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VERRUGA PLANA 2  180x180 - Tratamento (Verrugas Virais)

Tratamento (Verrugas Virais)

A decisão de tratar as verrugas e a atitude a tomar deve ter em conta os seguintes dados: uma boa parte das verrugas são lesões benignas com tendência para a cura espontânea; o tratamento, regra geral, é pouco satisfatório, com possibilidade de não ter êxito, ou não evitar o reaparecimento das lesões; certas terapêuticas são dolorosas e, pelo menos temporariamente, incapacitantes; e há algum risco de deixar sequelas definitivas quando se tomam atitudes agressivas. E ao médico que compete avaliar a situação e optar pela decisão mais adequada. Deve considerar a idade do doente, o desejo de se tratar, a profissão, a duração das lesões e o estado imunológico. De uma maneira geral, a terapêutica é feita quando há dor, prejuízo funcional e/ou estético, ou capacidade de se originarem tumores. Os tratamentos, locais ou gerais, são múltiplos, o que significa que nenhum tem eficácia muito grande.
Os tratamentos locais consistem na destruição das lesões por meios químicos ou físicos de que se destacam:
—> Cáusticos – feita com os ácidos nítrico (“água forte”), sulfúrico, ou tricloroacético, foi muito popular pela sua eficácia. Deve ser evitada porque deixa quase sempre cicatrizes definitivas.
—> Queratolíticos – praticada com compostos que destroem a substância córnea, constituinte importante das verrugas. Usam-se sobretudo os ácidos salicílico e láctico (a 10-20%, em pomadas e vernizes, com e sem oclusão).
– Imiquimod – fármaco modificador da resposta imune (estimula a libertação local de citocinas), está indicado sobretudo no tratamento das verrugas venéreas (ou condicitomas). Pode ser aplicado sob oclusão, em especial nas verrugas periungueais, precedida de aplicação de queratolítico, para facilitar a penetração do fármaco.
– Electrocirurgia – exige a anestesia da base das lesões e deve ser seguida de raspagem com cureta. E preciso prudência na sua utilização, dado o risco de originar más cicatrizes, pelo que deve ser evitada na face e dorso das mãos.
– Criocirurgia – arrefecimento das lesões, através do contacto com azoto líquido até temperaturas muito baixas que levam à morte das células. O resultado estético é quase sempre melhor do que com a electrocirurgia e é um excelente método para as verrugas das mãos.
– Cirurgia – curetagem das verrugas usando colher de raspagem. A cirurgia clássica, com incisão elíptica e sutura, não deve ser feita, pois a recidiva ao longo da sutura é praticamente constante.
– Laserterapia de CO2 – a absorção da energia electromagnética dos raios laser ocasiona subida da temperatura, com evaporação da água e carbonização das substâncias orgânicas (efeito fototérmico).
– Terapêutica fotodinâmica (PDT) – consiste na irradiação com fontes de luz apropriadas de epitélios em proliferação, após aplicação tópica de substância fotossensibilizadora (ácido aminolevulínico ou metil aminolevulinato); não é correntemente utilizada no tratamento de verrugas.
As técnicas mais aconselháveis para cada tipo de verruga são indicadas a seguir.

6686290 xxl 180x180 - Recomendações Finais

Recomendações Finais

As seguintes recomendações são extremamente valiosas no diagnóstico e abordagem das condições clínicas associadas ao olho vermelho:
— Quando o processo é unilateral e surge acompanhado de vómitos, deve-se considerar o diagnóstico de glaucoma agudo.
— As conjuntivites virais são extremamente contagiosas e os médicos devem ter o máximo cuidado de modo a não a transmitirem a si próprios ou a outros doentes. Neste casos, nunca se deve prescrever um corticosteróide tópico ou um anestésico.
— Uma lesão da córnea que cora pela fluoresceína ou qualquer alteração da transparência da córnea exigem uma observação especializada.
— Dor ocular intensa ou uma diminuição da acuidade visual em associação com um olho vermelho exigem a atenção imediata de um médico oftalmologista, bem como qualquer infiltrado da córnea ou a presença de pus no interior do globo ocular (hipópio). Nestes casos, o médico não deve apenas recomendar a observação especializada, mas deve garantir a sua pronta transferência para um serviço de Oftalmologia.

