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desvio septo nasal 180x180 - Furunculose (Fossas Nasais)

Furunculose (Fossas Nasais)

Abcesso de um folículo piloso, que se manifesta por massa extremamente dolorosa. Deve ser feita antibioterapia sistémica e se necessário drenagem cirúrgica do abcesso. Pode ter complicações potencialmente fatais como a trombose do seio cavernoso. Deve tomar-se particular atenção em doentes diabéticos.

Dscn2604  180x180 - Diagnóstico (Trombocitemia Essencial)

Diagnóstico (Trombocitemia Essencial)

— Idade média no diagnóstico é de 60 anos.
— Risco de progressão para leucemia aguda é de 3-5%.
— Ocorrência de trombose arterial ou venosa, de pequenos ou grandes vasos; o risco aumenta com idade, co-morbilidades (HTA, diabetes, etc), duração da doença.
— Pode manifestar-se com eritromelalgia, geralmente de pés.
– A hemorragia é uma manifestação que habitualmente surge com plaquetas > 1000000 e deve-se a deficiência adquirida de multímeros de alto peso molecular do factor von Willebrand.
— Esplenomegalia pode estar presente em 50% dos doentes.
— Os critérios de diagnóstico (classificação OMS, revisão 2007) incluem obrigatoriamente quatro pontos.
• Plaquetas >450000;
• Biopsia medular com hiperplasia megacariocítica com megacariócitos maduros e de volume aumentado;
• Ausência de critérios para o diagnóstico de policitemia vera, leucemia mieloide crónica, mielofibrose, mielodisplasia;
• Demonstração de mutação em JAK2.
Cerca de 50-60% dos casos têm mutação no gene JAK2 (a primeira mutação identificada é V617F, mas outras vêm sendo descritas).

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Complicações do AV

– Acesso infetado – existência de febre, rubor ou drenagem purulenta dos orifícios de punção do acesso. Colher hemoculturas; se houver febre, iniciar antibioterapia; se for uma prótese, enviar para cirurgia vascular.
– Hemorragia – fazer hemostase compressiva; se não tiver sucesso ao fim de 20 minutos de compressão contínua, pedir apoio de cirurgia.
– Trombose do acesso – avaliar clinicamente e requisitar bioquímica do doente para determinar se irá necessitar de diálise nesse dia (se potássio for superior a 6 mEq/L). Se for esse o caso, implantar cateter central para diálise imediata. Tentar referir nessas 24 horas o doente a cirurgião com experiência de acessos vasculares ou a angiografia de intervenção, conforme a disponibilidade local.

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Aspectos Particulares dos Contraceptivos Orais

– Utilidade no alívio da dismenorreia associada à endometriose.
– Redução do risco de neoplasia do endométrio e ovário (não estando contra-indicados em mulheres que aguardam por tratamento destas situações).
– Não existem evidências de que os contraceptivos orais agravem os fibromiomas uterinos.
– As situações de doença benigna da mama ou história familiar de neoplasia da mama não contra-indicam a sua utilização.
– Podem ser iniciados de imediato após um aborto do 1.° ou 2.° trimestre (mesmo no aborto séptico).
– A trombose venosa superficial, tenha ou não ocorrido episódio de tromboflebite superficial, não contra-indica o seu uso.
– A epilepsia e a síndrome depressiva não contra-indicam o uso de contracepticos orais (ter em atenção as interacções medicamentosas com os antidepressivos e os antiepilépticos).
– A doença trofoblástica (benigna ou maligna) não contra-indica o seu uso.
– A existência de neoplasia do colo do útero ou CIN (cervical intrepithelial neoplasia) a aguardar tratamento não implicam interrupção do seu uso.
– A infecção por VIH ou SIDA não contra-indicam o uso dos contraceptivos orais, no entanto, os anti-retrovirais podem interferir com a sua eficácia.
– O hipo e o hipertiroidismo bem como as anemias hereditárias não contra-indicam o seu uso.


