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Ectima

O agente causal é o Streptococcus, mais raramente o Staphylococcus, podendo, no entanto, ambos estar incriminados.
Clinicamente, surge uma vesícula ou vesico-pústula, que rapidamente ulcera, ficando coberta por crosta aderente acastanhada, que ao curar deixa cicatriz atrófica. Surge mais frequentemente nas situações de má-nutrição ou associado a condições de má higiene e localiza-se, preferencialmente, nos membros inferiores.

Figura41 1 1 180x180 - Úlcera

Úlcera

Tem sido hábito agrupar as causas de HDA em não-varicosa e ruptura de varizes esofágicas (pela gravidade e terapêuticas específicas que esta impõe). A incidência anual de HDA não-varicosa varia entre 45-170/100000 habitantes (enfarte agudo em Portugal 60/100000); predomina o sexo masculino e idade acima dos 65; mais de 50% são por úlcera gástrica e úlcera duodenal.

CIRURGIA DO DOADOR FALECIDO2 180x180 - Deve controlar-se a cicatrização da lesão ulcerada?

Deve controlar-se a cicatrização da lesão ulcerada?

No caso de úlcera duodenal o controlo da cicatrização não é considerado necessário, com excepção de úlceras complicadas de hemorragia e nos doentes que necessitam de reintroduzir anticoagulantes ou AINEs. Na úlcera gástrica preconiza-se sempre o controlo endoscópico da cicatrização, com biópsias da zona da cicatriz, pelo perigo de na primeira avaliação não se ter detectado a possível malignidade da lesão.

Farmacocinetica 180x180 - Terapêutica para o Doente com UP e sem Infecção pelo Hp, nem uso de AINEs

Terapêutica para o Doente com UP e sem Infecção pelo Hp, nem uso de AINEs

Há doentes com úlcera gástrica ou duodenal ativa, aparentemente sem associação com a infecção pelo Hp ou com a utilização de AINEs, nem com as suas causas mais raras, considerando-se idiopática. Um dos cuidados a ter é verificar se não estamos perante um diagnóstico falsamente negativo da infecção pelo Hp ou o uso sub-reptício de AINEs, incluindo os inibidores da COX-2 ou os antiplaquetários. A terapêutica deste tipo de úlcera baseia-se nos anti-secretores, e dado a sua tendência para a recidiva há necessidade de continuar com estes fármacos após a cicatrização, na denominada terapêutica de manutenção.

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Tratamento (Olho Vermelho)

— Dirigido à etiologia.
— Distinguir entre erosão da córnea e úlcera.
— A maioria das abrasões cicatriza com ou sem oclusão; as úlceras podem agravar e perfurar, mesmo com oclusão.
— Nunca ocluir um olho com risco elevado de infecção (portadores de lentes de contacto, erosões causadas por ramos de árvore ou plantas, unhas).
— Não transmitir a infecção de um olho para o outro.
— Trauma ou uveíte: excluir corpo estranho intra-ocular.

Consultar oftalmologista se:
– Dacriocistite.
– Úlcera da córnea.
– Esclerite.
– Glaucoma de ângulo fechado.
– Uveíte.
– Proptose.
– Celulite orbitaria.
– Perda de visão.
– Diagnóstico incerto.

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Tratamento (Úlcera Mole Venérea)

– Azitromicina – 1 g, oral, numa única toma.
– Ou ceftriaxona – 250 mg, i.m., numa única injecção.

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Úlcera Mole Venérea

A úlcera mole (ou cancro mole) é provocada por bacilo Gram-negativo – Haemophilus ducreyi. É uma doença localizada, de exclusiva transmissão sexual. Em face das dificuldades laboratoriais existentes, o diagnóstico é essencialmente clínico. A ulceração, única ou múltipla, surge após período curto (2-3 dias) de incubação, é dolorosa e acompanha-se de adenopatia inguinal dolorosa. Por vezes, a infecção é mista (associa-se à sífilis), pelo que é necessário o despiste desta, bem como de infecção VIH.


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Valvula Ileocecal Sana 2 180x180 - Hematoquézias, Enterorragias ou Melenas?

