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20100523232031 180x180 - Radiologia (Insuficiência Secundária da SR)

Radiologia (Insuficiência Secundária da SR)

O raio X do abdómen ou TC podem sugerir a causa da insuficiência da SR.
Nos doentes com insuficiência da SR devido a tuberculose, pode observar-se calcificações em 50% dos casos.
Uma SR pequena sugere uma doença poliglandular auto-imune, e uma SR grande bilateralmente aponta para hemorragia, tumores, doenças infecciosas ou infiltrativas.

Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Tratamento (Síndrome de Lise Tumoral)

Tratamento (Síndrome de Lise Tumoral)

Nos casos de tumores de “risco” passa por medidas preventivas com hidratação adequada, alcalinização e uso de alopurinol (se possível, iniciar 48 horas da quimioterapia).
Nos casos em que a síndrome está já estabelecida, pode-se recorrer (além das medidas referidas sobre prevenção) à rasburicase (inibidor da xantina oxidase) que reverte em horas a hiperuricemia. Deve-se ainda corrigir cada uma das alterações metabólicas associadas, já referidas.


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shutterstock 103381445 180x180 - Adenomas da Hipófise

Adenomas da Hipófise

Os tumores da hipófise correspondem a 10-15% dos tumores do SNC e podem apresentar-se com sinais e sintomas decorrentes do efeito de massa, disfunção hormonal ou ambos.
Dividem-se em microadenomas (adenomas <1 cm) e macroadenomas (adenomas >1 cm) em que a incidência de défices visuais ou hipopituitarismo está directamente relacionada com o tamanho do tumor.
Etiologicamente podem ser prolactinomas em 60% dos casos, adenomas produtores de GH (20%), de ACTH (10%), adenomas não funcionantes (10%) ou mais raramente adenomas produtores de TSH, gonadotropinas ou cadeias alfa.

Bypass 31 180x180 - Síndrome da Veia Cava Superior

Síndrome da Veia Cava Superior

A veia cava é um vaso de paredes finas que atravessa o mediastino e pode ser por isso sujeita a compressão. As causas mais frequentes são os tumores do pulmão (muitas vezes carcinoma de pequenas células) ou linfomas. Associada ou não à compressão, pode haver trombose – no contexto de estado de hipercoagulação, como acontece em diversas neoplasias, ou associada a cateter venoso central.


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110880131 180x180 - Recidiva (Hemorragia Digestiva)

Recidiva (Hemorragia Digestiva)

—> Detecção fácil – taquicardia, queda TA, queda PVC, oligúria, aspirado de sangue vivo ou nova melena, descida da Hb e Hcto (no imediato não esperar por esta descida!), pouco rendimento transfusional.
—> Aumento significativo da mortalidade, sobretudo em idosos.
—> Nova EDA para mais HE. Ainda que muitos autores preconizem 2.ª ou mesmo 3.ª HE, a decisão deve ser tomada caso a caso: úlcera grande ou na face posterior do bulbo ou pequena curvatura vertical podem significar vaso de grande calibre e, portanto, indicação operatória; tal como em certos casos de Dieulafoy ou de tumores. E também tem de se atender à idade do doente e patologia associada que se pode agravar (às vezes de forma irremediável) com a persistência/recidiva da HDA e o protelar da cirurgia.
—> Decisão operatória tomada sempre com a equipa cirúrgica, de preferência a que acompanha o caso desde o início: hemorragia activa grave (incontrolável) na EDA recidiva após 2.a HE, necessidade transfusional de 6 transfusões (>60 anos) ou 8 transfusões (<60 anos), Rockall inicial >3 ou final >6 (mas uma decisão cirúrgica não é tomada só com base no índice Rockall).

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Ascite

Complicação frequente nos casos de tumores primários da cavidade abdominal, em particular do ovário ou do aparelho gastrintestinal; não raro também se observa nos tumores da mama ou em tumores de origem indeterminada. O seu diagnóstico agrava significativamente o prognóstico do doente, mas há casos, como na neoplasia do ovário (ou em mulheres sem primário definido e com ascite como forma de doença exclusiva), em que o prognóstico é mais favorável. O seu aparecimento relaciona-se com a existência de carcinomatose peritoneal.

