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Ectima

O agente causal é o Streptococcus, mais raramente o Staphylococcus, podendo, no entanto, ambos estar incriminados.
Clinicamente, surge uma vesícula ou vesico-pústula, que rapidamente ulcera, ficando coberta por crosta aderente acastanhada, que ao curar deixa cicatriz atrófica. Surge mais frequentemente nas situações de má-nutrição ou associado a condições de má higiene e localiza-se, preferencialmente, nos membros inferiores.


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tudo sobre medicina 18 180x180 - Tratamento Não Cirúrgico (Litíase da Vesícula)

Tratamento Não Cirúrgico (Litíase da Vesícula)

As formas de tratamento que visam a destruição, farmacológica ou mecânica, dos cálculos da vesícula biliar têm indicações terapêuticas marginais, pois, como não alteram o substrato fisiopatológico da litogénese, não é raro serem seguidas de reaparecimento de cálculos, deixando os doentes desprotegidos face ao risco de complicações da doença litiásica.
Nos doentes de alto risco operatório, ou nos que recusam a colecistectomia, pode estar indicado proceder à litotomia extracorporal ou à dissolução dos cálculos com ácidos biliares.
Os ácidos biliares (por exemplo, ácido ursodesoxicólico) inibem a secreção biliar de colesterol, aumentam a secreção hepática de bílis, inibem a deposição de colesterol em cálculos e aumentam o esvaziamento da vesícula. Os candidatos a esta terapêutica devem apresentar cálculos pequenos (<5 mm), não calcificados, vesícula funcionante e sintomas moderados, ou seja, apenas 10% dos doentes. A dose de ácido ursodesoxicólico utilizada é 10 mg/kg diariamente. Tendo em conta o custo e a eficácia (taxa de dissolução de cerca de 50% aos 2 anos, com probabilidade de recorrência de 50% aos 5 anos), a sua utilização é rara. A litotomia extracorporal consiste na fragmentação de cálculos por ondas de choque. O seu limitado interesse terapêutico relaciona-se com os critérios de inclusão e exclusão dos doentes e o facto de os cálculos fragmentados permanecerem na vesícula biliar, sendo necessária terapêutica conjugada com ácidos biliares. Em doentes seleccionados pode obter-se uma taxa de sucesso de 25% aos 9 meses.

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Tomografia computorizada (TC)

No diagnóstico de litíase da VBP, a TC tem uma sensibilidade entre 23 a 85% com especificidade de 90 a 95%. Tem particular interesse nas complicações da litíase, como a perfuração da vesícula, colecistite eufisematosa, abcessos, pancreatite aguda, sendo por vezes decisiva na decisão terapêutica. A gravidez é uma contra-indicação (nível de radiações muito elevado).


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pílulas 180x180 - Contra-Indicações Relativas dos Contraceptivos Orais

Contra-Indicações Relativas dos Contraceptivos Orais

— Amamentação e parto ocorrido há mais de 6 semanas mas menos de 6 meses.
— Parto há <21 dias em puérperas que não amamentam (aumento do risco de trombose materna aquando da exposição a contraceptivos orais nas primeiras 3 semanas após o parto). — Mulheres com 35 ou mais anos que fumem menos de 15 cigarros/dia. — HTA controlada (HTA gestacional só por si não contra-indica os contraceptivos orais). — Dislipidemias conhecidas e consideradas como factor de risco para doença cardiovascular. — Mulheres com enxaqueca, sem aura, em qualquer idade. — Neoplasia da mama há mais de 5 anos e sem evidências de recidiva. — Doenças da vesícula biliar quando em tratamento médico ou sintomáticas (colecistectomizadas ou com litíase biliar assintomática não têm contra-indicação). — História de colestase relacionada com contraceptivos orais (antecedentes de colestase relacionada com gravidez não contra-indica o seu uso). — Cirrose hepática compensada.

F915.large  180x180 - Herpes Simples e Genital

Herpes Simples e Genital

É causado pelos vírus do herpes simples (VHS) de que há dois tipos: I e II. O primeiro produz, sobretudo, infecções na face, enquanto o segundo é o principal responsável pelas lesões genitais. Há, contudo, um número significativo de casos em que ocorre o inverso.
Clinicamente, caracteriza-se por erupção vesiculosa agrupada, localizada sobre base eritematosa. Na face surge nos lábios (mucosa, semimucosa ou pele), mento, por vezes nas regiões malares ou, mais ramente, periocular; no herpes genital pode localizar-se nos genitais externos, região inguinopúbica ou nádegas. Nas recorrências, as manifestações clínicas são, habitualmente, precedidas (12-24 horas) de sensações parestésicas- prurido, ardor, formigueiro ou mesmo dor local – e durante os surtos a sintomatologia é variável – ardor, prurido, dor local, por vezes acompanhada de sintomas gerais, tipo síndrome gripal e adenopatia satélite (mais frequente no herpes genital).
O primeiro episódio de herpes diz-se primário (primo-infecção), quando ocorre em indivíduos que nunca foram infectados por nenhum tipo do vírus e não têm anticorpos, ou inicial, se esses anticorpos já existem (por exemplo, por primo-infecção prévia assintomática). Os episódios primários faciais, pelo vírus I, verificam-se predominantemente na infância e são, com bastante frequência, subclínicos. Calcula-se que, até aos 14 anos, 60-70% dos adolescentes já têm anticorpos anti-VHS I. O herpes primário genital é muito mais habitual depois da puberdade, quase sempre transmitido por contacto sexual e, em regra, com expressão clínica exuberante.
Depois do primeiro episódio de herpes, o vírus, quer do tipo I quer do tipo II, persiste nos gânglios nervosos sensitivos em estado de latência. Em situações diversas, tais como traumatismo cutâneo, infecções, stress psíquico, exposição solar, menstruação, ou qualquer outra que induza depressão imunológica transitória, pode abandonar o estado de latência, deslocar-se ao longo da fibra nervosa sensitiva e reproduzir a doença no mesmo local, ou em área próxima da infecção primária. Estes episódios recidivantes têm, quase sempre, menor expressão clínica que a primo-infecção (quando esta é sintomática) e duram cerca de 5-7 dias.
A infecção pelo vírus desencadeia resposta imunitária, humoral e celular, que não protege contra as recidivas, embora estas sejam mais frequentes e exuberantes quando há imunossupressão. As principais complicações são a queratoconjuntivite, o eczema herpeticum, forma generalizada observada quase sempre em indivíduos com eczema atópico (EA), o eritema exsudativo multiforme e a meningoencefalite.

