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Glóbulos vermelhos 180x180 - Patologia do Glóbulo Vermelho

Patologia do Glóbulo Vermelho

A patologia do GV (glóbulo vermelho) é diversa, abundante, pode manifestar-se por anemia (o mais frequente) ou poliglobulia, pode ser congénita ou adquirida e pode ter origem em alterações da membrana, da molécula de hemoglobina ou dos mecanismos enzimáticos do glóbulo vermelho. Nem sempre produz sintomas e por vezes só há manifestações quando há exposição a factores provocadores.
O diagnóstico faz-se essencialmente por análise quantitativa e qualitativa do sangue periférico – hemograma e plaquetas, contagem de reticulócitos, morfologia do sangue periférico, parâmetros hematométricos (por exemplo, VGM (volume globular médio), RDW (red cell distribution width) – uma medida calculada automaticamente que traduz o grau de anisocitose; esta é a informação base a partir da qual pode ser orientado o estudo subsequente.
De um ponto de vista clínico podemos classificar a patologia do GV como:
—> Patologia quantitativa, defeito – anemia (hematócrito <36% na mulher e <41% no homem): • Anemia por produção deficiente: -Deficiência de substrato (ferro, BI2, folatos). - Disfunção da stem cell (mielodisplasia, anemia aplástica). - Desregulação (eritropoietina). - Infiltração medular (fibrose, infecção, malignidade). • Anemia por destruição ou perda: - Hemorragia. - Hemólise. —> Patologia quantitativa, excesso – poliglobulia.

vermelho 180x180 - Sintomas (Uveíte)

Sintomas (Uveíte)

Estes sintomas podem surgir rapidamente:
– Olho vermelho.
– Dor, ardor, prurido e secreção.
– Visão turva.
– Sensibilidade à luz.
– Manchas escuras e flutuantes.
– Pupilas pequenas.

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Tratamento (Olho Vermelho)

— Dirigido à etiologia.
— Distinguir entre erosão da córnea e úlcera.
— A maioria das abrasões cicatriza com ou sem oclusão; as úlceras podem agravar e perfurar, mesmo com oclusão.
— Nunca ocluir um olho com risco elevado de infecção (portadores de lentes de contacto, erosões causadas por ramos de árvore ou plantas, unhas).
— Não transmitir a infecção de um olho para o outro.
— Trauma ou uveíte: excluir corpo estranho intra-ocular.

Consultar oftalmologista se:
– Dacriocistite.
– Úlcera da córnea.
– Esclerite.
– Glaucoma de ângulo fechado.
– Uveíte.
– Proptose.
– Celulite orbitaria.
– Perda de visão.
– Diagnóstico incerto.

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Diagnóstico (Olho Vermelho)

– Acuidade visual.
– Estudo das pupilas.
– Avaliação dos campos visuais por confrontação.
– Estudo da motilidade ocular.
– Biomicroscopia com fluoresceína.
– Eversão palpebral.
– Oftalmoscopia.
– Tonometria.

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Etiologia (Olho Vermelho)

Pode ser causado por qualquer condição ocular. Trata-se de um quadro frequentemente benigno, mas pode associar-se a doença sistémica. Pode, também, resultar de um processo infeccioso:
– Bacteriana – secreção mucopurulenta.
– Viral – secreção aquosa ou nenhuma, prurido.
Ou surgir no contexto de um trauma:
– Erosão da córnea.
– Hemorragia conjuntival.
– Corpos estranhos.

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Olho Vermelho

Forma mais comum e inespecífica de apresentação das mais variadas perturbações oculares, desde as mais banais às potencialmente devastadoras. Como regra, é importante considerar o olho vermelho como sinal de doença ocular importante, sobretudo se acompanhado de dor ou diminuição da acuidade visual.

Glóbulos vermelhos 180x180 - Tratamento (Anemia Ferropénica)

Tratamento (Anemia Ferropénica)

—> Tratar a causa quando possível.
O objectivo do tratamento é resolver a anemia e repor depósitos do organismo.
Ferro oral – indicado sempre como tratamento de 1.ª linha:
• Princípios gerais – tratamento prolongado (4 a 6 meses como tempo mínimo), dose adequada (no 1.° mês doses iguais ou superiores a 200 mg de ferro elementar por dia), paragem só após confirmação de depósitos de ferro adequados (ferritina normal); ingestão de ferro deve ser feita com estômago vazio (a presença de alimentos no estômago pode reduzir em cerca de 2/3 a absorção de ferro).
• O preparado de ferro actualmente mais recomendado é o complexo hidróxido férrico-polimaltose; os comprimidos contêm 100 mg de ferro elementar, devem ser mastigados e engolidos com água; em alternativa sulfato ferroso – existem comprimidos de dosagem variada mas que contêm 80 a 100 mg de ferro elementar.
—» Ferro parentérico – em casos seleccionados, se houver intolerância a ferro oral, gastrectomia prévia, doença intestinal com mal-absorção (só disponível em meio hospitalar). O ferro por via parentérica obriga a cálculo da dose teórica a administrar, para evitar sobrecarga de ferro. Raramente há reacções alérgicas e anafilaxia:
Por via i.m., 100 mg por dose (ferro dextrano de baixo peso molecular) – mas nem sempre bem tolerado e com hiperpigmentação marcada nas áreas de injecção.
Por via e.v. com ferro dextrano de baixo peso molecular (possibilidade de infusão de dose total, dose máxima 20 mg/kg) ou óxido de ferro sacarose em dose máxima de 400 a 500 mg por infusão; com qualquer dos fármacos é obrigatória a vigilância apertada em meio hospitalar e a infusão lenta ao longo de 2 a 6 horas (dependendo de dose).
Cálculo de dose de ferro a administrar (Hb teórica-Hb actual)x200 (mulher) ou 250 (homem)+500 ou 1000 (se perdas continuadas).