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Doencas cardiacas cardiovasculares sintomas sinais coracao prevenir causas diagnostico tratamento coronarias causas congenita cardiacas tipos ait acidente isquemico transitorio medicamentos remedios 1 180x180 - Tratamento (Leishmaniose)

Tratamento (Leishmaniose)

O sucesso do tratamento da leishmaniose visceral depende de vários factores, incluindo a função imunitária e o desenvolvimento de resistência, que pode ser a causa de falência num número significativo de doentes. Estão disponíveis vários fármacos para o tratamento da leishmaniose visceral, que incluem os derivados antimoniais (dos quais apenas o antimoniato de meglumina está disponível em Portugal, na apresentação destinada à Medicina Veterinária), a anfotericina B (convencional ou lipossómica) e a pentamidina.
Recentemente, a miltefosina, um análogo da fosfocolina, foi avaliada em estudos alargados na população indiana imunocompetente, demonstrando uma eficácia considerável e permitindo o tratamento por via oral. No entanto, são raros os estudos que avaliaram a eficácia destas intervenções na população infectada por VIH. Numa avaliação comparativa entre a anfotericina B convencional e o antimoniato de meglumina em doentes VIH+, não foi encontrada diferença significativa nas taxas de sucesso (aspirado medular negativo 1 mês após o tratamento, com 66% para o antimoniato e 62% para a anfotericina) nem nas taxas globais de reacções adversas, embora com perfis diferentes (14% de cardiotoxicidade para o antimoniato e 36% de nefrotoxicidade para a anfotericina, embora o antimoniato se tivesse associado à ocorrência de pancreatite em 30% de doentes, com nenhum caso registado para anfotericina B). Um estudo comparando o antimoniato com uma formulação lipídica de anfotericina (ABLO em doentes com infecção por VIH mostrou taxas de sucesso semelhantes (mesmos critérios do estudo anterior, com 43% para ABLC 5 mg/kg/dia e 37% para o antimoniato de meglumina), embora com toxicidade significativamente maior para o antimoniato.
Os resultados de estudos em utilização compassiva com a miltefosina em seropositivos para o VIH demonstraram taxas de sucesso semelhantes às descritas para os restantes fármacos utilizados nesta população |55′. Em doentes imunocompetentes, a anfotericina B lipossómica demonstrou taxas de eficácia razoáveis (>90%), com boa tolerância.
Considerando que o tratamento da leishmaniose visceral no contexto da infecção por VIH necessita, ainda, de avaliação adequada através de estudos mais alargados, os perfis de eficácia e segurança dos fármacos disponíveis e a escassa evidência nesta população levam-nos a formular as seguintes sugestões para a abordagem terapêutica nesta população:
– Esquema preferencial – anfotericina B lipossómica, e.v., na dose de 4 mg/kg/dia nos dias 1-5 e nos dias 10, 17, 24, 31 e 38. A monitorização de reacções adversas, designadamente de nefrotoxocidade e hipocaliemia, deve ser feita regularmente.
– Esquemas alternativos – em doentes sem resposta à anfotericina B lipossómica, pode considerar-se:
• Antimoniato de meglumina 20 mg/kg/dia de antimónio, i.m. ou e.v., durante 28 dias.
Deve ser monitorizada a função cardíaca, designadamente quanto à possibilidade de ocorrência de arritmias, de prolongamento do intervalo QT e de sinais de isquemia, bem como a amilasemia, atendendo ao risco de ocorrência de pancreatite.
O tratamento pode ser repetido ao fim de 30 dias, embora o intervalo ideal entre os tratamentos não esteja, também, devidamente definido.
• Miltefosina, 2,5 mg/kg/dia, p.o., durante 28 dias. Embora não estejam disponíveis estudos alargados em doentes seropositivos, a boa tolerância oral e as elevadas taxas de resposta registadas em imunocompetentes levam à consideração do tratamento com este fármaco nos casos de falência às alternativas anteriores. Embora o perfil de segurança observado nos estudos realizados tenha sido aceitável, devem ser monitorizadas as funções hepática e renal e manter uma vigilância activa quanto a reacções adversas.
Também não está estabelecida a melhor estratégia para o tratamento das recidivas, frequentes nesta população. Em princípio, atendendo aos dados decorrentes das taxas de resistência observadas, poderá ser razoável utilizar um fármaco diferente do utilizado inicialmente, quando possível. O valor da utilização de combinações terapêuticas não foi avaliado.

SAM 0162 180x180 - Terapêutica - Cinesiterapia respiratória

Terapêutica – Cinesiterapia respiratória

– Cinesiterapia respiratória – indicação formal nos derrames de etiologia infeciosa, uma vez que diminui a formação de bridas entre o folheto parietal e visceral.

Como se origino el sida 2 180x180 - Diagnóstico (Leishmaniose)

Diagnóstico (Leishmaniose)

Baseia-se na demonstração de formas amastigotas do parasita por intermédio da coloração de Wright-Giemsa a partir de amostras de produtos biológicos, salientando-se o aspirado medular como o meio de eleição na doença visceral. No entanto, as biopsias em cutânea, ganglionar ou intestinal podem permitir a demonstração de parasitas em doentes com evolução menos típica. A cultura dos produtos em meio de Novy-McNeal-Nicole (NNN) permite o crescimento das formas amastigotas. embora este possa ser lento, devendo a cultura ser mantida até às 4 semanas. A serologia pode apoiar o diagnóstico de leishmaniose visceral se revelar títulos elevados do parasita, mas a resposta humoral pode ser rara ou inexistente em doentes com disfunção imunitária grave, pelo que a sua negatividade não exclui o diagnóstico nesta população. Do mesmo modo, novos testes de diagnóstico com elevada sensibilidade e especificidade, como ELISA para a proteína recombinante K39, não estão validados na população infectada por VIH.