img quais sao as causas da fosfatase alcalina elevada 3841 orig 180x180 - Profilaxia Pós-exposição a Agentes Virais

Profilaxia Pós-exposição a Agentes Virais

A profilaxia pós-exposição (PEP) tem como objectivo a minimização do risco de ocorrência de infecção após uma exposição esporádica a um agente microbiano transmissível.
Em doenças com risco elevado e/ou prolongado de transmissão inter-humana, a PEP deve ser encarada, também, na perspectiva da Saúde Pública. A quase totalidade dos casos de exposição ocorrem em circunstâncias acidentais, nas quais se devem incluir as decorrentes de perda permanente ou temporária do exercício das funções intelectuais.
É importante lembrar que a estimativa do risco de transmissão em cada situação concreta tem, geralmente, um grau de incerteza considerável e que a avaliação da eficácia e da segurança das intervenções pós-exposição se baseia em pressupostos teóricos ou, quando muito, em dados obtidos em modelos animais ou extrapolados a partir de intervenções com grau de afinidade variável em humanos. Neste contexto, a decisão quanto à prescrição de PEP é, muitas vezes, complexa, exigindo, da parte do médico:
— O esclarecimento, tão perfeito quanto possível, das circunstâncias associadas à exposição, incluindo as relativas aos aspectos epidemiológicos relacionados com o acidentado e com o indivíduo-fonte.
— Conhecimentos actualizados quanto à avaliação do risco, às intervenções recomendadas e às características farmacológicas dos meios de intervenção disponíveis.
— O pleno exercício do seu senso clínico.
— A observação do princípio da precaução, sempre que a magnitude da incerteza associada com a decisão o justifique.
A avaliação do benefício/risco da PEP deve ser ponderada em todas as situações de exposição, quer profissional, quer não profissional. A exposição em profissionais de saúde, ocorrendo no exercício da sua actividade profissional, deve ser objecto de regulação obrigatória por parte das entidades responsáveis pela saúde ocupacional das unidades de saúde.

acont  brasil medicamentos 180x180 - Diagnóstico (Toxidermias)

Diagnóstico (Toxidermias)

Para tratar as reacções, adversas a medicamentos há que tentar identificar o medicamento em causa, mediante a utilização dos factores de imputabilidade, e suspendê-lo, para então instituir terapêutica sintomática e medidas de suporte.
Consideram-se factores de imputabilidade intrínseca e extrínseca. Entre os primeiros atende-se a factores cronológicos (tomando em consideração o período de tempo que mediou entre a administração do medicamento e o aparecimento das lesões cutâneas, e a sua evolução após a suspensão do mesmo) e semiológicos (atendendo às características do quadro clínico, à existência de factores de risco – genéticos, associações medicamentosas. LED, doenças virais, sobretudo a citomegalovírus, Epstein-Barr ou VIH – e à exclusão de outras etiologias não medicamentosas). Em caso de imputabilidade intrínseca idêntica para mais do que um medicamento, recorre-se à imputabilidade extrínseca.

