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Vacinação HPV 180x180 - Vacinação (Insuficiência Cardíaca)

Vacinação (Insuficiência Cardíaca)

Os doentes com IC sintomática devem ser aconselhados à vacinação anual para prevenção de Influenza e Pneumococcus, desde que não exista contraindicação.

vacina 10241 180x180 - Doses (Vacinas Antialérgicas)

Doses (Vacinas Antialérgicas)

Com a vacinação convencional, por via subcutânea, após uma fase de indução que pode variar de dias (veneno de himenópteros) a semanas (ácaros, pólenes), chega-se à fase de manutenção, com aplicação, habitualmente mensal, do extracto alergénico, durante um período variável de 3 a 5 anos, embora não seja consensual o momento em que deve ser interrompido o tratamento, sendo este individualizado para cada caso. A protecção conseguida mantém-se vários anos após a suspensão da vacina.
Mais recentemente, foram validadas vias alternativas de administração destas vacinas (nomeadamente por via sublingual), relacionando-se com a ocorrência de menor taxa de efeitos adversos; recorrendo aos extractos com altas doses de alergénio, que actualmente temos disponíveis, consegue-se elevada eficácia, embora também com a possibilidade da ocorrência de reacções adversas. A dose de manutenção é habitualmente trissemanal, levantando problemas de adesão tal como ocorre em todos os tratamentos continuados.

Saùde Viagem 180x180 - Vacinação em Viajantes

Vacinação em Viajantes

A frequência elevada com que as populações humanas se deslocam entre regiões diferentes quanto ao clima e à ecologia microbiana, por motivos de trabalho ou de lazer, levou ao desenvolvimento da chamada “Medicina do viajante”, existindo, já, numerosos centros que proporcionam consultas nesta área. Nestas, para além da gestão dos problemas gerados pela adaptação de patologias individuais preexistentes aos recursos clínicos específicos da região para onde se viaja, deve ser ponderada a necessidade de tomar medidas de prevenção contra patologias frequentes no local de destino, incluindo a necessidade de vacinação contra doenças infecciosas, a qual varia de acordo com o estado prévio de imunização individual e com as condições que afectam o risco de transmissão (região, estação do ano, duração da estadia, entre outras). Nesta secção, não cabendo estabelecer os critérios para essa ponderação, são apenas abordadas as características das principais vacinas disponíveis, no âmbito do tema da vacinação em adultos.


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shutterstock 73934362 180x180 - Vacinação e Gravidez

Vacinação e Gravidez

A vacinação materna protege tanto a mãe como o feto. Idealmente, as vacinações em mulheres férteis devem ser planeadas antes da concepção. A mulher que planeia engravidar deve ter feito todas as vacinas do PNV, incluindo a do HPV, sendo de considerar, também, a necessidade da vacinação contra a varicela. A vacinação durante a gravidez deve ser sempre ponderada face ao risco de infecção e às potenciais reacções adversas para a mãe e para o feto. Por princípio, as vacinas atenuadas estão contra-indicadas durante a gravidez, devendo ser administradas, pelo menos, 3 meses antes da concepção.
A vacina antipneumocócica 23-valente não está recomendada durante o primeiro trimestre da gravidez, devendo ser ponderado o seu benefício durante o segundo e terceiro trimestres face à possibilidade de adiamento para depois do parto.
A vacina antigripal sazonal inactivada está classificada na categoria C (CDC). No entanto, estão disponíveis estudos alargados que não demonstraram reacções adversas relevantes, quer na mãe, quer no feto. A DGS recomenda a vacinação de grávidas durante o 2.° e 3.° trimestres, se estes coincidirem com a época da gripe sazonal.
O reforço do tétano e difteria, quando indicado, deve ser feito durante o 2.° ou 3.° trimestres. Em mulheres sem vacinação prévia, com vacinação incompleta (<3 tomas) ou com estado vacinal desconhecido, devem ser administradas 2 doses com 4 semanas de separação; em mulheres com 3 tomas anteriores ou com mais de 3 tomas mas com o último reforço há mais de 10 anos, deve ser feita uma nova toma durante a gravidez; em mulheres com mais de 3 tomas feitas e com reforço há menos de 10 anos, não é necessária uma nova administração. A vacinação da gripe A (H1N1) prevalente em 2009 está altamente recomendada, após as 12 semanas de gestação, em face da potencial gravidade das complicações pulmonares da gripe causada por esta estirpe neste grupo especial de população.

