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edematenso 180x180 - Tratamento (Síndrome do Túnel do Tarso)

Tratamento (Síndrome do Túnel do Tarso)

O tratamento conservador não é geralmente muito eficaz. A injeção local com corticosteróide, os AINEs sistémicos e a utilização de ortóteses são algumas das armas terapêuticas de que dispomos, mas nenhuma tem revelado eficácia de forma consistente.
A descompressão cirúrgica deve ser realizada na ausência de resultados com a terapêutica conservadora.

INTERVENTO DI LIBERAZIONE NERVO TIBIALE 180x180 - SÍNDROME DO TÚNEL DO TARSO

SÍNDROME DO TÚNEL DO TARSO

A ocorrência da STT (síndrome do túnel do tarso) é muito mais frequente do que é referido na literatura. É muitas vezes confundido com outras anomalias do pé, uma vez que os clínicos raramente consideram esta entidade no diagnóstico diferencial do pé doloroso.
O túnel do tarso é um canal osteofibroso cuja componente fibrotendinosa é constituída pelo ligamento anular interno do tarso. Este insere-se no maléolo interno e na face interna do calcâneo. Passam nesse canal o nervo tibial posterior, estruturas vasculares, o tendão do longo flexor comum dos dedos e o tendão do longo flexor do primeiro dedo.
O nervo tibial origina ramificações para o calcâneo, região plantar interna e externa. Os ramos calcaneanos são exclusivamente sensitivos e os ramos plantares são mistos (motores e sensitivos). Uma vez que a porção mais estreita do túnel do tarso é a porção distal (ântero-inferior), é este o local onde os ramos nervosos plantares estão mais sujeitos a compressão.
Existem diversas etiologias para o STT. As deformações ósseas após fraturas, a hiperpressão por contenções gessadas, a hipertrofia do ligamento anular interno do tarso ou do músculo abdutor do primeiro dedo, a tenossinovite dos flexores, os quistos sinoviais, as adenopatias são algumas das causas classicamente descritas.
Os sintomas dependem do local da estenose e consequentemente dos ramos do nervo tibial posterior comprimidos. O doente refere disestesias ou parestesias nos dedos e/ou planta do pé ou calcanhar, que podem irradiar para a perna e aliviar com a marcha. A dor pode despertar o doente do sono.
O exame objetivo revela dor à palpação do nervo, na região retromaleolar interna, podendo haver tumefacção fusiforme desta zona.
O sinal de Tinnel é positivo quando a percussão do nervo evidencia os sintomas. Podem surgir alterações vasomotoras bem como fraqueza muscular dos flexores dos dedos e dos músculos intrínsecos do pé.
É importante fazer o diagnóstico diferencial com a artrite dos ossos do tarso, a fasceíte plantar, a insuficiência vascular e neuropatia periférica. Por vezes o STT pode confundir-se com radiculopatia lombossagrada.
O diagnóstico pode ser confirmado por electromiografia.

Tunel carpiano 180x180 - Síndrome do Túnel Cárpico

Síndrome do Túnel Cárpico

As compressões neurovasculares podem ocorrer dentro do canal medular (estenose medular) ou ao longo do trajecto de um nervo periférico. Deve suspeitar-se de compressão de nervo periférico sempre que o doente referir dor, parestesias e fraqueza muscular relacionadas com um determinado território de inervação. A percussão sobre o nervo ou a compressão exercida por esfigmomanómetro da área proximal ao nervo deve exacerbar os sintomas e sugerir o diagnóstico.
A síndrome do túnel cárpico é a síndrome de compressão neurológica mais frequente do membro superior e consiste na compressão do nervo mediano no canal cárpico, pelos tendões dos flexores dos dedos. Pode ser idiopática ou associar-se à gota úrica, à artrite reumatóide, à diabetes mellitus, ao hipotiroidismo, à acromegalia, à amiloidose e à insuficiência renal crónica em hemodiálise. Pode também ocorrer durante a gravidez.
Os entornas mais frequentes são a dor vaga no punho, que irradia para a região tenar, região proximal do antebraço, e por vezes para o cotovelo, ombro e pescoço. A dor é acompanhada de parestesias e hipostesia ao longo do território de distribuição do nervo mediano (1.°, 2.°, 3.° e metade radial do 4.° dedo). Os sintomas costumam ter agravamento noturno. Durante o dia pode ocorrer dificuldade na execução de atividades que requerem flexão mantida do punho, com a mão fixa e o punho semiflectido, tal como na condução automóvel ou durante a leitura de um livro. Pode também ocorrer rigidez matinal do punho e dedos. Quando a compressão é crónica e intensa, podem ocorrer parestesias, hipostesia e atrofia dos músculos da região tenar da mão.
O exame objetivo deve incluir a avaliação dos sinais de Phallen e Tinnel. Na pesquisa do sinal de Phallen, o doente deve manter os punhos em flexão sustida durante pelo menos 60 segundos. Se durante esse período ocorrer dor ou parestesias referidas ao território dos nervos medianos, o sinal é considerado positivo. O sinal de Tinnel é realizado através da percussão do nervo mediano ao nível do punho. É positivo quando desperta parestesias ao longo da distribuição do mediano. Pode observar-se atrofia da região tenar.
O diagnóstico é confirmado pelos estudos electrofisiológicos, de condução nervosa sensitiva e electromiografia.

maxresdefault 10 180x180 - Complicações da diálise peritoneal

Complicações da diálise peritoneal

As complicações mais frequentes relacionadas com a diálise peritoneal são as peritonites e as infeções do túnel do cateter. A ocorrência de peritonites varia entre 1 e 0,5 episódios por doente/ano.
O tratamento da peritonite consiste na administração de antibióticos por via intra-abdominal, existindo diferentes protocolos dependendo do conhecimento de dados epidemiológicos locais. Deve ser iniciado o mais precocemente possível, após colheita de líquido peritoneal para exame citoquímico e bacteriológico, mesmo antes dos resultados estarem disponíveis. As infeções do túnel são também tratadas com antibióticos e cuidados locais, mas pode ser necessária a remoção do cateter.
Cada unidade de diálise peritoneal tem o seu protocolo definido para a estratégia diagnostica de uma peritonite ou infeção do orifício do cateter e a antibioterapia intraperitoneal. Devemos sempre contactar a unidade ou, fora do horário, solicitar contacto da enfermeira da unidade, que orientará os procedimentos adequados.