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Restrição de Fosfatos

Geralmente não se faz restrição de fosfatos em doentes com hipercalciúria idiopática. Esta restrição pode ter algum interesse apenas em doentes com infecção urinária a microrganismos desdobradores da ureia, como o Proteus ou a Klebsiella. Uma dieta baixa em fosfatos conduzirá à diminuição de fosfatos na urina, diminuindo, portanto, a saturação da mesma em fosfato de amónio e magnésio. Esta diminuição teoricamente constituirá um impedimento ao crescimento do cálculo. Nos doentes com litíase cálcica idiopática, não se deve limitar os fosfatos para não agravar a formação de cálculos. A diminuição dos fosfatos na urina aumentará o cálcio livre por não haver formação de complexos de fosfato de cálcio. O cálcio livre aumentará a atividade iónica na urina e, naturalmente, o risco litogénico nos casos raros em que esta redução é levada demasiado longe, podendo aparecer as complicações habituais das síndromes de depleção de fósforo – miopatia e osteomalacia.

Bacteriuria pyuria 4 180x180 - Bacteriúria Assintomática

Bacteriúria Assintomática

Definida como uma cultura de urina com mais de 100000 cfu/ml num doente sem sintomas, ocorre em 6% das mulheres em geral, 18% das diabéticas, 7% das grávidas e 18% das mulheres acima dos 70 anos. Não há justificação para fazer por rotina culturas de urina em doentes sem sintomas, nem tão pouco fazê-las depois do tratamento com sucesso aparente da IU, com o objetivo de confirmar a cura. Uma bacteriúria assintomática só deve ser tratada:
– Na grávida, em que o risco de pielonefrite aguda sobe até aos 40% e aumenta a mortalidade fetal. Utilizar de preferência amoxicilina ou cefalosporina durante 7 a 15 dias, a que podemos associar um aminoglicósido nos casos graves de pielonefrite.
– Antes de uma intervenção urológica.
– Refluxo vesicoureteral grau III.
– Após remoção de uma algália.
Bacteriúrias assintomáticas no homem, no diabético ou no velho não devem ser tratadas.

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ESTUDOS BIOQUÍMICOS

Em obstruções significativas ou bilaterais é de esperar um aumento da ureia e da creatinina séricas (esta última com melhor correlação com a gravidade da lesão).
Podem surgir ainda alterações da capacidade de concentração de urina, condicionando a respetiva poliúria.
A existência de leucocitose levanta a suspeita de infeção. Pode cursar com anemia (hematúria ou insuficiência renal crónica).
Na análise de urina algumas alterações podem fornecer informação útil:
– Leucocitúria pode indicar inflamação ou infeção.
– Urina positiva para nitritos ou estearase leucocitária indica infeção.
– Eritrocitúria pode surgir em infeções, litíase ou tumores.

sintomas de infeccao urinaria 180x180 - Infeção Urinária Alta - Pielonefrite

Infeção Urinária Alta – Pielonefrite

Não complicada de anomalias anatómicas do aparelho urinário.
O doente apresenta-se com febre, lombalgia com ou sem sintomas urinários baixos, leucocitose e piúria. Devemos obter sempre culturas de urina e hemoculturas nos hospitalizados (positivas em 15 a 20%); o E. coli é o agente mais vezes incriminado.
O tratamento deve ser prolongado por 15 dias; se o doente pode usar a via oral, uma quinolona é atualmente o agente de escolha (por exemplo, ciprofloxacina 500 mg 12/12 horas), ou em alternativa uma cefalosporina de 2.a geração (cefuroxima 500 mg 12/12 horas). Se o doente está nauseado, com muita sintomatologia sistémica, ou não nos dá garantias de cumprir o tempo de tratamento, deve ser internado e fazer terapêutica parentérica com quinolona e.v. 12/12 horas, uma cefalosporina de 3ª geração (por exemplo, ceftriaxone, que pode depois ser usado em ambulatório só 1xdia 1 g i.m.) ou aminoglicósido como a gentamicina 160 a 240 mg/lxdia que, quando em associação a qualquer dos outros, pode, graças ao seu efeito pós-antibiótico prolongado, ser administrada só por 5 a 6 dias se temermos nefrotoxicidade. Em casos especiais como na IU por Enterococcus, frequente se existe patologia neoplásica vesicoprostática, está indicada a amoxicilina 1 g e.v. 8/8 horas, ou, se há resistência no antibiograma, a vancomicina 1 g e.v. 12/12 horas.
– Complicada por anomalias do aparelho urinário.
A não resolução clínica do quadro infecioso em 72 a 96 horas implica uma mudança de antibióticos guiada por antibiograma e a revisão imagiológica do aparelho urinário; um abcesso peri-renal não detetado no início do quadro deve ser drenado percutaneamente guiado por TC; um cálculo, principalmente os de esturvite, em que a TC sem contraste é a melhor técnica diagnostica, ou outra causa obstrutiva têm igualmente que ser corrigidos ou ultrapassados de imediato com a colaboração da urologia.

Cefoxitina Sodica ac 180x180 - Cefoxitina

Cefoxitina

Cefoxitina – partilha do espectro de actividade da cefuroxima, mas é mais activa contra anaeróbios, incluindo B. fragilis. É útil para a profilaxia da infecção da ferida cirúrgica em cirurgias contaminadas ginecológicas ou com secção do intestino (colorrectal), pelo que deve ser reservada para este fim.
• Farmacologia – apenas disponível para administração e.v.. Metabolismo mínimo, com excreção quase total pela urina. t1/2 de 1,5 horas.
• Gravidez – classe B.
• Posologia e administração – 1-2 g e.v. no momento da indução da anestesia, a repetir de 2/2 horas durante a cirurgia.

