Artigos

IMG 4235 180x180 - Resultados (Cirurgia de Revascularização Miocárdica)

Resultados (Cirurgia de Revascularização Miocárdica)

-> Existem presentemente muitas estratégias terapêuticas para a cardiopatia isquémica: tratamento médico, dilatação/stenting e “cirurgias” (clássica e “menos invasivas”).
—> Os resultados da revascularização na doença isquémica são avaliados com base na mortalidade relacionada com o procedimento, na morte de causa cardíaca, em qualquer fase, na ocorrência de eventos – como o EAM – na recorrência de angor, na taxa de reintervenção, seja por dilatação percutânea ou por cirurgia – reoperação e na qualidade de vida após procedimento.
—> O controlo dos fatores de risco, nomeadamente o tabagismo e a dislipidemia, sobretudo após a cirurgia, parecem estabilizar a doença contribuindo talvez para retardar a reestenose nos condutos e a progressão da doença nativa. Pensa-se que o controlo apertado dos fatores de risco – profilaxia secundária – terá impacto favorável nos resultados a distância. Está hoje estabelecido o efeito benéfico da antiagregação plaquetária e do uso de estatinas na prevenção da reestenose dos enxertos cirúrgicos. A utilização de IECA parece ser igualmente benéfica. Estas medidas farmacológicas, pós-cirurgia, fazem hoje parte das recomendações terapêuticas tidas como boa prática. Será curioso especular sobre o impacto dos aperfeiçoados regimes combinados de antiagregação usados para prever a reestenose associada ao uso de stents, sobre a prevenção da reestenose nos enxertos cirúrgicos.
-> A dilatação coronária percutânea, sobretudo a utilização de stents, tornou-se segura e eficaz na doença de um e de dois vasos e em casos simples, selecionados, da doença de três vasos. A reestenose continua a limitar, contudo, o seu sucesso à distância, ainda que a nova geração de stents utilizando fármacos pareça apresentar uma taxa significativamente menor de reestenose.
A mortalidade operatória na cirurgia de revascularização em casos eletivos, com boa função ventricular e sem co-morbilidades associadas, não deverá ultrapassar 1%, sendo mais elevada na mulher, nos idosos (mais de 75 anos), na cirurgia de urgência e em casos com função ventricular deteriorada e/ou co-morbilidades associadas.
Os resultados da cirurgia coronária foram limitados pela falência tardia dos enxertos venosos. Ao fim de 10 anos cerca de 50% dos enxertos de veia acham-se ocluídos e a generalidade dos restantes apresenta lesões ateromatosas graves, sendo a recorrência de angor frequente. A necessidade de reintervenção após cirurgia é de cerca de 12% aos 10 anos, sobretudo devida à utilização de enxertos venosos, parecendo recentemente que pelo menos a utilização de duas mamárias tornou a necessidade de reoperação verdadeiramente excecional.
A utilização de enxertos arteriais, com taxas de permeabilidade que, no caso da mamária interna esquerda ligada à artéria descendente anterior, atingem mais de 90% aos 15 anos, deixa antever que a utilização generalizada de condutos arteriais possa combater eficazmente a reestenose após cirurgia. A realização da revascularização completa, utilizando condutos arteriais (por exemplo, duas artérias mamárias e uma radial), associadas a uma competente prevenção secundária – obtida pelo controlo dos fatores de risco após a operação, e pela utilização de antiagregantes, Estatinas e IECA – deverão manter os efeitos benéficos da revascularização cirúrgica por muitos anos, reduzindo a recorrência de angor e necessidade de reintervenção, seja por dilatação percutânea, seja por cirurgia.

como funcionan los antibioticos 1 0 180x180 - Tratamento (Púrpura Trombopénica Trombótica)

Tratamento (Púrpura Trombopénica Trombótica)

— É uma urgência hematológica.
— O tratamento baseia-se na infusão de plasma fresco congelado (10 a 20 ml/kg de peso do doente) e permuta plasmática (1 a 1,5 volemias diárias), habitualmente até à normalização de plaquetas ou de LDH.
— A corticoterapia com prednisolona 1 mg/kg/dia ou superior é prática corrente.
— Nos casos recidivantes, pode ser útil a imunossupressão (vincristina, ciclofosfamida).
— Em casos isolados pode estar indicado o uso de rituximab e de esplenectomia.

infeccao urinaria 180x180 - Infeção Urinária Baixa

Infeção Urinária Baixa

Caracterizada por piúria, que pode ou não ser acompanhada de disúria, polaquiúria e urgência urinária.

