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Tratamento (Oclusão Arterial)

– A dilatação dos vasos retinianos pela inalação de dióxido de carbono pode ser tentada.
Esta medida permite que a oclusão se desloque para um vaso mais periférico e, assim, se reduza a área da retina afectada.
– A anticoagulação pode impedir a formação de novos coágulos. As hemorragias intra-oculares podem reabsorver e a visão pode melhorar.
-A redução farmacológica da pressão intraocular ou mecânica (punção da câmara anterior para remoção de humor aquoso) pode permitir reverter a oclusão vascular.

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Diagnóstico (Vasculites)

Para estabelecer um diagnóstico definitivo é necessária a demonstração histologia de inflamação vascular ou a demonstração angiográfica de aneurismas ao nível dos vasos de médio e grande calibre. As alterações laboratoriais são pouco específicas, consistindo numa síndrome biológica inflamatória e/ou alterações da função renal. Os ANCA (anticorpos anticitoplasma de neutrófilo, são positivos em algumas situações de atingimento renal e pulmonar.
As síndromes vasculíticas dividem-se de acordo com o calibre dos vasos envolvidos em: vasculites de grandes vasos (por exemplo, arterite temporal de células gigantes, doença de Takayasu), vasculites de médios vasos (por exemplo, poliarterite nodosa, granulomatose de Wegener, síndrome de Churg-Strauss) e vasculites de pequenos vasos (por exemplo, púrpura de Henoch-Schõenlein, poliangeíte microscópica, vasculite de hiper-sensibilidade). É de salientar que estas divisões não são rígidas e existe grande sobre-posição no calibre dos vasos atingidos (por exemplo, a doença de Behçet atinge artérias e veias de todos os calibres, a poliarterite nodosa atinge vasos de médio e pequeno calibre, etc.).
Existem critérios para classificação das vasculites que têm em consideração o calibre dominante dos vasos atingidos, a presença ou não de granulomas, o atingimento de órgão e algumas particularidades laboratoriais, mas nenhuma classificação existente é aceite de forma incontestada.

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Tratamento (Vasculites)

Nas vasculites de pequenos vasos, púrpura palpável ou vasculite leucocitoclásica, as formas mais frequentes da prática clínica diária, a terapêutica é essencialmente sintomática. Para além da eliminação, sempre que possível, do agente causal, o repouso é medida indispensável; na impossibilidade de repouso, deverá ser feita ligadura de contenção dos membros inferiores, já que na grande maioria dos casos as lesões predominam nesta localização.
A utilização de corticosteróides por via sistémica (0,5-1 mg/kg/dia) é de eficácia variável e a ponderar em cada caso. Estes medicamentos aliviam o edema e as dores da artrite, quando presente, mas podem atrasar a eliminação dos imunocomplexos responsáveis pelo processo inflamatório. De uma maneira geral, instituem-se nos quadros que evoluem progressivamente para vasculite sistémica, na angeíte de hipersensibilidade e nas vasculites associadas a doenças sistémicas, cujo tratamento de base é a corticoterapia. Em alguns casos os AINEs, em especial a indometacina, podem ter algum efeito.
Das vasculites dos vasos de maior calibre, abordaremos apenas o tratamento da vasculite nodular ou eritema duro de Bazin. Quando se demonstra haver correlação com tuberculose, o tratamento consiste, além do repouso, na administração de tuberculostáticos (terapêutica tripla), instituído em centros próprios, durante cerca de 1 ano.
Para as formas sem relação com tuberculose (idiopáticas), a terapêutica consiste em repouso e AINEs.

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Vasculites

As síndromes vasculíticas compreendem um grupo heterogéneo de entidades clínicas, que têm em comum a inflamação e lesão dos vasos sanguíneos. As vasculites podem ser primárias ou secundárias a outras situações clínicas como, por exemplo, a conectivites, infeções, neoplasias ou serem desencadeadas por fármacos. Podem estar confinadas a um órgão ou envolver simultaneamente múltiplos territórios.

Aparelho de hemodinamica 180x180 - Monitorização Hemodinâmica

Monitorização Hemodinâmica

A hemodinâmica estuda o movimento e a pressão do sangue no coração e nas circulações pulmonar e sistémica, nomeadamente o seu fluxo (ou débito) nos diversos territórios bem assim como a pressão exercida nos vasos.
De todos os parâmetros mensuráveis, a pressão arterial (PA) é o mais importante, pois é o determinante da perfusão orgânica e logo da nutrição e oxigenação tecidular.

Laboratório de Materiais LabMat 004 180x180 - Laboratório (Vasculites)

Laboratório (Vasculites)

Nas três patologias, estão associadas aos ANCA. O padrão citoplasmático por imunofluorescência e especificidade antigénica para a Proteinase 3 – c-ANCA (PR3)- é detetado em 70-90% na granulomatose de Wegener e 10-20% na MPA e síndrome de Churg-Strauss. O padrão perinuclear e especificidade antigénia para a mieloperoxidade: p-ANCA (MPO) é mais frequente na MPA. O c-ANCA tem 90% de especificidade para as vasculites de pequenos vasos. O p-ANCA pode estar presente em múltiplas patologias inflamatórias.
Na Goodpasture a presença de AMBG é superior a 90%.

