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4805f5 cateter 180x180 - Tipos (Acessos Vasculares)

Tipos (Acessos Vasculares)

– Cateteres simples ou duplos, com uma ou duas câmaras.
– Cateteres com válvula terminal e sem válvula (estes permitem colheita de sangue).
– De inserção em veia periférica ou em veia central (habitualmente subclávia).

avc isquemico vs hemorragico 180x180 - Acidentes Vasculares Cerebrais

Acidentes Vasculares Cerebrais

Coloca-se o diagnóstico de AVC (acidente vascular cerebral), perante um doente com fatores de risco vascular e início súbito de sintomas e sinais neurológicos focais.
Tradicionalmente, fala-se em AIT (acidente isquémico transitório) se os sintomas e sinais desaparecem em menos de 24 horas. A nova definição proposta para o AIT estabelece como limite para a recuperação 1 hora e exclui os casos com evidência de lesão encefálica aguda nos exames de imagem, que passam a ser considerados AVC. Atualmente, dado que na fase hiperaguda (primeiras 4h30m) a distinção entre AVC e AIT não é possível e que mais de metade dos doentes com AIT tem lesões cerebrais na DWI (ressonância magnética de difusão), é proposto o conceito de síndrome cerebrovascular aguda, englobando aquelas duas entidades.
Existem quatro tipos principais de AVC: AVC isquémico, hemorragia intracerebral, hemorragia subaracnoideia e trombose venosa. Os dois primeiros serão descritos em conjunto.
Dadas as suas particularidades, os dois últimos serão considerados separadamente.

Ultimos avances en medicina 3 180x180 - HDA na Hipertensão Portal

HDA na Hipertensão Portal

—> Suspeitar de ruptura de varizes esofágicas sempre que há sinais de DHC/hipertensão portal (HP): aranhas vasculares, icterícia, ascite, esplenomegalia, circulação colateral, encefalopatia portossistémica (EPS).
—> Alterações da função hepática, hiponatremia, trombocitopenia, INR prolongado.
—> 90% dos doentes têm cirrose e a mortalidade é elevada, 30%.
—> Outras causas de HP – trombose da porta (pré-hepática), schistosomíase, sarcoidose, doenças mieloproliferativas, doença poliquística, fibrose hepática congénita, Budd-Chiari, pericardite constritiva, doença veno-oclusiva (pós-hepática).
—» As varizes ocorrem nos sítios das anastomoses porto-sistémicas anómalas e rompem no esófago distai ou fundo gástrico (rupturas de varizes gástricas, 10% dos episódios) e mais raras vezes no recto.
—> A ruptura tem a ver com o tamanho das varizes, a pressão (risco grande quando o gradiente pressão hepática encravada/livre é >12 mmHg) e alterações da mucosa esofágica (em parte relacionadas com o refluxo): hematocistos, red spots.
—> Os doentes com DHC/HP podem sangrar de causas diferentes: úlcera ou outras e de gastropatia hipertensiva portal (GHP) ou ectasia vascular do antro gástrico (GAVE).
—> Dada a gravidade e maior mortalidade que em outras causas de HDA, os doentes com suspeita de RVE têm de ser endoscopados de urgência e admitidos em UCI.

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Esclerose Sistémica

A ES (esclerose sistémica), comummente conhecida por esclerodermia, é uma doença multissistémica de etiologia desconhecida em que se associam alterações vasculares microcirculatórias à produção excessiva de colagénio e de outras macromoléculas do tecido conjuntivo que se vão depositando progressivamente. Daí vai resultar a fibrose e o espessamento característico da pele e também de órgãos internos.

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Causas e Riscos (Glaucoma Agudo)

– Factores mecânicos (bloqueio à normal drenagem do humor aquoso).
– Factores vasculares (menor irrigação da retina e nervo óptico, por factores locais e/ou gerais).
Nas formas crónicas, o glaucoma evolui de modo silencioso e lento, comprometendo primeiro a visão periférica e, só tardiamente, a visão central.
O glaucoma pode resultar do processo de envelhecimento: o cristalino aumenta de volume e estreita o ângulo entre a íris e córnea. Quando o bloqueio é completo, a pressão intra-ocular aumenta e os sintomas instalam-se rapidamente.
O uso de gotas midriáticas (dilatam a pupila) pode precipitar um episódio de glaucoma agudo, razão pela qual este quadro se pode instalar ao fim do dia, quando a luz é mais ténue e as pupilas estão mais dilatadas.
Outros factores de risco: idade avançada, hipermetropia, história familiar, stress e o uso de agentes anticolinérgicos sistémicos (atropina).