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Protonterapia

Os protões são uma forma de radiação com partículas, cujas possibilidades de uso clínico têm sido investigadas nos últimos anos. Os protões são administrados da mesma forma que os fotões e electrões, mas os equipamentos utilizados são ainda bastante complexos para uma utilização clínica de rotina, embora o número da aparelhos instalados esteja a aumentar de forma significativa. As áreas clínicas em que a protonterapia tem sido usada com resultados promissores são os tumores uveais, sarcomas da base do crânio e carcinomas da próstata, estando em curso estudos da sua aplicação em tumores de pulmão de não pequenas células, hepatomas e tumores dos seios perinasais.

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Classificação TNM

O American Joint Committee on Câncer (AJCC) e a Union Internationale Contre le Câncer (UICC) estabeleceram uma classificação baseada no pressuposto de que tumores na mesma localização anatómica (órgão) e com o mesmo tipo de histologia terão uma história natural semelhante. Esta classificação – TNM – baseia-se nos três grandes passos na evolução do tumor: o crescimento local do tumor (“T”), o envolvimento de gânglios linfáticos do território de drenagem (“N”) (lymph node) e, finalmente, a presença de metástases (“M”).
Para cada órgão definem-se especificações para T ou N; no caso de “M” há apenas duas alternativas – presença ou ausência de metástases (M1 ou M0).
Das diferentes combinações de T, de N e de M é possível definir diferentes estádios da doença. A definição dos estádios é também específica de cada órgão.
A classificação TNM refere-se à que se obtém com base no exame físico e nos meios auxiliares de diagnóstico – estádio clínico; a mesma classificação TNM pode ser modificada com base nos achados anatomopatológicos e é designada de pTNM (estádio patológico).
O estádio clínico conduz à abordagem terapêutica inicial, enquanto o estádio patológico condiciona uma eventual terapêutica adjuvante bem como uma melhor definição do prognóstico. A classificação TNM permite ainda agrupar os doentes de forma a, retrospectiva e prospectivamente, avaliar e comparar evoluções da doença e, particularmente, o impacto de diferentes terapêuticas.
Na maioria dos tumores segue-se a classificação TNM mas em algumas situações utilizam-se outras classificações. É o caso da classificação FIGO (international federation of gynecology and obstetrics) para neoplasias do aparelho ginecológico (aliás já correntemente com a correspondência com o TNM) ou de doenças hemato-oncológicas como, por exemplo, os linfomas que seguem uma classificação própria (por exemplo, estadiamento de Ann Arbor).

Bypass 31 180x180 - Tratamento (Síndrome da Veia Cava Superior)

Tratamento (Síndrome da Veia Cava Superior)

– Medidas gerais – o tratamento sintomático consiste em repouso, elevação da cabeceira, oxigenoterapia e furosemido (para reduzir o edema, em doses moderadas de forma a não provocar desidratação e hemoconcentração); pode-se também iniciar corticóide (dexametasona 10 a 15 mg/dia, fraccionado), ainda que seja discutível a sua eficácia – benefício mais notório em linfoma; uma vez iniciado o corticóide, este deve ser mantido enquanto estiver a fazer RT.
– RT – se a obstrução é significativa e de instalação rápida, a terapêutica a instituir é a RT (dose, campo e fraccionamento a depender da neoplasia e extensão).
– Quimioterapia – em alguns tumores, especialmente quimiossensíveis, como são os linfomas, tumores de células germinais ou pequenas células do pulmão, pode ser mais adequado iniciar terapêutica com quimioterapia ajustada ao tipo de neoplasia (seguido ou não de RT).
– A colocação de prótese endovascular é ainda uma possibilidade, especialmente nas situações em que o doente já fez outras terapêuticas para esta complicação.
– Anticoagulação/trombólise – nos casos em que a obstrução resulta de trombo na cava em relação com a presença de cateter, pode-se tentar manter este colocado e tentar terapêutica com trombolítico; posteriormente manter anticoagulação (como para flebotrombose).

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Tumores Malignos (Laringe)

Mais frequentes no sexo masculino e em fumadores, são quase exclusivamente carcinomas pavimentocelulares. Quando localizado na glote ou supraglote, manifesta-se fundamentalmente por disfonia; se invade a subglote é mais provável dar origem a dispneia. A metastização para os gânglios linfáticos cervicais é mais rápida nos tumores da supraglote e subglote. Mestástases à distância são geralmente tardias. O diagnóstico é clínico, imagiológico e anatomopatológico. A terapêutica é cirúrgica, associada ou não a quimioterapia e radioterapia. O prognóstico é dependente da localização e extensão tumoral. E importante realçar que qualquer disfonia persistente deve ser investigada por um otorrinolaringologista.