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Terapêutica (Pancreatite Aguda)

Enquanto as pancreatites ligeiras apenas necessitam de terapêutica de suporte, nomeadamente correcção da hipovolemia, da hipoxemia e da dor, nos doentes idosos (mais de 70 anos), nos obesos (IMC >30), quando existem co-morbilidades associadas ou na insuficiência de órgãos, deve ser ponderada a transferência para uma UCI.
A pancreatite aguda induz um estado hipercatabólico com consequente redução de peso, perda de proteínas e de lípidos. Por esse motivo e para estabilizar a barreira intestinal prevenindo a translocação bacteriana, o suporte nutricional deve ser iniciado precocemente entre os 3.°-4.° dias. Nas pancreatites ligeiras, a dieta poderá ser oral, em alternativa para os doentes mais graves pode-se optar por uma dieta entérica por sonda nasojejunal que se coloca por via endoscópica. Se a alimentação entérica não for tolerada, a opção é a alimentação parentérica.
Em relação à profilaxia antibiótica, ela não tem indicação nas pancreatites intersticiais, já nas pancreatites necrosantes, é tema de debate. A utilização empírica do carbapenem pretende reduzir o risco da infecção bacteriana (geralmente Gram-negativo com origem intestinal) dos tecidos pancreáticos necrosados. Se por um lado os estudos comparativos sobre a redução da morbilidade e da mortalidade não são conclusivos, por outro existe o risco da sobreinfecção fúngica associada à profilaxia antibiótica.
Quando existe a suspeita de infecção da necrose pancreática, seja pelos sinais sistémicos de toxicidade seja pela insuficiência de órgãos, uma punção aspirativa guiada por TC deverá ser realizada, iniciando-se a antibioterapia de acordo com o antibiograma. A necrose pancreática infectada necessita igualmente de desbridamento cirúrgico (necrosectomia) ou uma alternativa menos invasiva, a drenagem percutânea através de um ou mais cateteres.
A CPRE na pancreatite aguda litiásica deverá ser realizada com carácter de urgência (nas primeiras 24 horas) nos doentes com suspeita de colangite ou nas pancreatites agudas graves com falência de órgão. A CPRE electiva com esfincterotomia deverá ser realizada nos doentes com persistência de obstrução da via biliar principal (elevação da bilirrubinemia, via biliar principal dilatada), nos doentes sem condições para colecistectomia e nos doentes colecistectomizados com coledocolitíase.
Nos doentes com pancreatite litiásica, a colecistectomia deverá ser programada antes da alta hospitalar com o objectivo de evitar a recidiva da pancreatite.

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