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Adenomas da Hipófise

Os tumores da hipófise correspondem a 10-15% dos tumores do SNC e podem apresentar-se com sinais e sintomas decorrentes do efeito de massa, disfunção hormonal ou ambos.
Dividem-se em microadenomas (adenomas <1 cm) e macroadenomas (adenomas >1 cm) em que a incidência de défices visuais ou hipopituitarismo está directamente relacionada com o tamanho do tumor.
Etiologicamente podem ser prolactinomas em 60% dos casos, adenomas produtores de GH (20%), de ACTH (10%), adenomas não funcionantes (10%) ou mais raramente adenomas produtores de TSH, gonadotropinas ou cadeias alfa.

Bypass 31 180x180 - Síndrome da Veia Cava Superior

Síndrome da Veia Cava Superior

A veia cava é um vaso de paredes finas que atravessa o mediastino e pode ser por isso sujeita a compressão. As causas mais frequentes são os tumores do pulmão (muitas vezes carcinoma de pequenas células) ou linfomas. Associada ou não à compressão, pode haver trombose – no contexto de estado de hipercoagulação, como acontece em diversas neoplasias, ou associada a cateter venoso central.


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Recidiva (Hemorragia Digestiva)

—> Detecção fácil – taquicardia, queda TA, queda PVC, oligúria, aspirado de sangue vivo ou nova melena, descida da Hb e Hcto (no imediato não esperar por esta descida!), pouco rendimento transfusional.
—> Aumento significativo da mortalidade, sobretudo em idosos.
—> Nova EDA para mais HE. Ainda que muitos autores preconizem 2.ª ou mesmo 3.ª HE, a decisão deve ser tomada caso a caso: úlcera grande ou na face posterior do bulbo ou pequena curvatura vertical podem significar vaso de grande calibre e, portanto, indicação operatória; tal como em certos casos de Dieulafoy ou de tumores. E também tem de se atender à idade do doente e patologia associada que se pode agravar (às vezes de forma irremediável) com a persistência/recidiva da HDA e o protelar da cirurgia.
—> Decisão operatória tomada sempre com a equipa cirúrgica, de preferência a que acompanha o caso desde o início: hemorragia activa grave (incontrolável) na EDA recidiva após 2.a HE, necessidade transfusional de 6 transfusões (>60 anos) ou 8 transfusões (<60 anos), Rockall inicial >3 ou final >6 (mas uma decisão cirúrgica não é tomada só com base no índice Rockall).

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Ascite

Complicação frequente nos casos de tumores primários da cavidade abdominal, em particular do ovário ou do aparelho gastrintestinal; não raro também se observa nos tumores da mama ou em tumores de origem indeterminada. O seu diagnóstico agrava significativamente o prognóstico do doente, mas há casos, como na neoplasia do ovário (ou em mulheres sem primário definido e com ascite como forma de doença exclusiva), em que o prognóstico é mais favorável. O seu aparecimento relaciona-se com a existência de carcinomatose peritoneal.

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Protonterapia

Os protões são uma forma de radiação com partículas, cujas possibilidades de uso clínico têm sido investigadas nos últimos anos. Os protões são administrados da mesma forma que os fotões e electrões, mas os equipamentos utilizados são ainda bastante complexos para uma utilização clínica de rotina, embora o número da aparelhos instalados esteja a aumentar de forma significativa. As áreas clínicas em que a protonterapia tem sido usada com resultados promissores são os tumores uveais, sarcomas da base do crânio e carcinomas da próstata, estando em curso estudos da sua aplicação em tumores de pulmão de não pequenas células, hepatomas e tumores dos seios perinasais.

