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IMAG0202 180x180 - Braquiterapia

Braquiterapia

Braquiterapia é a designação empregue para um tratamento no qual a fonte de radiação é colocada em contacto com o tumor. Na RT externa ou teleterapia a fonte está a 80 a 100 cm do doente. Os isótopos radioactivos mais usados actualmente são o césio (Cs), ouro (Au) e irídio (Ir). Estes isótopos têm semividas curtas e emitem radiação de baixa energia, o que facilita os processos de radioprotecção.
Os tratamentos de braquiterapia, também designados implantes, podem ser temporários ou permanentes. Os implantes temporários usam nuclídeos com semividas e energias mais elevadas, relativamente aos implantes permanentes. As fontes radioactivas estão disponíveis em várias formas de acordo com a técnica de aplicação: agulhas (implantes intersticiais temporários), sementes e fitas (implantes intersticiais permanentes ou implantes intracavitários ou endoluminais temporários). Dependendo da aplicação, podem ser usados nuclídeos com taxas de dose diferentes. Implantes com baixa (Cs-137: lcGy/min ou alta taxa de dose (Ir-192: lOOcGy/min) são tipicamente usados com técnicas de carga diferida (afterloading) em implantes temporários de curta duração (horas a dias).
Todas as fontes para implantes temporários são inseridas dentro de cateteres colocados dentro ou na proximidade do tumor numa pequena intervenção sob anestesia geral ou locorregional. Os cateteres são primeiro preenchidos por material inerte para simulação do tratamento e dosimetria. Após decisão sobre a taxa de dose e distribuição das fontes activas, o implante é carregado num local onde o doente está isolado. A carga de material radioactivo pode ser manual nos implantes de baixa taxa de dose. No caso da alta taxa de dose, a carga é sempre remota, usando sistemas de aplicação mecânicos ligados aos cateteres através de conectores específicos. Os dados do implante (número de fontes, tempo de circulação e permanência) são programados na unidade de controlo, que apenas é activada quando o doente está sozinho, minimizando assim os riscos de exposição profissional. .
Implantes intersticiais de baixa taxa de dose são usados em tumores da cavidade oral, orofaringe, sarcomas e próstata. Implantes intracavitários de baixa taxa de dose são habitualmente usados em aplicações ginecológicas (cancro do útero). A alta taxa de dose é usada com maior frequência nos tumores do fundo da vagina, esófago, pulmão, próstata e mama. A maioria dos tratamentos com alta taxa de dose podem ser efectuados em ambulatório ou com internamento de muito curta duração (1-3 dias).

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Anticoagulação no doente com neoplasia do SNC

Seja tumor primário ou metástase, estas lesões têm um risco de hemorragia acrescido no doente anticoagulado. Considera-se, contudo, que mesmo nestes doentes será preferível fazer anticoagulação; este risco será minimizado com o uso de heparina de baixo peso molecular. As excepções a esta orientação são as metástases de melanoma e carcinoma de células renais que têm um maior potencial de hemorragia.

764780 180x180 - SÍNDROME DE LISE TUMORAL

SÍNDROME DE LISE TUMORAL

Não sendo uma complicação frequente é, no entanto, potencialmente letal.
Pode ocorrer em diversos tipos de tumor, mas principalmente naqueles que têm uma maior cinética celular como é o caso das leucemias agudas e linfomas de alto grau; com menor frequência há casos associados a tumores de células germinais ou de pequenas células do pulmão; pode surgir espontaneamente ou com o início da quimioterapia.
Com a morte celular são libertadas para o sangue uma série de substâncias contidas na célula: aniões, catiões e produtos da degradação metabólica de proteínas e ácidos nucleicos São normalmente excretados (principalmente pelo rim), mas em situações de catabolismo excessivo podem ultrapassar a normal capacidade de excreção.

Feo e Neurofibromatose tipo 1 180x180 - Feocromocitoma

Feocromocitoma

O feocromocitoma é um tumor originário das células cromoafins, que pode ocorrer em qualquer idade, sendo no entanto mais frequente na 4.ª a 5.ª décadas de vida, atingindo ambos os sexos na mesma percentagem.
Caracteriza-se pela produção excessiva de adrenalina, noradrenalina e, em alguns casos, amina.
O feocromocitoma pode ocorrer isoladamente ou fazer parte do MEN 2a (feocromocitoma, carcinoma medular da tiroideia e hiperparatiroidismo) ou do MEN 2b (feocromocitoma, carcinoma medular e neuromas da mucosa).