Wart filiform eyelid 180x180 - Verrugas Virais

Verrugas Virais

As verrugas são lesões da pele e mucosas adjacentes produzidas pelo vírus do papiloma humano (VPH) de que se conhecem mais de 100 genótipos. Há alguma relação entre estes tipos virais e a localização, morfologia e evolução das lesões.
Existem várias formas clínicas que se distinguem pela localização e/ou morfologia, podendo classificar-se em três subgrupos principais – cutâneas, anogenitais/mucosas e enidermodisplasia verruciforme (EV).
As verrugas cutâneas podem assumir diversos tipos:
—» Verrugas vulgares – lesões salientes, de superfície rugosa, por vezes espiculada, em regra com poucos milímetros de diâmetro. Podem agrupar-se e localizam-se em qualquer ponto da pele, mas têm predilecção por algumas áreas como o dorso das mãos, dedos, dorso dos pés, joelhos, cotovelos e couro cabeludo.
—> Verrugas periungueais – semelhantes às verrugas vulgares, localizam-se em volta das unhas e são frequentes em indivíduos com o hábito da onicofagia.
-> Verrugas planas – discretamente salientes, têm superfície plana, cor acastanhada e dimensões inferiores às anteriores. Aparecem na face, pescoço, dorso das mãos e joelhos. Nalguns casos distribuem-se ao longo de escoriações lineares.
—> Verrugas filiformes – longas, finas e implantadas numa base minúscula, observam-se
na face e pescoço.
—> Verrugas plantares – têm o aspecto de pequena formação córnea encastoada na planta
do pé, sobretudo nas áreas de pressão. São dolorosas e frequentemente confundidas
com calosidades.
As verrugas anogenitais serão reportadas no capítulo sobre condilomas. Outras mucosas, porém, tais como a boca e as vias respiratórias podem ser atingidas.
A EV é uma afecção hereditária rara (autossómica recessiva) caracterizada por défice imunitário associado a infecção crónica com VPH, que se inicia, em regra, na infância, com o aparecimento de verrugas múltiplas disseminadas, de diversas variantes clínicas, com predomínio nas áreas expostas, em especial mãos e antebraços. Os tipos 5 e 8, frequentemente envolvidos, têm potencial oncogénico.
A infecção com o VPH faz-se através de soluções de continuidade traumáticas da parte superior da epiderme, maceração, ou ambas, como acontece nos pés de frequentadores de piscinas, nas regiões periungueais em pessoas com o hábito de “roer as unhas”, em crianças que “chucham” nos dedos, nas áreas barbeadas, em profissões que mantêm as mãos molhadas por períodos prolongados e nas mucosas genitais, especialmente quando há exsudação persistente que leva à maceração. A infecção é favorecida por estados em que a imunidade está deprimida, como acontece em transplantados submetidos a terapêutica imunossupressora e doentes infectados com o vírus da imunodeficiência humana.
O período de incubação pode variar entre 1-12 meses, em média 2-3 meses.
A idade de maior prevalência das verrugas vulgares é entre os 12 e os 16 anos, mas observam-se, com frequência variável, em todos os grupos etários.
Embora a maioria das infecções pelo VPH estejam associadas com lesões benignas, um pequeno número sofre transformação maligna. Tal pode verificar-se sobretudo na EV e, mais esporadicamente, em duas outras situações: no colo do útero e nos condilomas genitais gigantes.

03 hemoglobin hematocrit 1 180x180 - Etiologia (Anemia Aplástica)

Etiologia (Anemia Aplástica)

—> A maior parte dos casos é julgada idiopática.
—> Relacionada com fármacos (por exemplo, citostáticos, sais de ouro, cloranfenicol, etc) ou químicos.
—> Relacionada com infecções virais (hepatite viral, Epstein-Barr, etc).

Artrite reumatoide001 180x180 - Patogénese

Patogénese

A etiologia da AR é desconhecida. Estudos familiares demonstraram que a doença pode estar dependente de fatores genéticos. A presença de moléculas DR4 no complexo major de histocompatibilidade encontra-se ligada à ocorrência de AR na maioria das populações estudadas, mas em grau variável. Doentes com AR do Norte da Europa, podem apresentar haplotipos HLA DR4 em até 80% dos casos. Por contraste, em populações do Sul da Europa, como entre os judeus gregos e israelitas, a prevalência do haplotipo HLA DR4 entre doentes com AR pode variar entre 40 a 60%.
Na patogénese da doença podem estar também implicados fatores infeciosos, nomeadamente os que se relacionam com a hipótese de indução da doença por partículas virais ou bacterianas, que teriam responsabilidade na iniciação e perpetuação dos processos inflamatórios necessários à definitiva expressão da doença. Entre estes agentes, os parvovírus e determinados peptidoglicanos bacterianos parecem ser os principais candidatos, em associação a uma prévia predisposição genética.
Apesar de desconhecido até ao momento, o estímulo desencadeante da doença é capaz de iniciar e perpetuar as alterações imunológicas responsáveis pelos efeitos de destruição tissular inerentes à AR.