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Cólica Biliar

O principal sintoma da litíase da vesícula é a cólica biliar, causada pela obstrução do colo da vesícula por um cálculo. A dor é geralmente episódica, intensa (aumentando até ao máximo e decrescendo entre 4 a 6 horas), localizada no epigastro ou no hipocôndrio direito, despertada frequentemente por uma ingestão copiosa ou surgindo durante a noite.
A dor pode irradiar para o dorso e para a região escapular direita. Geralmente é acompanhada de náuseas e vómitos, sem febre. O exame físico revela habitualmente dor à palpação, exacerbada pela inspiração quando a mão se posiciona no trajecto da vesicula, podendo, quando este aumento é muito intenso, condicionar a suspensão voluntária da inspiração (sinal de Murphy vesicular). Não se encontram nem defesa peritoneal, nem massa perivesicular (plastron). O laboratório pode não revelar alterações significativas das provas de função hepática, da PCR, nem do leucograma, mas estes dois últimos parâmetros podem estar aumentados. A ecografia revela geralmente a litíase, sem alteração da ecoestrutura da parede, nem dos espaços perivesiculares.
O carácter autolimitado e a normalidade dos exames complementares permitem, geralmente, estabelecer com segurança o diagnóstico. Nas primeiras horas, este quadro não difere muito da colecistite aguda, pelo que os doentes devem ficar sob vigilância.
Repouso alimentar, hidratação endovenosa, se necessário, e analgesia são os principais focos da terapêutica. A dor cede aos AINEs (por exemplo, diclofenac 10 mg oral ou 20 mg e v.) e/ou à butilescopolamina (50 mg oral ou 75 mg e.v.).
Os doentes, após terem sofrido uma cólica biliar, devem ser referenciados para cirurgia, pois a probabilidade de repetição deste quadro é elevada e o risco de desenvolver uma colecistite aguda é, nesta fase sintomática da doença, bastante elevado (superior a um em cada cinco doentes).


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Litíase da Vesícula

A litíase da vesícula afecta um número elevado de pessoas. As suas manifestações clínicas não têm uma apresentação monótona, podendo ser agrupadas em quadros representativos da forma como surgem habitualmente e dos problemas de decisão diagnostica e terapêutica:
– Indisposição pós-prandial.
– Cólica biliar.
– Colecistite aguda.
– Doença associada à litíase da via biliar principal (VBP) e suas complicações (por exemplo, icterícia obstrutiva, colangite e pancreatite aguda metalitiásica).
A utilização ubiquitária e frequente da ecografia, mas também da TC, tem vindo a aumentar o número de pessoas que sabem ter litíase da vesícula e que, embora estejam assintomáticas, procuram conselho médico sobre o interesse e necessidade de serem tratadas e qual a forma mais adequada de tratamento.
O tratamento definitivo da litíase da vesícula é a colecistectomia. A colecistectomia pode ser realizada por via convencional, laparotómica, ou recorrendo a técnicas minimamente invasivas, por laparoscopia. A evidência clínica tem vindo a atribuir segurança e eficácia semelhantes, com melhor tolerância e recuperação pós-operatórias dos doentes submetidos a laparoscopia.
Apesar da sua eficácia e segurança, a colecistectomia continua a ter uma taxa de morbilidade de cerca de 2,5% e de mortalidade <1,5%. As principais causas de morbi-mortalidade da colecistectomia são: lesão iatrogénica da VBP, hemorragia e infecção de colecções líquidas (bilomas, hematomas). A ocorrência destas complicações e as suas consequências podem ter componentes operador-dependente ou serviço-dependente, relacionadas com a experiência acumulada e a capacidade de atempadamente fazer o seu diagnóstico. A estratégia de correcção adequada destas lesões, que pode passar por referenciar os doentes para unidades especialmente treinadas no seu tratamento, está relativamente padronizada e deve ser criteriosamente estabelecida, desde a identificação da sua ocorrência, pois só assim se podem minimizar as suas consequências. A dificuldade de identificação e manuseamento das estruturas biliares e vasculares do hilo hepático é a causa mais frequente das complicações operatórias. Esta dificuldade depende da variabilidade anatómica, que não pode ser evitada, mas muitas vezes do atraso na decisão de referenciar os doentes para cirurgia, deixando-os prolongar indefinidamente processos inflamatórios fibrosantes crónicos. Esta política infundada deve ser evitada, explicando aos doentes, com rigor, a indicação e os riscos da colecistectomia electiva, em comparação com o risco de sofrer colecistite(s) aguda(s). Neste contexto, de dificuldade de identificação das estruturas, com aumento da probabilidade de ocorrerem complicações operatórias ou near misses, deve salientar-se que a conversão laparoscopia-laparotomia, durante a realização de colecistectomia, não é considerada uma complicação, mas, outrossim, uma decisão de garantir o máximo de segurança para o doente.