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Classificação TNM

O American Joint Committee on Câncer (AJCC) e a Union Internationale Contre le Câncer (UICC) estabeleceram uma classificação baseada no pressuposto de que tumores na mesma localização anatómica (órgão) e com o mesmo tipo de histologia terão uma história natural semelhante. Esta classificação – TNM – baseia-se nos três grandes passos na evolução do tumor: o crescimento local do tumor (“T”), o envolvimento de gânglios linfáticos do território de drenagem (“N”) (lymph node) e, finalmente, a presença de metástases (“M”).
Para cada órgão definem-se especificações para T ou N; no caso de “M” há apenas duas alternativas – presença ou ausência de metástases (M1 ou M0).
Das diferentes combinações de T, de N e de M é possível definir diferentes estádios da doença. A definição dos estádios é também específica de cada órgão.
A classificação TNM refere-se à que se obtém com base no exame físico e nos meios auxiliares de diagnóstico – estádio clínico; a mesma classificação TNM pode ser modificada com base nos achados anatomopatológicos e é designada de pTNM (estádio patológico).
O estádio clínico conduz à abordagem terapêutica inicial, enquanto o estádio patológico condiciona uma eventual terapêutica adjuvante bem como uma melhor definição do prognóstico. A classificação TNM permite ainda agrupar os doentes de forma a, retrospectiva e prospectivamente, avaliar e comparar evoluções da doença e, particularmente, o impacto de diferentes terapêuticas.
Na maioria dos tumores segue-se a classificação TNM mas em algumas situações utilizam-se outras classificações. É o caso da classificação FIGO (international federation of gynecology and obstetrics) para neoplasias do aparelho ginecológico (aliás já correntemente com a correspondência com o TNM) ou de doenças hemato-oncológicas como, por exemplo, os linfomas que seguem uma classificação própria (por exemplo, estadiamento de Ann Arbor).

Bypass 31 180x180 - Tratamento (Síndrome da Veia Cava Superior)

Tratamento (Síndrome da Veia Cava Superior)

– Medidas gerais – o tratamento sintomático consiste em repouso, elevação da cabeceira, oxigenoterapia e furosemido (para reduzir o edema, em doses moderadas de forma a não provocar desidratação e hemoconcentração); pode-se também iniciar corticóide (dexametasona 10 a 15 mg/dia, fraccionado), ainda que seja discutível a sua eficácia – benefício mais notório em linfoma; uma vez iniciado o corticóide, este deve ser mantido enquanto estiver a fazer RT.
– RT – se a obstrução é significativa e de instalação rápida, a terapêutica a instituir é a RT (dose, campo e fraccionamento a depender da neoplasia e extensão).
– Quimioterapia – em alguns tumores, especialmente quimiossensíveis, como são os linfomas, tumores de células germinais ou pequenas células do pulmão, pode ser mais adequado iniciar terapêutica com quimioterapia ajustada ao tipo de neoplasia (seguido ou não de RT).
– A colocação de prótese endovascular é ainda uma possibilidade, especialmente nas situações em que o doente já fez outras terapêuticas para esta complicação.
– Anticoagulação/trombólise – nos casos em que a obstrução resulta de trombo na cava em relação com a presença de cateter, pode-se tentar manter este colocado e tentar terapêutica com trombolítico; posteriormente manter anticoagulação (como para flebotrombose).

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Tumores Malignos (Laringe)

Mais frequentes no sexo masculino e em fumadores, são quase exclusivamente carcinomas pavimentocelulares. Quando localizado na glote ou supraglote, manifesta-se fundamentalmente por disfonia; se invade a subglote é mais provável dar origem a dispneia. A metastização para os gânglios linfáticos cervicais é mais rápida nos tumores da supraglote e subglote. Mestástases à distância são geralmente tardias. O diagnóstico é clínico, imagiológico e anatomopatológico. A terapêutica é cirúrgica, associada ou não a quimioterapia e radioterapia. O prognóstico é dependente da localização e extensão tumoral. E importante realçar que qualquer disfonia persistente deve ser investigada por um otorrinolaringologista.