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Que antibiótico escolher – Factores Inerentes ao Local da Infecção

A penetração dos fármacos nos tecidos resulta, essencialmente, dum processo de difusão passiva, pelo que depende, desde logo, do fluxo sanguíneo no local da infecção, bem como do gradiente de concentrações de fármaco livre estabelecido entre a corrente sanguínea e o local do foco infecioso e da hidrossolubilidade do fármaco. Por outro lado, a lipossolubilidade correlaciona-se de forma positiva com a capacidade de penetração nas células e através da barreira hematoencefálica (BHE). Estas variáveis influenciam o perfil individual de distribuição dos fármacos nos tecidos e fluidos corporais e são determinantes do sucesso terapêutico. Os abcessos são locais com baixa vascularização, pelo que a sua drenagem cirúrgica deve ser sistematicamente considerada como factor essencial para o sucesso do tratamento anti-infeccioso. A redução do fluxo sanguíneo é, também, um fenómeno determinante da dificuldade de tratamento médico das úlceras infectadas do pé diabético, nas quais a limpeza cirúrgica constitui um elemento fundamental do tratamento.
A presença de material prostético providencia um terreno particularmente propício à colonização bacteriana, ao influenciar negativamente a efectividade local da resposta inflamatória do hospedeiro e proporcionar a organização das bactérias em biofilmes.
Esta forma particular de organização das colónias bacterianas cria um ambiente propício à sua multiplicação, protegida da agressão dos antimicrobianos, e é reconhecido, hoje em dia, como um mecanismo específico relevante de resistência bacteriana. Estas estruturas estão descritas em associação com uma grande variedade de dispositivos médicos (cateteres vasculares e urinários, dispositivos intracardíacos permanentes, próteses ortopédicas, vasculares e valvulares) e podem ser formadas por diversos patogénios relevantes (S. aureus, E. coli, K. pneumoniae, P. aeruginosa e Cândida albicans), estando em estudo a validade de estratégias destinadas a tentar reduzir a sua constituição. As vegetações cardíacas constituem outro meio em que a penetração da maioria dos antibióticos é deficiente, impondo a necessidade de tratamentos farmacológicos prolongados e a consideração periódica da necessidade de tratamento cirúrgico. Por outro lado, a taxa de ligação às proteínas séricas é determinante na concentração de fármaco livre para a fase de distribuição, pelo que as características farmacocinéticas de cada fármaco quanto a este aspecto particular podem ser relevantes para o sucesso terapêutico. A maioria dos P-lactâmicos atinge concentrações elevadas nas células do alvéolo pulmonar e nas secreções respiratórias, tal como acontece com os macrólidos, com as FQ e com o linezolide.
No entanto, a distribuição neste meio não é tão boa para a vancomicina e é, mesmo, deficiente para os aminoglicósidos, embora pareça que a sua utilização em dose única diária se pode revelar vantajosa também quanto a este aspecto fl3]. Do mesmo modo, os macrólidos, a vancomicina e os aminoglicósidos têm uma escassa penetração através da BHE, mesmo na presença de inflamação, sendo a penetração da vancomicina ainda diminuída com a administração concomitante de dexametasona. Já a penetração através da BHE da penicilina, do cotrimoxazol, da rifampicina, da ceftriaxona, do meropeneme, da ampicilina, do cloranfenicol, do metronidazol, das quinolonas e do linezolide é bastante boa e compatível com a obtenção de concentrações suficientes para o tratamento das infecções bacterianas do SNC. As infecções por agentes intracelulares, entre as quais se distinguem os causadores da “pneumonia atípica” (Chlamydophila spp. Legionella pneumoniae, Coxiella burnetti, Mycoplasma pneumoniae), o Mycobacterium tuberculosis e as brucelas, impõem a escolha de fármacos com boa penetração intracelular, como as tetraciclinas, as quinolonas e os macrólidos e, no caso da tuberculose (TB), a generalidade dos antibacilares de 1.ª linha. Por outro lado, as concentrações séricas obtidas pela azitromicina podem ser insuficientes para o tratamento de situações bacteriémicas, pelo que é prudente não utilizar este fármaco isoladamente nos casos com bacteriemia confirmada ou fortemente suspeita incluindo na PAC.

