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Fadiga Andrenal 1 180x180 - Vertigem

Vertigem

Consiste numa sensação subjectiva de movimento, geralmente rotatória, mas que pode ser linear. Frequentemente acompanhada de palidez, suores e vómitos. O sinal objectivo da vertigem é o nistagmo.
A manutenção do equilíbrio depende da informação integrada no cérebro proveniente dos ouvidos internos, visão e órgãos proprioceptivos.

tinnitusc 180x180 - Neuronite Vestibular

Neuronite Vestibular

A neuronite vestibular tem provavelmente origem viral, causa falência vestibular unilateral e não se acompanha de surdez nem acufenos. Provoca uma vertigem muito acentuada que impede o doente de se levantar. Dura 2 a 3 dias, após os quais o doente recupera rapidamente.

Fadiga Andrenal 1 180x180 - Outras Formas de Vertigem

Outras Formas de Vertigem

– Insuficiência vertebrobasilar (as crises de vertigem são desencadeadas pela hiperextensão cervical e podem-se acompanhar doutros sintomas de isquemia do tronco cerebral. Por exemplo, diplopia, disartria).
– Drogas ototóxicas (por exemplo, aminoglicósidos podem causar ataxia por destruição da função do labirinto) não causam vertigem rotatória.
– Traumatismo do labirinto.
– Vertigem pós-operatória.
– Labirintite supurativa (pode ser uma complicação da otite média aguda e causa uma vertigem severa, bem como surdez profunda).
– Neurinoma do acústico (o schwanoma vestibular é um tumor benigno que causa surdez e disfunção vestibular progressivas, cursando com desequilíbrio em vez de vertigem).
– Herpes zoster geniculado (síndrome de Ramsay Hunt).
– Fístula perilinfática (deve-se à ruptura espontânea ou pós-traumática da membrana da janela redonda ou oval, cursa com vertigem severa, acufenos e surdez).
– Crise de Tumarkin.

Fadiga Andrenal 1 180x180 - Vertigem Posicional Paroxística Benigna

Vertigem Posicional Paroxística Benigna

É o tipo de vertigem mais frequente (70 a 80% dos casos), deve-se a uma alteração degenerativa do neuroepitélio utricular, pode ocorrer espontaneamente ou após traumatismo craniano. A crise de vertigem rotatória é desencadeada por certos movimentos da cabeça, tem um período de latência de vários segundos e é de duração breve. O nistagmo é horizonto-rotatório-geotrópico e fatigável.
O diagnóstico é feito através das manobras de Dix e Halpike ou da videonistagmografia.
O seu tratamento é efectuado através das manobras de reposicionamento dos otólitos (Semont ou Epley). Antes destas podem-se utilizar vestibuloplégicos.

MeniQ used with hose 180x180 - Doença de Ménière

Doença de Ménière

A doença de Ménière é rara, tem etiologia desconhecida, deve-se à distenção do labirinto membranoso devido à acumulação de endolinfa. Por norma tem início entre os 40 e 60 anos de idade. Usualmente afecta apenas um ouvido, mas pode ser bilateral em 25% dos casos.
A vertigem é rotatória, dura algumas horas e tem um curso intermitente.
A crise pode ser precedida de sensação de plenitude auricular, durante horas ou dias.
Acompanha-se de surdez neurossensorial, flutuante (agrava-se antes e durante as crises), mas apresenta agravamento progressivo podendo chegar a ser severa.
O acufeno é permanente mas agrava-se antes das crises.
O tratamento médico da crise compreende cinarizina (15 a 30 mg de 6/6 horas) e/ou diazepam (5 a 10 mg de 6/6 horas). Entre as crises devem-se adoptar medidas gerais de restrição salina, evicção de consumo tabágico, etanólico e cafeínico, medicação regular com histina (16 mg de 8/8 horas); se as crises forem frequentes, pode ser necessário prolongar o tratamento com cinarizina e eventualmente associar um diurético em doses baixas.
O tratamento pode ser cirúrgico. A labirintectomia é eficaz na resolução da vertigem, mas só deve ser realizada em casos unilaterais e já com audição muito comprometida.
Deve efectuar-se drenagem do saco endolinfático por via transmastoideia. Secção do nervo vestibular através da fossa média ou por via retrolabiríntica, este tipo de intervenção é muito delicado e preserva a audição. A aplicação de gentamicina intratimpânica é eficaz no controlo da vertigem, mas envolve um risco de agravamento da surdez em 10% dos casos.

vacina 10241 180x180 - Vacinação contra o Tétano e Difteria

Vacinação contra o Tétano e Difteria

Nos adultos (ou indivíduos com mais de 13 anos) não vacinados previamente, deve ser feita com a formulação Td (dose diftérica reduzida). A vacina é inactivada, contendo os toxóides tetânico e diftérico, sendo administrada em 3 doses, sendo as duas primeiras separadas por 4 semanas e a terceira 6-12 meses após a segunda. O reforço deve ser dado 10 anos após a última toma, tal como aos indivíduos vacinados na infância. As reações locais são as mais frequentes, com formação de nódulo local, persistente. As reações febris, hipotensão e vertigem estão descritas como mais frequentes em indivíduos com múltiplos reforços vacinais.