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Efeitos Secundários e Sobredosagens (Terapêutica Hipocoagulante)

As principais complicações relacionadas com a utilização da heparina são:
– Hemorragia – em particular nos doentes com endocardite infeciosa, patologia hematológica ou hepática e patologia ulcerativa do tubo digestivo ou geniturinária. Risco aumentado também nos doentes com terapêutica concomitante com trombolítico ou com inibidores da glicoproteína Ilb/IIIa.
– Trombocitopenia – ocorre em cerca de 10% dos doentes tratados com heparina durante mais de 5 dias e, em geral, regride com a suspensão do fármaco.
– Sobredosagem – quando os valores de aPTT são excessivamente altos, em geral a suspensão do fármaco é suficiente para resolver o problema. Se for necessário antagonizar o efeito da heparina (por exemplo, hemorragia major), pode-se administrar sulfato de protamina (cada 1 mg neutraliza 1000 U de heparina; dose máxima de 50 mg em 10 minutos).

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Danazol (Lúpus)

– Danazol – este androgénio atenuado é útil no controlo da trombocitopenia (400-800 mg/dia). Ainda que a subida dos valores das plaquetas seja lenta, ao longo de semanas, o tratamento por períodos de 1 ano ou mais pode induzir remissões prolongadas.

43809 media 180x180 - Anti-epilépticos

Anti-epilépticos

– Anti-epilépticos – ácido valproico/valproato de sódio (500-1800 mg/dia divididos em 2 tomas). Está contra-indicado na gravidez (é teratogéneo) e na insuficiência hepática.
As suas principais reações adversas são: náuseas, sonolência, astenia, aumento de peso, alopecia, tremor, tonturas, insuficiência hepática aguda e trombocitopenia. Por isso deverá ser feito um controlo da função hepática e da contagem de plaquetas durante a sua administração.
Topiramato (25-100 mg/dia), o aumento da dose deve ser lento, com incrementos de 25 mg semanais. Pode provocar parestesias, queixas cognitivas (atenção e memória), perda de peso, tonturas e queixas gastrintestinais. Não deve ser usado na gravidez, aleitamento, nem quando há nefrolitíase. Deve ser interrompido se surgirem queixas visuais.
Existe alguma evidência de que a lamotrigina pode ser eficaz na aura.

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Anticoagulação

-> Heparina – é a forma de anticoagulação mais frequentemente usada na prática clínica. São administradas 1000 a 2000 U de heparina no início do tratamento à qual se seguem 300 a 500 unidades por hora infundidas continuamente no sistema extracorporal antes do hemofiltro. O controlo da anticoagulação é feito através da determinação regular do aPTT, apontando-se para que seja uma a duas vezes superior ao tempo controlo. A anticoagulação com heparina tem de ser interrompida em caso de hemorragia ativa ou por trombocitopenia induzida.
-Citrato – a anticoagulação regional (do sangue durante a sua passagem através do circuito extracorporal) com citrato tem sido amplamente usada como alternativa à anticoagulação com heparina. Nesta modalidade, o citrato de sódio é infundido na linha arterial (pré-hemofiltro) quelando o cálcio e inibindo desta forma a coagulação do sangue e a ativação plaquetária. A vida média do complexo cálcio/citrato é muito curta permitindo uma anticoagulação com poucos efeitos sistémicos.
Quando se usa anticoagulação com citrato, as soluções de reposição e dialisante não podem conter cálcio. O cálcio é reinfundido na linha venosa (pós-hemofiltro), restabelecendo a concentração plasmática de cálcio e fazendo regressar a cascata da coagulação ao normal.
A dose de citrato necessária é diretamente proporcional ao fluxo de sangue. O ritmo de infusão do citrato faz-se determinando a concentração plasmática de cálcio depois do hemofiltro – entre 0,5 e 0,7 mEq/L – subindo-o se a concentração de cálcio for superior a 0,7 mEq/L e reduzindo-o se for inferior a 0,5 mEq/L.
A metabolização do citrato pode estar prejudicada por deficiente metabolização celular, como pode acontecer em doentes com insuficiência hepática ou quando existe hipoperfusão muscular ou, ainda, quando a carga de citrato infundida é grande como é o caso nas técnicas depurativas puramente convectivas. Nestas, a infusão de citrato não é compensada pela sua remoção por difusão como acontece, por exemplo, na HDFVVC.
A monitorização clínica deste facto faz-se através da determinação periódica da relação cálcio total/cálcio ionizado. Se superior a 2,5 indicia a acumulação de complexo cálcio/citrato na circulação sistémica.
A conjugação de anticoagulação com citrato e o uso de soluções contendo tampão (bicarbonato ou lactato) podem levar ao desenvolvimento de alcalose metabólica. Nestas circunstâncias podem ter que ser usadas soluções livres de tampão.