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Apresentação Clínica (Leishmaniose)

A forma de apresentação clínica mais frequente é a da leishmaniose visceral (kala-azar) qUe ocorre em cerca de 70% dos doentes. De um modo geral, as manifestações em doentes com infecção por VIH são semelhantes às observadas nos doentes imunocompetentes. A febre, emagrecimento, hepatosplenomegalia, linfadenite generalizada, pancitopenia e hipergamaglobulinemia são os achados mais frequentes, por vezes difíceis de valorizar no contexto da doença avançada causada por VIH. Em doentes com disfunção imunitária grave podem ocorrer formas mais frustes, bem como localizações pouco habituais em doentes imunocompetentes: tracto gastrintestinal, pulmão, pleura e pele.

Síndrome do intestino1 180x180 - Síndrome do Intestino Irritável

Síndrome do Intestino Irritável

A SII (síndrome do intestino irritável) é caracterizada pela presença crónica e recorrente de dor ou desconforto abdominal associadas a uma alteração dos hábitos intestinais, na ausência de causas orgânicas detectáveis. Como entidade funcional, é definida por critérios baseados em sintomas, como consta no último consenso de “Roma III”. Tem uma prevalência entre 10 a 15% e é mais frequente no sexo feminino (2:1). A ansiedade e a depressão são condições psicológicas concomitantes comuns contribuindo para o agravamento da qualidade de vida e o excessivo consumo de cuidados de saúde. Os sintomas têm evolução prolongada e flutuante, persistindo em 55% dos doentes ao fim de um período de 12 anos. O início da sintomatologia e as exacerbações sintomáticas são, muitas vezes, precedidas por acontecimentos de stress psicossocial ou físico. Alterações da motilidade e do equilíbrio entre a secreção e absorção intestinal estão subjacentes às irregularidades dos hábitos intestinais, potencialmente mediadas pela disfunção do eixo da serotonina (5-HT). Esta (5-hidroxitriptofano) está armazenada nas células enterocromafins (90%) e nos neurónios do sistema motor entérico (10%), tendo como receptores principais os 5-HT3 e 5-HT4. Os primeiros (5-HT3) são responsáveis pela modulação da dor visceral, contribuem para os movimentos peristálticos e, no SNC, influenciam a componente emocional da estimulação visceral. Os segundos (5-HT4), responsáveis pela libertação de neurotransmissores excitatórios pelos neurónios entéricos colinérgicos, fazem a modulação do tónus do músculo liso intestinal, da secreção de electrólitos e dos reflexos peristálticos.
O aumento da percepção dos estímulos intestinais contribui para a existência de dor ou desconforto abdominal. A perturbação do sistema imune da mucosa e da microflora intestinal também pode contribuir para a etiopatogenia dos sintomas. O perfil sintomático individual, essencial à estratégia terapêutica, define quatro subtipos principais segundo a classificação de Spiller et. al.: SII com obstipação (SII-O; 24%), SII com diarreia (SII-D; 25%), SII misto (SII-M; 46%) e SII-I indiferenciado. Alguns doentes constituem um subtipo evolutivo caracterizado pela alternância entre o padrão da obstipação e a diarreia, conhecidos como “alternadores”. Para classificar a forma das fezes é actualmente recomendada a aplicação da Escala de Bristol.

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Poliarterite nodosa (Vasculites)

-> Poliarterite nodosa (PAN) e síndrome de Churg-Strauss – estas situações são tratadas com corticóides em altas doses 1-2 mg/kg/dia. Quando existe envolvimento visceral grave, os corticóides são administrados em 3 ou 4 tomas diárias, obtendo-se assim um maior efeito imunossupressor, mas também uma maior toxicidade. Nas situações clínicas mais severas, associa-se a ciclofosfamida na dose de 2 mg/kg/dia oral para indução de remissão. A azatioprina é uma alternativa menos eficaz na indução da remissão.
No caso da PAN associada ao VHB (vírus de hepatite B) não se deve usar corticóides nem imunossupressores de forma prolongada. Os agentes antivirais e a plasmaferese são as opções para estes doentes.


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obesa 180x180 - Obesidade e síndrome metabólica (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Obesidade e síndrome metabólica (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

A obesidade, sobretudo a gordura visceral abdominal, está associada ao risco metabólico e CV, condicionando um aumento da morbilidade e mortalidade total e CV. A perda de peso está recomendada aos obesos, com índice de massa corporal (IMC) >30 kg/m2 e para os que têm excesso de peso, com IMC >25 kg/m2. A medida do perímetro abdominal dá-nos informação adicional sobre o risco CV.
A síndrome metabólica, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), pode ser definida desde 2005 para a população europeia pela presença de obesidade central (perímetro abdominal >94 cm no homem e >80 cm na mulher) e pelo menos dois dos seguintes critérios: 1) intolerância à glicose ou diabetes mellitus; 2) pressão arterial sistólica >130 mmHg e/ou PA diastólica >80 mmHg ou HTA tratada; 3) hipertrigliceridemia 150 mg/dl, ou hipertrigliceridemia tratada; 4) colesterol HDL <40 mg/dl no homem e <50 mg/dl na mulher, ou tratamento para este distúrbio lipídico. Para a perda de peso e redução do perímetro abdominal sugere-se ajuda profissional num Programa adequado de modificação nutricional e de exercício físico. A redução do peso corporal permite obter redução da pressão arterial, colesterol total e glicemia e um aumento do colesterol HDL.