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Contra-Indicações Relativas dos Contraceptivos Orais

— Amamentação e parto ocorrido há mais de 6 semanas mas menos de 6 meses.
— Parto há <21 dias em puérperas que não amamentam (aumento do risco de trombose materna aquando da exposição a contraceptivos orais nas primeiras 3 semanas após o parto). — Mulheres com 35 ou mais anos que fumem menos de 15 cigarros/dia. — HTA controlada (HTA gestacional só por si não contra-indica os contraceptivos orais). — Dislipidemias conhecidas e consideradas como factor de risco para doença cardiovascular. — Mulheres com enxaqueca, sem aura, em qualquer idade. — Neoplasia da mama há mais de 5 anos e sem evidências de recidiva. — Doenças da vesícula biliar quando em tratamento médico ou sintomáticas (colecistectomizadas ou com litíase biliar assintomática não têm contra-indicação). — História de colestase relacionada com contraceptivos orais (antecedentes de colestase relacionada com gravidez não contra-indica o seu uso). — Cirrose hepática compensada.

como funcionan los antibioticos 1 0 180x180 - Tratamento (Coagulação Intravascular Disseminada)

Tratamento (Coagulação Intravascular Disseminada)

— Correcção da causa subjacente.
— Administração de componentes do sangue – plaquetas, plasma, crioprecipitado.
— Uso eventual de heparina se há trombose de grandes vasos.
— Proteína C recombinante activada (drotrecogin) tem acção anti-inflamatória e anticoagulante e diminui mortalidade em doentes com sépsis.

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Classificação (Hemorragia e Trombose)

As doenças das plaquetas foram já abordadas, pelo que nos referimos apenas às doenças dos factores da coagulação geradoras de hemorragia ou trombose.
– Doenças hemorrágicas hereditárias – hemofilia, doença de von Willebrand, outros défices de factores (não serão discutidos).
– Doenças hemorrágicas adquiridas – associadas a défice de vitamina K, doença hepática, coagulação intravascular disseminada, inibidores adquiridos de factores.
– Doenças tromboembólicas – incluem-se causas hereditárias (por exemplo, Factor V Leiden, mutação no gene da protrombina G20210A, deficiência de proteína S, C e antitrombina III)) e adquiridas (por exemplo, síndrome antifosfolipídica, hemoglobinúria paroxística nocturna, doenças mieloproliferativas).

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Diagnóstico (Hemorragia e Trombose)

– A história clínica é habitualmente decisiva para a orientação diagnostica de doenças hemorrágicas; nas situações de trombose, o diagnóstico é essencialmente imagiológico e laboratorial. Os D-dímeros (produtos de degradação da fibrina) apenas têm um valor preditivo negativo elevado, podendo excluir em alguns casos a presença de trombose.
– Um estudo básico da coagulação numa situação hemorrágica deve incluir contagem de plaquetas, estudo do esfregaço sanguíneo, tempo de protrombina, aPTT e doseamento do fibrinogénio.
– O estudo da hemostase primária deve incluir um estudo sumário da agregação plaquetária, a quantificação do factor de von Willebrand (vWF:Ag) e sua avaliação funcional; estudos avançados implicam provas de agregação plaquetária com indutores específicos (ADP (adenosina bifosfato), colagénio, etc.) e estudo dos multímeros de FvW.
– O estudo da hemostase secundária é feito com aPTT e tempo de protrombina; se os valores estiverem alterados, passa-se a estudos de mistura de plasma doente com plasma normal para a identificação de presença de défices de factores ou de inibidores de factores; seguidamente faz-se o doseamento da actividade dos factores da coagulação.
– As doenças trombofílicas hereditárias são sugeridas por ocorrência de trombose em doentes de idade com menos de 50 anos, trombose recorrente, trombose em familiares de 1.° grau, morte fetal, trombose em locais não habituais.
– O estudo da trombofilia será detalhado adiante.

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Hemorragia e Trombose

A hemostase normal envolve um conjunto de reacções em sequência que levam à agregação plaquetária – hemostase primária – seguida de activação da cascata da coagulação hemostase secundária – para a obtenção de um processo eficaz de coagulação e de controlo de perdas, a par de mecanismos que garantem a fluidez do sangue e previnem a continuação de actividade coagulante.