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Histologia e Grau de Diferenciação

A definição do tipo histológico e o grau de diferenciação são duas das características melhor estudadas e que há mais tempo vêm sendo utilizadas. A abordagem terapêutica de um adenocarcinoma do estômago (o padrão largamente dominante de neoplasia gástrica) pode ser substancialmente diferente de um GIST (gastrointestinal stromal tumor) ou de um linfoma gástrico. Num mesmo tipo histológico, o grau de diferenciação (habitualmente chamado Gl, G2 ou G3, conforme se trata de tumor bem diferenciado, moderadamente diferenciado ou pouco diferenciado) pode fazer a diferença em determinada opção terapêutica e no prognóstico global; na próstata utiliza-se o score de Gleason (índice de diferenciação específico do carcinoma da próstata) e é um factor de prognóstico e de decisão terapêutica determinante.

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Angiofibroma da Nasofaringe

Tumor benigno da nasofaringe, raro, praticamente exclusivo de jovens do sexo masculino. Manifesta-se por obstrução nasal e epistaxe. Não deve ser biopsado, pelo risco de hemorragia, pois é um tumor muito vascularizado. O diagnóstico é clínico e angiográfico. Muito destrutivo localmente. O tratamento é cirúrgico.

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Obstrução Gastrintestinal

A obstrução gastrintestinal é uma complicação frequente no doente com neoplasia, em particular quando há envolvimento directo abdominal (gastrintestinal ou ginecológico) pelo tumor; outras causas são metabólicas, medicamentosas (citostáticos, opióides) ou em consequência da RT. A obstrução pode ser alta – neoplasia gástrica ou pancreática (por invasão gástrica ou do arco duodenal), do intestino delgado – bridas (que justificam intervenção cirúrgica para lise das mesmas) ou carcinomatose peritoneal, ou do cólon e recto – geralmente por obstrução do lúmen pelo tumor.

En que consiste la manipulacion genetica 3 180x180 - Genética

Genética

Mais recentemente, o aprofundamento do conhecimento da biologia da célula tumoral tem permitido identificar a presença de oncogenes, genes supressores de tumor, regula dores da apoptose (morte celular programada) e múltiplas moléculas responsáveis pelo microambiente celular como, por exemplo, proteases e factores angiogénicos. A presença ou ausência destes elementos caracterizadores da neoplasia tem permitido um melhor conhecimento da neoplasia, implicando muitas vezes uma melhor definição prognóstica e, em alguns casos, a escolha de fármacos com actividade específica para essas moléculas ou receptores. Nas neoplasias hematológicas, a citogenética continua a ser decisiva nalgumas doenças (por exemplo, leucemia aguda) e a biologia molecular permitiu encontrar “marcadores” que, além de diagnósticos e prognósticos, permitem monitorizar a evolução da doença ou a recaída após remissão (por exemplo, na leucemia mielóide crónica e monitorização do gene de fusão bcr-abl).

764780 180x180 - Estadiamento e outros factores prognósticos e preditivos

Estadiamento e outros factores prognósticos e preditivos

Uma classificação útil das doenças oncológicas deverá incluir características do tumor que permitam, tanto quanto possível, definir o seu comportamento e, consequentemente, o seu prognóstico.

Seus hormonios e seu peso 03 180x180 - Adenoma da SR

Adenoma da SR

Corresponde a cerca de 10% das síndromes de Cushing e é mais comum no sexo feminino. A radiologia evidencia normalmente um tumor capsulado com 1 a 6 cm, onde predominam as células da zona fasciculada.
Estes tumores normalmente secretam apenas cortisol, a presença de androgénios ou de mineralocorticóides deve levantar a suspeita de carcinoma da SR. Assim os andrógenios plasmáticos estão normais ou baixos.
Clinicamente apresenta um início insidioso com hipercortisolismo ligeiro a moderado.
As manifestações restringem-se ao excesso de cortisol e o hirsutismo está ausente.
A terapêutica de eleição é o tratamento cirúrgico com adrenectomia unilateral endoscópica.