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papiloma 180x180 - Verrugas Plantares

Verrugas Plantares

A melhor técnica consiste na aplicação de queratolítico, por exemplo, pomada de ácido salicílico a 20 ou 30% em vaselina e sob oclusão com adesivo. Cada aplicação deve ser mantida 24 horas, findas as quais o adesivo é retirado e, após mergulhar o pé em água quente por alguns minutos, toda a parte macerada é raspada com pedra pomes, lima ou lâmina, repetindo-se o procedimento os dias necessários até à cura. É particularmente eficaz nas crianças, resolvendo cerca de 90% dos casos. Em caso de insucesso, pode fazer-se a curetagem cirúrgica num só tempo e após anestesia local, ou a criocirurgia.
A electrocirurgia nunca deve ser realizada nas plantas e, muito menos, a excisão com incisão elíptica seguida de sutura, pelas razões já expostas.

VERRUGA PLANA 2  180x180 - Tratamento (Verrugas Virais)

Tratamento (Verrugas Virais)

A decisão de tratar as verrugas e a atitude a tomar deve ter em conta os seguintes dados: uma boa parte das verrugas são lesões benignas com tendência para a cura espontânea; o tratamento, regra geral, é pouco satisfatório, com possibilidade de não ter êxito, ou não evitar o reaparecimento das lesões; certas terapêuticas são dolorosas e, pelo menos temporariamente, incapacitantes; e há algum risco de deixar sequelas definitivas quando se tomam atitudes agressivas. E ao médico que compete avaliar a situação e optar pela decisão mais adequada. Deve considerar a idade do doente, o desejo de se tratar, a profissão, a duração das lesões e o estado imunológico. De uma maneira geral, a terapêutica é feita quando há dor, prejuízo funcional e/ou estético, ou capacidade de se originarem tumores. Os tratamentos, locais ou gerais, são múltiplos, o que significa que nenhum tem eficácia muito grande.
Os tratamentos locais consistem na destruição das lesões por meios químicos ou físicos de que se destacam:
—> Cáusticos – feita com os ácidos nítrico (“água forte”), sulfúrico, ou tricloroacético, foi muito popular pela sua eficácia. Deve ser evitada porque deixa quase sempre cicatrizes definitivas.
—> Queratolíticos – praticada com compostos que destroem a substância córnea, constituinte importante das verrugas. Usam-se sobretudo os ácidos salicílico e láctico (a 10-20%, em pomadas e vernizes, com e sem oclusão).
– Imiquimod – fármaco modificador da resposta imune (estimula a libertação local de citocinas), está indicado sobretudo no tratamento das verrugas venéreas (ou condicitomas). Pode ser aplicado sob oclusão, em especial nas verrugas periungueais, precedida de aplicação de queratolítico, para facilitar a penetração do fármaco.
– Electrocirurgia – exige a anestesia da base das lesões e deve ser seguida de raspagem com cureta. E preciso prudência na sua utilização, dado o risco de originar más cicatrizes, pelo que deve ser evitada na face e dorso das mãos.
– Criocirurgia – arrefecimento das lesões, através do contacto com azoto líquido até temperaturas muito baixas que levam à morte das células. O resultado estético é quase sempre melhor do que com a electrocirurgia e é um excelente método para as verrugas das mãos.
– Cirurgia – curetagem das verrugas usando colher de raspagem. A cirurgia clássica, com incisão elíptica e sutura, não deve ser feita, pois a recidiva ao longo da sutura é praticamente constante.
– Laserterapia de CO2 – a absorção da energia electromagnética dos raios laser ocasiona subida da temperatura, com evaporação da água e carbonização das substâncias orgânicas (efeito fototérmico).
– Terapêutica fotodinâmica (PDT) – consiste na irradiação com fontes de luz apropriadas de epitélios em proliferação, após aplicação tópica de substância fotossensibilizadora (ácido aminolevulínico ou metil aminolevulinato); não é correntemente utilizada no tratamento de verrugas.
As técnicas mais aconselháveis para cada tipo de verruga são indicadas a seguir.