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Vacina contra a Hepatite A

Indicada em adultos que se desloquem a regiões com endemicidade elevada, em recetores crónicos de derivados do sangue e plasma, hemodialisados, toxicodependentes com doença infantil, contactos homossexuais masculinos e em indivíduos com exposição profissional ao vírus. De acordo com os resultados de um inquérito serológico nacional conduzido pela DGS referente aos anos de 2001-2002, a taxa de imunidade natural na população portuguesa com mais de 40 anos, é de cerca de 90%, contrastando com cerca de 40% entre os 20-24 anos e 10% entre os 10 e os 14, atestando uma rápida mudança do enquadramento epidemiológico português. A decisão quanto à vacinação, em adultos, deverá ter em conta esta realidade, devendo ser considerada a determinação prévia do estado imunitário do vacinado. A vacina é inactivada e altamente imunogénica, sendo administrada em 2 doses, separadas de 6 a 12 meses. A reaacção adversa mais frequente relaciona-se com o local da injecção (deltóide), mas estão descritas também cefaleias, febre, irritabilidade e sonolência entre as reacções adversas ocorrrendo em mais de 10% dos receptores.

vacina 10241 180x180 - Vacinação contra o Tétano e Difteria

Vacinação contra o Tétano e Difteria

Nos adultos (ou indivíduos com mais de 13 anos) não vacinados previamente, deve ser feita com a formulação Td (dose diftérica reduzida). A vacina é inactivada, contendo os toxóides tetânico e diftérico, sendo administrada em 3 doses, sendo as duas primeiras separadas por 4 semanas e a terceira 6-12 meses após a segunda. O reforço deve ser dado 10 anos após a última toma, tal como aos indivíduos vacinados na infância. As reações locais são as mais frequentes, com formação de nódulo local, persistente. As reações febris, hipotensão e vertigem estão descritas como mais frequentes em indivíduos com múltiplos reforços vacinais.

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Vacina Antigripal

A vacinação contra a gripe, feita de acordo com as recomendações emanadas pela OMS e acolhidas pela DGS, foi claramente associada à redução dos riscos de morte, de hospitalização por gripe e por pneumonia, particularmente em idosos, numa meta-análise de 18 coortes analisadas durante 10 estações. De notar que a amplitude das reduções de risco se relacionou de forma directa com a conformidade das estirpes isoladas com as vacinais apoiando o valor individual da intervenção vacinai. Embora neste estudo, como noutros, a vacinação das crianças conviventes não tenha demonstrado um redução significativa do risco de doença nos idosos, a vacinação neste grupo etário parece ter, pelo menos, um impacto significativo na redução da taxa de internamentos hospitalares na população pediátrica nos EUA. Neste contexto, o Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) dos EUA alargou, nas suas recomendações para 2008, o âmbito da vacinação antigripal para crianças entre os 6 meses e os 18 anos, independentemente das co-morbilidades.
As vacinas contra a gripe sazonal disponíveis em Portugal são vacinas inactivadas trivalentes (TIV, incluindo duas estirpes de vírus A e uma de vírus B) constituídas quer por viriões fraccionados, quer por antigénios de superfície purificados. A imunização deve ser repetida anualmente, de preferência com um mínimo de 30 dias antes do pico da gripe sazonal (Dezembro a Fevereiro). Em condições de concordância antigénica, estima-se que a vacina possa prevenir 70 a 90% dos casos de doença confirmada laboratorialmente.
Em Portugal, a taxa de cobertura vacinai em indivíduos com mais de 65 anos foi de 41,6% em 2005/6. A vacinação pode associar-se a reacções febris em até 11% das crianças até aos 5 anos, diminuindo de frequência com o aumento da idade de vacinação. Em adultos, a vacinação pode associar-se a coriza, cefaleias e odinofagia em até 30% dos receptores, mas as reacções são, na maioria, bem toleradas.
A elevada prevalência que a estirpe A/California/7/2009 (H1N1) assumiu na campanha de 2009, aliada à relativa anomalia da evolução temporal da pandemia originada por esta estirpe, levaram ao desenvolvimento acelerado de várias vacinas monovalentes inactivadas, algumas contendo esqualeno como adjuvante. Tendo sido disponibilizadas ao público no Outono de 2009, a avaliação contínua feita pela Agência Europeia do Medicamento tem vindo a evidenciar um elevado poder imunogénico após uma única toma e em todos os grupos etários de qualquer das três vacinas aprovadas na Europa, sem que se tenham levantado questões relevantes de segurança após a vacinação de mais de 25 milhões de indivíduos, sendo, no entanto, frequentes as reacções no local de administração (dor local), cefaleias, tonturas, febre, náuseas e vómitos e, muito raramente, reacções anafilácticas.