Hematoquézias, Enterorragias ou Melenas?

Sim, pela anamnese consegue-se presumir, na grande maioria dos casos, de onde está a sangrar, mas pensando em todas as possibilidades: um doente com hematoquézias (sangue vivo pelo recto), sem hipotensão, deve estar a perder do recto ou cólon esquerdo; mas se antes (ou com) da hematoquézia tiver tido enterorragias (de sangue semidigerido), ou “melenas recentes” e estiver em hipovolemia pode ter uma úlcera duodenal (ou outra causa de HDA) com hemorragia muito grave. Lesões do cólon (mesmo do esquerdo, se o trânsito não estiver acelerado) manifestam-se por enterorragias. Melenas quer dizer habitualmente lesão alta, acima do ângulo de Treitz; mas também pode querer dizer lesão do cego/ascendente ou do delgado. Com uma curta história clínica, podem-se pôr as seguintes hipóteses diagnosticas:
– Hematoquézias sem dor abdominal: divertículos.
– Hematoquézias com trânsito normal, sangue “a pingar” ao defecar: hemorróidas.
– Hematoquézias com dor anal intensa: fissura anal.
– Hematoquézias/enterorragias com dor, alterações hemodinâmicas, doença cardiovascular: colite isquémica.
– Hematoquézias subagudas ou intermitentes, diarreia sanguinolenta, dor/desconforto: colite ulcerosa ou doença de Crohn.
– Polipectomia recente, antiagregantes/anticoagulantes: escara da polipectomia.
– Hematoquézias/enterorragias subagudas, alterações do trânsito, história familiar: neoplasia do cólon.
– Idade >70 anos, hemorragia intermitente, doença cardiovascular: angiodisplasia do cólon ou delgado.
– Radioterapia abdominal ou pélvica (pode ser anos): enterite ou proctite radicas.
– Aspirina/AINEs: ulcerações do delgado ou cólon.
– Epistaxes frequentes, telangiectasia hereditária ou Rendu-Osler: angiodisplasia do delgado.
– Idade <60 anos, história de neoplasia, suboclusão intermitente, síndrome de Lynch: neoplasia do delgado. - Idade <40 anos, hemorragia intermitente sem explicação: divertículo de Meckel.

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Hemorragia Digestiva Alta

– A incidência da hemorragia digestiva alta diminuiu nos últimos anos?
Não, apesar da progressiva erradicação do Helicobacter pylori (Hp) e redução da úlcera duodenal; 4-5% dos internamentos em grandes hospitais são de doentes com hematemeses e/ou melenas. O envelhecimento da população (doenças associadas), o uso de AINEs e de antiagregantes/anticoagulantes explicam isso.
– A mortalidade por HDA tem vindo a diminuir?
Também não, mesmo com os inibidores da bomba de protões (IBP) e as cada vez mais sofisticadas técnicas de hemostase endoscópica (HE); varia entre 4 e 10% e em algumas séries mais (doente que já estava internado, idade, causa da HDA).
– Quais são as causas de HDA?
Por ordem de frequência (não muito variável em Portugal): úlcera gástrica ou úlcera duodenal 30-40%, gastrite ou duodenite erosivas 20%, ruptura de varizes esofágicas 10-20%. Nos restantes 20% esofagite ulcerada (refluxo, cáusticos), Mallory-Weiss, malformações arteriovenosas (angiodisplasias, Dieulafoy), gastropatia hipertensiva tumores benignos (pólipos hiperplásicos, adenomas, leiomioma), carcinoma, linfoma, corpos estranhos, fístula aorto-entérica, hemobilia (pós-CPRE, tumores, cálculos), causa não determinada.

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Terapêutica (Úlcera Péptica)

Os objectivos da terapêutica da UP são: o alívio imediato dos sintomas, quando presentes, a cicatrização rápida e a prevenção da recidiva da lesão ulcerada.
Estes objectivos são atingidos habitualmente através da terapêutica médica. O recurso à terapêutica cirúrgica está hoje confinada à UP complicada de perfuração, à maior parte das estenoses pilóricas e na hemorragia refractária às medidas de hemostase endoscópica.