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Condilomas

São lesões salientes, quase sempre maceradas e de superfície espiculada – “em crista de galo” -, mas que podem ter aspecto plano ou digitiforme. Localizam-se nos órgãos genitais, regiões peri-anal e anal e nas áreas próximas. São também designadas por condilomas acuminados ou verrugas venéreas. Nalguns doentes, por razões que se desconhecem, desenvolvem-se verrugas anogenitais exuberantes, designadas por condilomas gigantes ou tumores de Buschke-Lowenstein, que correspondem muitas vezes a tumores malignos. Frequentemente, indivíduos com condilomas têm outras infecções genitais, nomeadamente por Cândida albicans, Ureaplasma urealyticum e Gardnerella vaginalis, que favorecem a expressão clínica dos condilomas.
Embora se tenham encontrado mais de 70 tipos de VPH nas regiões anogenitais, os que causam mais vezes os condilomas são o 6 e o 11. Estes tipos, juntamente com os 16, 18, 31 e 33 estão frequentemente associados a displasia genital, nomeadamente do colo do útero, embora o mesmo se verifique com outros. Pelo menos 20% das mulheres com condilomas cervicais clinicamente detectáveis têm neoplasia intra-epitelial (CIN).
Há indivíduos com lesões subclínicas, sem queixas, apenas diagnosticáveis por colposcopia, ou mesmo só por histologia. Há casos em que sintomas como o prurido, o ardor ou a dispareunia são devidos a infecção pelo VPH, mesmo na ausência de formações vegetantes. E há portadores aparentemente sãos em que a presença do vírus só é detectada por técnicas de PCR.
A transmissão do vírus pode ser feita por outras vias, mas faz-se quase sempre por contacto sexual. A localização das lesões predomina nos locais sujeitos a maior atrito durante o coito.

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Outros órgãos e Sistemas II (Complicações da RT)

O tratamento dos tumores da mama pode também aumentar o risco de doença coronária, embora este risco seja reduzido com as técnicas de tratamento actuais. Existe ainda o risco de indução de neoplasias secundárias, 10 a 20 anos após o tratamento, embora a incidência seja muito baixa.
A inclusão de partes do fígado nos volumes de tratamento pode causar alterações hepáticas agudas ou crónicas, incluindo a fibrose hepática. Estas são pouco frequentes para volumes reduzidos, quase sempre possíveis usando uma técnica de tratamento adequada. A vigilância das provas de função hepática é recomendável.
Uma das zonas mais difíceis de irradiar é o abdómen, pela relativa maior sensibilidade do intestino, em particular o delgado. As complicações incluem fibrose, estenose, obstrução, ulceração, síndromes de mal-absorção, sendo os efeitos mais importantes nas combinações com quimioterapia ou cirurgia.
A irradiação dos rins pode levar a insuficiência renal se não forem respeitadas as recomendações de dose e volumes de tolerância aceitáveis. É importante vigiar as provas de função renal e o sedimento urinário após o tratamento.
A bexiga é relativamente radiorresistente, mas pode evidenciar reacções tardias incluindo hematúria, piúria, disúria, aumento da frequência urinária, incontinência, cistite crónica ou fibrose. A vigilância é feita com avaliação microscópica do sedimento e avaliação cistométrica.
A irradiação das gónadas representa risco de disfunção sexual e redução na secreção hormonal específica. Os testículos são particularmente sensíveis e uma dose relativamente baixa pode levar a uma esterilização total. A irradiação ovárica acarreta o risco de malformações na eventualidade de uma gravidez após irradiação, mesmo que não directamente dirigida à região pélvica. A gravidez numa mulher irradiada obriga a cuidados especiais no despiste precoce de malformações. A irradiação directa do útero exclui, em princípio, a possibilidade de uma gravidez.
O tratamento de tumores localizados no SNC induz tardiamente alterações mais ou menos evidentes das capacidades cognitivas, mais notáveis pela diminuição da capacidade de memorização ou senilidade precoce. Alterações motoras ou sensitivas são pouco frequentes no adulto. A irradiação pituitária tem quase sempre como consequência alterações diversas na função hormonal, que deve ser vigiada de perto, sendo efectuada terapêutica de substituição quando necessário. Estas alterações são mais evidentes em casos pediátricos pela diminuição de produção de hormona de crescimento.