficar a cargo dos enfermeiros, que chamarão a atenção do médico para possíveis agravamentos, definidos por critérios estabelecidos na prescrição médica.
As primeiras medidas deverão visar a manutenção das funções vitais, sobretudo em doentes de maior gravidade. E fundamental assegurar uma boa via aérea e uma ventilação eficaz, assim como um estado de equilíbrio hemodinâmico, evitando a hipotensão ou mesmo o choque com consequente hipoperfusão cerebral. A mobilização do doente deve ser efetuada tendo em conta a eventualidade de uma lesão raquidiana associada. Na presença ou suspeita de lesão cervical, a entubação da via aérea deverá ser efetuada de preferência por via nasal para evitar a extensão cervical. Se existe fratura do andar anterior da base do crânio, a entubação deverá ser orotraqueal, sendo de evitar a entubação nasogástrica sem visualização direta do trajeto da sonda.
As feridas do escalpe devem ser lavadas e exploradas, após tricotomia se necessário.
A existência de fraturas lineares ou afundadas implica a realização de TC crânioencefálica. Os sinais indiretos que indiciam a presença de fraturas do andar anterior da base do crânio são a equimose periorbitária, ou a retromastoideia nas do andar médio e rochedo.
A existência de rino ou otorraquia (testando positivamente no teste da glicofita) implica uma laceração da dura-máter e aracnoideia com consequente fístula de LCR. A otorragia ocorre com frequência apenas por laceração do revestimento cutâneo do conduto auditivo externo. A laceração do tímpano com otorragia interna está associada à fratura do rochedo.

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Indicações para Entubação Endotraqueal

– Apneia.
– Toilette brônquica.
– Perda dos mecanismos autónomos de protecção da via aérea ou via aérea superior inadequada.
– Traumatismo torácico severo.
– Choque grave de qualquer etiologia.
– Hipoventilação e acidose respiratória progressiva.
– Hiperventilação terapêutica.
– Necessidade de sedação, analgesia ou bloqueio muscular profundos por motivos diagnósticos ou terapêuticos.
– Insuficiência respiratória de qualquer etiologia.

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Outras Formas de Vertigem

– Insuficiência vertebrobasilar (as crises de vertigem são desencadeadas pela hiperextensão cervical e podem-se acompanhar doutros sintomas de isquemia do tronco cerebral. Por exemplo, diplopia, disartria).
– Drogas ototóxicas (por exemplo, aminoglicósidos podem causar ataxia por destruição da função do labirinto) não causam vertigem rotatória.
– Traumatismo do labirinto.
– Vertigem pós-operatória.
– Labirintite supurativa (pode ser uma complicação da otite média aguda e causa uma vertigem severa, bem como surdez profunda).
– Neurinoma do acústico (o schwanoma vestibular é um tumor benigno que causa surdez e disfunção vestibular progressivas, cursando com desequilíbrio em vez de vertigem).
– Herpes zoster geniculado (síndrome de Ramsay Hunt).
– Fístula perilinfática (deve-se à ruptura espontânea ou pós-traumática da membrana da janela redonda ou oval, cursa com vertigem severa, acufenos e surdez).
– Crise de Tumarkin.

Fadiga Andrenal 1 180x180 - Vertigem Posicional Paroxística Benigna

Vertigem Posicional Paroxística Benigna

É o tipo de vertigem mais frequente (70 a 80% dos casos), deve-se a uma alteração degenerativa do neuroepitélio utricular, pode ocorrer espontaneamente ou após traumatismo craniano. A crise de vertigem rotatória é desencadeada por certos movimentos da cabeça, tem um período de latência de vários segundos e é de duração breve. O nistagmo é horizonto-rotatório-geotrópico e fatigável.
O diagnóstico é feito através das manobras de Dix e Halpike ou da videonistagmografia.
O seu tratamento é efectuado através das manobras de reposicionamento dos otólitos (Semont ou Epley). Antes destas podem-se utilizar vestibuloplégicos.

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Perfuração Traumática da Membrana Timpânica

A manipulação do CAE (por exemplo, cotonete) e traumatismo directo ou traumatismo craniano (fractura do rochedo) são as causas mais frequentes de perfuração traumática da membrana timpânica. Pode manifestar-se por otalgia, otorragia, hipoacusia e, caso seja associada a traumatismo do ouvido interno, acufeno ou vertigem. Se a otoscopia revelar a presença de um coágulo na área da perfuração, este não deve ser retirado; não deve ser feita qualquer medicação tópica ou permitida a entrada de água. Deve ser feito antibioterapia profiláctica por via oral e vigilância cuidadosa por otoscopia sob visão microscópica. Geralmente, há encerramento espontâneo da perfuração, até às 3 semanas após o traumatismo.

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Corpos Estranhos

Mais frequente nas crianças, devem ser retirados cuidadosamente sob controlo microscópico e com instrumentação apropriada. Em casos de má colaboração, deve ser feito sob anestesia geral, para evitar complicações, como a perfuração timpânica ou traumatismo da cadeia ossicular.
A presença de insectos vivos no CAE pode causar um acufeno muito intenso, difícil de tolerar. Deve matar-se ou imobilizar o insecto com álcool ou azeite antes de o retirar, por manipulação instrumental ou por lavagem.