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Salicilatos

A alcalinização da urina deve ser promovida de imediato nos doentes com evidência clínica e laboratorial de intoxicação por salicilatos, podendo utilizar-se uma solução e.v. de bicarbonato de sódio na dose de 3 ampolas (150 mEq) para cada litro de glucose a 5% em água. O pH urinário deve ser mantido a níveis superiores a 7,5. Normalmente é necessário administrar também cloreto de potássio.
Na presença de acidemia, deve administrar-se bicarbonato de sódio e.v. para corrigir o pH para 7,4.
Se os níveis plasmáticos de salicilatos ultrapassarem os 80 a 100 mg/dl, se a acidemia for refratária ou houver toxicidade do SNC, deve fazer-se hemodiálise. A hemoperfusão também pode ser usada, mas não corrige a alteração metabólica subjacente.

DSC00003 180x180 - Diagnóstico (Bilharzíase)

Diagnóstico (Bilharzíase)

O diagnóstico baseia-se na história epidemiológica, na sintomatologia e na pesquisa de ovos nas fezes ou na urina e, evemtualmente, em endoscopias com biópsias e exames imunológicos e/ou imagiológicos.

not noticias medicas vih 1134 180x180 - Doentes com Infecção VIH (Blenorragia)

Doentes com Infecção VIH (Blenorragia)

Nos doentes VIH positivos o tratamento é semelhante.
Doentes com uretrite purulenta ou mucopurulenta deverão, sempre que possível, fazer testes para determinar o agente específico, sendo os mais frequentes a N. gonorrhoeae e a C. trachomatis. Com as novas técnicas de PCR é hoje possível a detecção de C. trachomatis na urina.

Abdominoplastia 180x180 - Infecções Ligeiras/Moderadas (Litíase das Vias Biliares)

Infecções Ligeiras/Moderadas (Litíase das Vias Biliares)

Colecistite e/ou colangite aguda. A monoterapia com cefoxitina e.v. (1 a 2 g/6 em 6 horas) ou ceftriaxone e.v. (1 a 2 g/dia), que é eliminado na urina (33 a 67%) e o restante na bílis.
O ceftriaxone tem como possível efeito adverso, a formação de microcristais nas vias biliares, mas que “desaparecem” após a descontinuação do ceftriaxone. A formação destes microcristais ocorrem provavelmente devido às elevadas concentrações do antibiótico nas vias biliares.
A ciprofloxacina (quinolona) e.v. (200 a 400 mg/12 em 12 horas) é muito eficaz, em particular nas infecções por E. coli (mais frequentes) com uma taxa de resistência inferior a 10%, enquanto a resistência à amoxicilina/ácido clavulânico e piperacilina é superior a 30% nestes casos de E. coli. Outra vantagem da ciprofloxacina é que, após a CPRE terapêutica, o doente pode fazer ciprofloxacina oral (500 mg/12 em 12 horas) no período de convalescença em ambulatório. Uma excepção é o uso prolongado de quinolonas profiláctico, que leva ao aparecimento de resistência significativa em doentes com leucemia, transplantados e com cirrose hepática.
Quando não há melhoria significativa entre as 12-24 horas imediatas ou, se há agravamento do quadro clínico, deve ser alterada a antibioterapia e a drenagem biliar de urgência deve ser efectuada. Nos casos ligeiros de infecção a Pseudomonas, a monoterapia com uma ureidopenicilina (mezlocilina, piperacilina ou azlocilina) é em geral suficiente. As cefalosporinas de 2.ª, 3.ª e 4.ª geração associadas a um aminoglicosídeo são uma alternativa, mas as cefalosporinas não são tão eficazes contra os estreptococos fecais e os aminoglicosídeos são pouco excretados na bílis.

sintomi della cistite 1024x830 180x180 - Cistite Não Complicada na Mulher

Cistite Não Complicada na Mulher

Sintomas urinários baixos, sem febre ou sem lombalgia. Para o diagnóstico, basta um exame microscópico da urina; dispensamos culturas pois 85% são por E. coli e 15% por Staphylococcus saprophyticus, o que admite o tratamento empírico.
O tratamento recomendado inclui TMP/SMX 160/800 mg 12/12 horas, ou, se há alergia às sulfamidas, o trimetoprim 100 mg 12/12 horas durante 3 dias. As quinolonas, mais caras, são uma boa segunda opção (3 dias de ciprofloxacina, 250 mg 12/12 horas, norfloxacina 400 mg 12/12 horas ou levofloxacina 500 mg 1xdia), apesar de nos últimos anos ter havido um número crescente de estirpes resistentes. A terapêutica com dose única aumenta substancialmente o número de recaídas.
O tratamento com nitrofurantoína macrocristais 50 mg 6/6 horas ou 100 mg 8/8 horas, no mínimo 7 dias, é eficaz em 85% dos E. coli isolados, mas não é mais económico e não cobre Klebsiella, Proteus ou Enterobacter, mais frequentes em cistites complicadas. Doentes diabéticos, com idade superior a 65 anos, IU recorrentes, ou usando diafragmas contracetivos requerem cultura pré-tratamento e a extensão da terapêutica por 7 dias.
A nível local, qualquer antibiótico a que mais de 15 a 20% dos isolados bacterianos sejam resistentes deve ser abandonado em terapêutica empírica.