4805f5 cateter 180x180 - Complicações (Acessos Vasculares)

Complicações (Acessos Vasculares)

– Da implantação do cateter:
• Pneumotórax.
• Punção arterial.
• Hemotórax.
• Hematoma da parede torácica.
• Progressão do cateter para jugular ou subclávia contralateral, menos frequentemente para veia ázigos ou mamária interna.
– Da utilização:
• Angulação, fractura e embolização do cateter.
• Disfunção na colheita de sangue ou infusão de solutos.
• Trombose venosa associada ao cateter.
• Infecção associada ao cateter.
• Celulite do local de inserção do cateter.
– Específicas dos cateteres com câmara subcutânea:
• Extravasão de fármacos da câmara.
• Celulite da pele/tecido subcutâneo envolvente da câmara.
• Necrose da pele sobre câmara.

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Indicações (Acessos Vasculares)

– Esgotamento/inexistência de acessos vasculares periféricos.
– Doentes submetidas a mastectomia e esvaziamento axilar bilateral.
– Doentes que necessitam de tratamentos com perfusões longas de citostáticos ou múltiplas punções repetidamente ao longo do tempo.
– Preferência dos doentes.

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Acessos Vasculares

O tratamento médico da doença oncológica, tradicionalmente baseado na administração de fármacos citostáticos por via e.v., exige acessos vasculares duradouros e de confiança.
Por outro lado, algumas modalidades de tratamento – transplantação de progenitores hematopoiéticos, infusões longas de citostáticos, ou de suporte – alimentação parentérica, exigem longos períodos de infusão de produtos com características tóxicas para o endotélio vascular. Para dar resposta a estas necessidades foram desenvolvidos uma série de dispositivos médicos para acesso ao espaço vascular – cateteres venosos. Em oncologia e hematologia oncológica são usados em especial os cateteres com trajecto tunelizado no tecido celular subcutâneo e os que estão dotados de câmara subcutânea para administração de citostáticos – os mais usados em doentes ambulatórios e que são objecto desta secção.
Os cateteres com câmara subcutânea são colocados habitualmente sob anestesia local, sem necessidade de internamento; as complicações que resultam da sua colocação e utilização são as gerais de todos os tipos de cateteres centrais e são revistas adiante.
Não implicam restrição de qualquer tipo na vida do doente, exigem manutenção periódica (idealmente mensal) para flush de soro e soluto com heparina para prevenir a trombose do lúmen. Permitem geralmente a colheita de sangue pelo cateter, devem ser puncionados (a membrana da câmara) com agulha apropriada (em ângulo recto, agulha de Huber) e a sua taxa de infecção é inferior à associada aos cateteres externos. São generalizadamente considerados como um dos factores que contribuem significativamente para a qualidade de vida dos doentes oncológicos.

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Dieta e Nutrição (Insuficiência Cardíaca)

A redução do peso nos doentes obesos (IMO30 kg/m2) diminui as resistências vasculares sistémicas e as necessidades de oxigénio; previne a progressão da IC, diminui os sintomas e melhora a sensação de bem-estar.
A manutenção de um aporte calórico adequado nos doentes com IC grave é fundamental para a prevenção da caquexia cardíaca; cerca de 50% dos doentes com IC grave têm má-nutrição e a caquexia cardíaca e um importante preditor de redução da sobrevivência.
Considera-se uma perda exagerada de peso quando: 1) peso corporal <90% do peso ideal; 2) índice de massa corporal (peso[kgJ/altura[m]2) <22 kg/m2; e 3) perda não intencional de peso superior a 5 kg nos últimos 6 meses num doente previamente não edemaciado. A limitação da ingestão de sódio (<2 g/dia) está indicada, sobretudo nas formas graves de IC; os substitutos do sal podem ser usados mas com precaução, uma vez que contêm potássio. Em grandes quantidades, em combinação com IECA, ARA II e antagonistas da aldosterona podem provocar hipercaliemia. O aporte de líquidos deve ser reduzido para 1,5 a 2 L/dia nas formas graves, especialmente quando há hiponatremia.