74dbb728d27d5b29200bd581f4e579b6 180x180 - Exames Complementares

Exames Complementares

– Exames complementares – na urgência deve realizar-se uma avaliação analítica bioquímica, hematológica e da coagulação, raio X do tórax, ECG e TC. A TC é essencial na exclusão de outras patologias intracranianas e na identificação de AVC hemorrágico, mas não confirma em regra o de AVC isquémico, pois a TC é muitas vezes normal nas primeiras 24 horas e pode ser sempre normal nos AVC do tronco cerebral e lacunares. Certos sinais precoces de enfarte, como apagamento dos sulcos corticais, perda de diferenciação entre a substância branca e cinzenta e hipodensidade precoce podem ser detetáveis na TC inicial. A RM de difusão é muito mais sensível do que a TC no AVC isquémico agudo, sendo particularmente útil nos AVC do tronco cerebral, nos doentes jovens, ou quando se colocam dúvidas diagnosticas. Quando se suspeita de uma cardiopatia embolígena, deve realizar-se um ecocaraiograma transtorácico ou transesofágico (este se a suspeita for de patologia auricular esquerda, do septo interauricular ou do arco aórtico). O eco-Doppler carotídeo e vertebral deve ser realizado para detetar/excluir estenose/oclusão/dissecção carotídea ou vertebral.
A confirmação do diagnóstico de dissecção requer a realização de ressonância cervical com supressão do sinal da gordura e angio-RM. A angio-TC, a angio-RM e o Doppler transcraniano têm utilidade na deteção de estenoses/oclusões das grandes artérias intracranianas. As hemorragias intracerebrais hemisféricas profundas, do tronco cereral e cerebelo em doentes hipertensos não necessitam em regra de investigações adicionais. Nos restantes casos, em especial nos hematomas lobares em doentes com menos de 65 anos (a partir desta idade a causa é em geral angiopatia amilóide), deve investigar-se a causa da hemorragia (malformação arteriovenosa, aneurisma, cavernoma, neoplasia) por RM e no caso das MAV, também por angiografia.


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 5 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
doencas cardiovasculares 1 180x180 - Medidas Gerais (Angina Estável e Enfarte do Miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST)

Medidas Gerais (Angina Estável e Enfarte do Miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST)

Os pacientes com doença coronária estabelecida (AE crónica, enfarte recente, antecedentes de cirurgia de revascularização miocárdica, ICP) devem recorrer diretamente a um serviço de urgência com possibilidade de realizar terapêutica de reperfusão.
O transporte como passageiro em veículo privado constitui uma alternativa aceitável apenas se houver um tempo de espera por um veículo de emergência superior a 20-30 minutos.
Embora comummente praticadas na admissão numa unidade de cuidados intensivos, o repouso no leito, a instituição de O2 e de ansiolíticos não constituem medidas de mina, dependendo duma avaliação individualizada. Pacientes com 1 dos fatores de alto risco beneficiam de internamento em unidade coronária. Aliás, quanto maior for o número de fatores de risco, maior é o benefício potencial das terapêuticas mais recentes: HBPM (heparinas de baixo peso molecular), inibidores das glicoproteínas Ilb/IIIa e estratégia invasiva precoce.
Se não se considerar angiografia precoce, deve ser realizada uma ecocardiografia para avaliação da função ventricular, para se iniciar, se disfunção ventricular esquerda, em caso de IECA, P-bloqueantes e antagonistas da aldosterona.
Nos pacientes sob anticoagulação oral, o início da terapêutica anticoagulante (HNF (heparina não fraccionada), HBPM ou fondaparinux) deve ser adiado até se conhecer o INR e não deve ser iniciada enquanto este não for <2,0. Especial atenção deve ser prestada à exclusão e tratamento de eventuais fatores precipitantes ou agravantes: tirotoxicose, taquiarritmias, anemia, hipo ou hipertensão graves, hipovolemia, hipoxemia, etc.