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Revascularização Miocárdica

Vários fatores influenciam a indicação para revascularização miocárdica na AE. A resposta ao tratamento médico, a morfologia coronária, a função ventricular esquerda, a evidência de isquemia do miocárdio, bem como a sua gravidade, são determinantes na decisão. Outros fatores, como a idade, a existência de patologias associadas, a atividade que o paciente pretende ter ou a limitação que aceita, também podem influenciar. A ICP tem expandido as suas indicações, particularmente nos últimos anos em que surgiram os stents com fármaco, reduzindo a taxa de reestenose. Inicialmente limitada à doença de um vaso, depois de dois e três vasos, é agora também utilizada para tratamento de estenoses complexas e para alguns casos de estenose do tronco comum. Quando indicada a revascularização, a opção entre a ICP e a cirurgia é determinada pela localização e morfologia das lesões, pela qualidade dos vasos distais, pela função ventricular esquerda, pelo risco/benefício relativo de cada uma das intervenções, e até mesmo pela experiência das equipas.
Recomendações para revascularização para melhorar o prognóstico em doentes com AE:

Classe I (há evidência e/ou acordo geral que um dado procedimento ou tratamento é benéfico, útil e eficaz):
• Cirurgia coronária para a doença significativa do tronco comum ou equivalente
(estenose grave ostial ou do segmento proximal das artérias descendente anterior e circunflexa) (nível de evidência A).
• Cirurgia coronária para estenoses proximais significativas dos três vasos, particularmente quando a função sistólica do ventrículo esquerdo é anormal, ou com isquemia reversível precoce ou extensa nos testes funcionais (nível de evidência A).
• Cirurgia coronária para doença de um ou dois vasos com grau de estenose elevado da artéria descendente anterior proximal com isquemia reversível nos testes não invasivos (nível de evidência A).
• Cirurgia coronária para doença significativa com disfunção ventricular esquerda e viabilidade demonstrada por testes não invasivos (nível de evidência C).
Classe lia (evidência conflituosa e/ou divergência sobre a utilidade/eficácia de um dado procedimento ou tratamento, mas em que o peso da evidência/opinião é a favor de ser útil e eficaz):
• Cirurgia coronária para doença de um ou dois vasos, sem doença significativa da artéria descendente anterior proximal, em doentes que sobreviveram a morte súbita ou a taquicardia ventricular sustida (nível de evidência B).
• Cirurgia coronária para doença significativa de três vasos em diabéticos com isquemia reversível nos testes funcionais (nível de evidência C).
• ICP ou cirurgia coronária para doentes com isquemia reversível nos testes funcionais e evidência de episódios frequentes de isquemia durante as atividades diárias.
Recomendações para revascularização para melhorar sintomas em doentes com AE:
Classe I (há evidência e/ou acordo geral que um dado procedimento ou tratamento é benéfico, útil e eficaz):
• Cirurgia coronária para doença multivaso tecnicamente adequada para cirurgia em doentes com sintomas moderados ou graves não controlados com a terapêutica médica, quando o risco da cirurgia não supera o potencial benefício (nível de evidência A).
• ICP para doença de um vaso tecnicamente exequível em doentes com sintomas moderados a graves não controlados com terapêutica médica, quando o risco do procedimento não supera o potencial benefício (nível de evidência A).
ICP para doença multivaso sem anatomia de elevado risco, em doentes com sintomas moderados a graves não controlados com a terapêutica médica, e quando o risco do procedimento não é maior que o potencial benefício (nível de evidência A).
Classe IIa:
• ICP para doença de um vaso tecnicamente exequível em doentes com sintomas ligeiros a moderados, não aceitáveis para o doente, quando o risco do procedimento não supera o potencial benefício (nível de evidência A).
• Cirurgia coronária para doença de um vaso tecnicamente exequível, em doentes com sintomas moderados a graves não controlados com a terapêutica médica, e quando o risco da cirurgia não é superior ao potencial benefício (nível de evidência A).
• Cirurgia coronária em doença multivaso tecnicamente exequível em sintomas ligeiros a moderados, não aceitáveis para o doente, e quando o risco da cirurgia não supera o potencial benefício (nível de evidência A).
• ICP para doença multivaso tecnicamente exequível em doentes com sintomas ligeiros a moderados, não aceitáveis para o doente, e quando o risco do procedimento não supera o potencial benefício (nível de evidência A).
Classe IIb (há divergência e a utilidade/eficácia é menos bem estabelecida pela evidência/opinião):
• Cirurgia coronária em doença de um vaso tecnicamente exequível em doentes com sintomas ligeiros a moderados, não aceitáveis para o doente, quando o risco da cirurgia não é maior que a mortalidade anual estimada (nível de evidência B).