Vacinação Brumado 180x180 - Definição da Imunização  e Vacinação em Adultos

Definição da Imunização e Vacinação em Adultos

Define-se imunização como o acto de induzir, de modo artificial, protecção contra determinadas doenças. Consideram-se dois tipos fundamentais de imunização:
– Imunização activa – tem o objectivo de induzir uma resposta imunitária primária que permita evitar a doença clínica em caso de exposição futura ao agente infeccioso. Faz-se quer por meio da administração de vacinas, produzidas a partir de fracções antigénicas de agentes infecciosos (vírus, bactérias, parasitas), mais ou menos purificadas, ou de estirpes vivas mas pouco (ou não) patogénicas dos mesmos agentes, quer de toxóides, produzidos a partir dos componentes antigénicos inactivados de toxinas produzidas por microrganismos patogénicos. A imunização activa deverá persistir, idealmente, para o resto da vida do receptor, para o que podem ser necessários reforços periódicos.
– Imunização passiva – tem o objectivo de induzir no receptor um estado de protecção transitória através da administração de anticorpos (geralmente imunoglobulinas obtidas a partir de soros com imunidade conhecida) ou de antitoxinas obtidas a partir de animais imunizados. Tem um interesse secundário em comparação com a imunização activa, sendo utilizada apenas quando esta não pode ser administrada ou quando a função imunitária do receptor é insuficiente para obter uma resposta adequada com a imunização activa.
As vacinas utilizadas actualmente são, essencialmente, de dois tipos:
– Vacinas inactivadas – podem ser compostas por:
• Microrganismos completos.
• Microrganismos fraccionados nos seus antigénios proteicos ou polissacáridos.
• Exotoxinas inactivadas (toxóides).
• Antigénios produzidos por tecnologia recombinante.
– Vacinas vivas atenuadas – constituídas por vírus ou bactérias com baixo poder patogénico, mas que mantêm a capacidade de infectar e induzir a resposta imunitária no hospedeiro.
As vacinas inactivadas têm a vantagem de não terem o risco de induzir infecção, podendo ser administradas a indivíduos com deficiência imunitária, e têm melhor perfil de estabilidade com as variações de temperatura. Podem, no entanto, ser menos imunogénicas, necessitando, por princípio, de reforços para manter a protecção. Quando o antigénio é um polissacárido, pode ser útil conjugá-lo a uma proteína trasportadora (um hapteno), com o fim de aumentar a imunogenicidade (vacinas conjugadas).
As vacinas vivas atenuadas têm a vantagem de permitir uma resposta imunitária mais próxima da doença natural, intensa e duradoura, embora, geralmente, de menor intensidade do que a induzida pela doença. Não necessitam, por isso, de adjuvantes, o que melhora o seu perfil de segurança. Têm como desvantagens a necessidade de serem conservadas a baixas temperaturas e não devem ser administradas a grávidas e a indivíduos com deficiências da imunidade, estando descritos casos de doença causada pela estirpe vacinal (BCG, varicela, por exemplo).