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Condilomas

São lesões salientes, quase sempre maceradas e de superfície espiculada – “em crista de galo” -, mas que podem ter aspecto plano ou digitiforme. Localizam-se nos órgãos genitais, regiões peri-anal e anal e nas áreas próximas. São também designadas por condilomas acuminados ou verrugas venéreas. Nalguns doentes, por razões que se desconhecem, desenvolvem-se verrugas anogenitais exuberantes, designadas por condilomas gigantes ou tumores de Buschke-Lowenstein, que correspondem muitas vezes a tumores malignos. Frequentemente, indivíduos com condilomas têm outras infecções genitais, nomeadamente por Cândida albicans, Ureaplasma urealyticum e Gardnerella vaginalis, que favorecem a expressão clínica dos condilomas.
Embora se tenham encontrado mais de 70 tipos de VPH nas regiões anogenitais, os que causam mais vezes os condilomas são o 6 e o 11. Estes tipos, juntamente com os 16, 18, 31 e 33 estão frequentemente associados a displasia genital, nomeadamente do colo do útero, embora o mesmo se verifique com outros. Pelo menos 20% das mulheres com condilomas cervicais clinicamente detectáveis têm neoplasia intra-epitelial (CIN).
Há indivíduos com lesões subclínicas, sem queixas, apenas diagnosticáveis por colposcopia, ou mesmo só por histologia. Há casos em que sintomas como o prurido, o ardor ou a dispareunia são devidos a infecção pelo VPH, mesmo na ausência de formações vegetantes. E há portadores aparentemente sãos em que a presença do vírus só é detectada por técnicas de PCR.
A transmissão do vírus pode ser feita por outras vias, mas faz-se quase sempre por contacto sexual. A localização das lesões predomina nos locais sujeitos a maior atrito durante o coito.

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Verrugas Filiformes

A electrocirurgia, a laserterapia, a crioterapia ou a simples curetagem são métodos que podem ser utilizados neste tipo de verrugas. Em alternativa, a aplicação cuidadosa de verniz com queratolíticos pode ser eficaz.

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Verrugas Periungueais

De tratamento difícil, são raramente controláveis sem que se perca o hábito da onicofagia. Usam-se as mesmas técnicas que para as verrugas vulgares, sendo sempre de iniciar o tratamento com queratolíticos ou imiquimod, em oclusão com fita adesiva.
Outras terapêuticas possíveis são a criocirurgia e a laserterapia. A electrocirurgia não pode ser praticada, dado o risco de produzir alterações irreversíveis da matriz da unha.

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Verrugas Virais

As verrugas são lesões da pele e mucosas adjacentes produzidas pelo vírus do papiloma humano (VPH) de que se conhecem mais de 100 genótipos. Há alguma relação entre estes tipos virais e a localização, morfologia e evolução das lesões.
Existem várias formas clínicas que se distinguem pela localização e/ou morfologia, podendo classificar-se em três subgrupos principais – cutâneas, anogenitais/mucosas e enidermodisplasia verruciforme (EV).
As verrugas cutâneas podem assumir diversos tipos:
—» Verrugas vulgares – lesões salientes, de superfície rugosa, por vezes espiculada, em regra com poucos milímetros de diâmetro. Podem agrupar-se e localizam-se em qualquer ponto da pele, mas têm predilecção por algumas áreas como o dorso das mãos, dedos, dorso dos pés, joelhos, cotovelos e couro cabeludo.
—> Verrugas periungueais – semelhantes às verrugas vulgares, localizam-se em volta das unhas e são frequentes em indivíduos com o hábito da onicofagia.
-> Verrugas planas – discretamente salientes, têm superfície plana, cor acastanhada e dimensões inferiores às anteriores. Aparecem na face, pescoço, dorso das mãos e joelhos. Nalguns casos distribuem-se ao longo de escoriações lineares.
—> Verrugas filiformes – longas, finas e implantadas numa base minúscula, observam-se
na face e pescoço.
—> Verrugas plantares – têm o aspecto de pequena formação córnea encastoada na planta
do pé, sobretudo nas áreas de pressão. São dolorosas e frequentemente confundidas
com calosidades.
As verrugas anogenitais serão reportadas no capítulo sobre condilomas. Outras mucosas, porém, tais como a boca e as vias respiratórias podem ser atingidas.
A EV é uma afecção hereditária rara (autossómica recessiva) caracterizada por défice imunitário associado a infecção crónica com VPH, que se inicia, em regra, na infância, com o aparecimento de verrugas múltiplas disseminadas, de diversas variantes clínicas, com predomínio nas áreas expostas, em especial mãos e antebraços. Os tipos 5 e 8, frequentemente envolvidos, têm potencial oncogénico.
A infecção com o VPH faz-se através de soluções de continuidade traumáticas da parte superior da epiderme, maceração, ou ambas, como acontece nos pés de frequentadores de piscinas, nas regiões periungueais em pessoas com o hábito de “roer as unhas”, em crianças que “chucham” nos dedos, nas áreas barbeadas, em profissões que mantêm as mãos molhadas por períodos prolongados e nas mucosas genitais, especialmente quando há exsudação persistente que leva à maceração. A infecção é favorecida por estados em que a imunidade está deprimida, como acontece em transplantados submetidos a terapêutica imunossupressora e doentes infectados com o vírus da imunodeficiência humana.
O período de incubação pode variar entre 1-12 meses, em média 2-3 meses.
A idade de maior prevalência das verrugas vulgares é entre os 12 e os 16 anos, mas observam-se, com frequência variável, em todos os grupos etários.
Embora a maioria das infecções pelo VPH estejam associadas com lesões benignas, um pequeno número sofre transformação maligna. Tal pode verificar-se sobretudo na EV e, mais esporadicamente, em duas outras situações: no colo do útero e nos condilomas genitais gigantes.