ansiedade 180x180 - Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

– Disfunção esfincteriana e sexual – sintomas urinários por bexiga neurogénea estão presentes em cerca de 70% dos doentes com EM. No controlo da hiperexcitabilidade do detrusor, causadora de urgência, utilizam-se os anticolinérgicos, quer a oxibutinina (2,5 a 5 mg/3xdia p.o.), quer a tolteradina (1 a 2 mg/2xdia p.o.) que condiciona menos xerostomia. A hormona antidiurética (DDAVP 10 a 20 ug) por via inalatória, ao deitar, reduz a nictúria e proporciona assim conforto e repouso noturnos, sendo apenas necessário vigiar a possível hipertensão em decúbito. Os antagonistas a (alfuzocina e tamsulozina) são úteis quando há queixas sugestivas de dissenergia vesicoesfincteriana. Quando há atonia do detrusor e grandes resíduos vesicais (maiores que 100 ml), é fundamental recorrer à auto-algaliação, melhorando a qualidade de vida e evitando infeções urinárias de repetição.
Há poucos estudos epidemiológicos sobre a prevalência de disfunção sexual nos doentes com EM. A disfunção eréctil é muito frequente. Quer o sildenafíl, quer mais recentemente o tadalafil e o vardenafil, são eficazes, melhorando o desempenho sexual dos doentes portadores do sexo masculino.

procedimentos 180x180 - Cirurgia (Glaucoma Agudo)

Cirurgia (Glaucoma Agudo)

Iridotomia de urgência, através da qual se cria um orifício de drenagem que permite aliviar a pressão intra-ocular. Este procedimento pode ser realizado mediante recurso ao laser.
Em alternativa, esta técnica pode ser realizada após a resolução da crise aguda, para evitar recorrências ou em doentes com glaucoma crónico que não respondem ao tratamento.

AVC E RELÓGIO 180x180 - Identificação e prevenção de complicações

Identificação e prevenção de complicações

– Identificação e prevenção de complicações – avaliação na urgência deve detetar as complicações existentes e devem ser tomadas medidas para prevenir as mais frequentes: 1) proteger as vias aéreas superiores (se necessário com entubação endotraqueal) nos doentes inconscientes ou com secreções abundantes e hipoxemia), e fornecer oxigénio por máscara nos doentes com hipoxemia; 2) prevenir a aspiração com entubação nasogástrica nos doentes inconscientes, com disfagia ou com vómitos; 3) testar sistematicamente a deglutição antes de iniciar a alimentação p.o.; 4) tratar agressivamente com antipiréticos e arrefecimento qualquer hipertermia; 5) tratar a hipo e a hiperglicemia; 6) monitorizar e tratar arritmias cardíacas; 7) o manejo da pressão arterial na fase aguda é controverso. A hipotensão é um sinal de mau prognóstico e deve-se a hipovolemia por desidratação ou falência cardíaca. Quanto à hipertensão, só se devem tratar valores superiores a 220-120 mmHg, no caso de AVC isquémico ou a 180-110 mHg nos AVC hemorrágicos, de preferência com inibidores do enzima de conversão da angiotensina ou labetalol; 8) Evitar a algaliação vesical, para prevenir infecções urinárias; 9) nos doentes com plegia de um membro inferior ou outros fatores de risco para flebotrombose, deve usar-se heparina de baixo peso molecular em dose profiláctica; 10) as convulsões repetidas devem ser paradas rapidamente com midazolam ou diazepam e as subsequentes prevenidas com fenitoína (evitar nos doentes com patologia cardíaca ou que vão ser anticoagulados) ou valproato de sódio; 11) posicionamento correto e com mudanças frequentes para evitar escaras, contracturas e subluxação do ombro; 12) não colocar soros ou linhas e.v. nos membros paréticos (a dor e inflamação desencadeiam espasticidade); 13) fisioterapia precoce.

6686290 xxl 180x180 - Diminuição da Acuidade Visual

Diminuição da Acuidade Visual

A diminuição da acuidade visual é sempre uma urgência oftalmológica e, por isso, não dispensa uma avaliação pronta pelo médico oftalmologista.

f5aa26 Rubeosis iris 180x180 - Classificação do Glaucoma

Classificação do Glaucoma

—> Primário (causa desconhecida) – ângulo aberto, ângulo fechado ou congénito.
—> Ligado ao desenvolvimento – anomalias do desenvolvimento, anomalias na rede de drenagem trabecular.
—> Secundário – condição que determina uma elevação secundária da pressão intra-ocular:
• Inflamação (uveíte, esclerite, queratite).
• Trauma (contuso ou penetrante).
• Hemorragia intra-ocular.
• Doenças sistémicas (amiloidose, diabetes mellitus, doença tiroideia).
O glaucoma de ângulo fechado é a forma mais comum de apresentação como urgência, dado o rápido início e as dores que desencadeia.