Vacina 180x180 - Imunização e Vacinação em Adultos

Imunização e Vacinação em Adultos

A possibilidade de imunização das populações, designadamente através de programas nacionais de vacinação que proporcionam acesso universal e gratuito às vacinas, trouxe um enorme contributo na redução da incidência de doenças passíveis de serem prevenidas por estas, com forte impacto na morbilidade, mortalidade e custos associados à prestação dos cuidados de saúde. A erradicação mundial da varíola, por meio de uma vacina altamente efectiva, foi um marco que permitiu aspirar a resultados semelhantes com outras doenças transmissíveis, tais como a poliomielite e o sarampo. Para além do seu impacto global através da imunização na idade pediátrica ou na adolescência, as vacinas são, também, instrumentos com utilidade na prevenção de doenças em adultos, pelo que se faz uma revisão das actuais recomendações para a imunização neste grupo.

21 1 180x180 - Agentes e Aspectos Epidemiológicos (Meningite)

Agentes e Aspectos Epidemiológicos (Meningite)

Os agentes bacterianos causadores de MAB estão, com frequência, envolvidos em infecções das vias aéreas superiores ou inferiores, salientando-se o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), a Neisseria meningitidis e as estirpes invasivas capsuladas de Haemophilus influenzae, este último relativamente mais raro em adultos e, actualmente, excepcional durante a infância como consequência da introdução da imunização específica contra H. influenzae tipo B (Hib) no Programa Nacional de Vacinação. O envolvimento do pneumococo, que é o agente etiológico mais frequente das infecções do tracto respiratório (otites, sinusite, agudização da bronquite crónica e pneumonia), obriga ao despiste de focos a este nível (sinusite, otite média, designadamente associada à presença de colesteatoma). Outros agentes ocorrem mais raramente e estão, habitualmente, associados à presença de co-morbilidades específicas, embora não seja excepcional a sua ocorrência em indivíduos sem factores de risco detectáveis. Salientam-se:
– histeria monoeytogenes, mais frequente em indivíduos com mais de 60 anos, grávidas, alcoólicos, doentes neoplásicos, doentes sob corticoterapia e doentes imunodeprimidos, designadamente submetidos a transplante renal, sendo rara no contexto da infecção por VIH. A gravidade dos quadros de meningite causados por este agente, muitas vezes com envolvimento encefálico, e a frequência com que têm sido registados casos fora do contexto das co-morbilidades “clássicas” devem levar à sua consideração em todos as situações de MAB.
– Estreptococos do grupo B (Streptococcus agalacíiae), ocorrendo sobretudo durante a gravidez ou puerpério, em diabéticos, indivíduos com mais de 60 anos, alcoólicos, doença hepática crónica, doenças do colagénio, doenças cardiovasculares, neoplasias, insuficiência renal, corticoterapia, bexiga neurogénica e escaras de decúbito.
– Enterobacteriáceas (E. coli, sobretudo portadora do antigénio Kl, Klebsiella spp., Serratia spp., Salmonella spp., Pseudomonas aeruginosa, ocorrendo sobretudo em doentes hospitalizados, particularmente com traumatismo craniano ou intervenção neurocirúrgica recente, em idosos, imunodeprimidos, no contexto de bacteriemia/sépsis relacionada com estes agentes e, por vezes, associada a fase de migração sistémica da estrongiloidíase (síndrome de hiperinfecção).
– Estafilococos. Embora sendo um agente muito frequente em patologia infeciosa humana, particularmente em doentes hospitalizados, o Staphylococcus aureus é um agente etiológico relativamente raro na MAB, sendo isolado como agente causador deste quadro sobretudo no contexto de infecções contíguas, designadamente do foro osteoarticular (espondilites, espondilodiscites), e de bacteriemia, o que obriga ao despiste sistemático de outros focos estafilocócicos, incluindo focos a distância (endocardite). Os estafilococos coagulase-negativos podem causar MAB em doentes com derivação ventrículo-peritoneal.
Outros agentes raros incluem: estreptococos do grupo A, Streptococcus viridans e S. bovis, enterococos, geralmente no contexto de bacteriemias com origem em focos distantes.
Outros agentes bacterianos, como o Mycobacterium tuberculosis, Treponema pallidum, borrélias (particularmente B. burgdorferi) e leptospiras podem ser causadores de quadros de MAB, geralmente no contexto de um quadro clínico multiorgânico, mas os achados laboratoriais do LCR nas meningites causadas por estes agentes enquadram-nos geralmente no contexto das meningites linfocitárias.