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Terapêutica Tópica (Psoríase)

A terapêutica tópica é utilizada na psoríase localizada e como adjuvante nos casos mais extensos. Há que ter em atenção que, sendo a psoríase uma doença crónica que, uma vez surgida, acompanhará o doente até ao final da vida, a terapêutica é também para a vida. Assim a empatia que se estabelecer na relação médico-doente é fundamental para obter a adesão deste à terapêutica de longo prazo que terá de ser feita.
– Emolientes e queratolíticos – os emolientes estão indicados em todas as formas de psoríase. Os queratolíticos, à base de ácido salicílico, ureia ou alfa-hidroxiácidos são úteis na psoríase vulgar em placas – ao removerem as escamas, melhoram o aspecto cosmético das lesões, diminuem o prurido e potenciam os resultados obtidos com outros tópicos e com o tratamento por ultravioletas (UV). São potencialmente irritantes, pelo que não devem ser aplicados na face ou nas pregas e na criança deve ser dada preferência às concentrações mais fracas de ureia e evitar os preparados com ácido salicílico, cuja absorção percutânea pode conduzir a salicilismo sistémico.
Recomenda-se:
– Emolientes (cremes – emulsões óleo em água (O/A), pomadas – emulsões água em óleo (A/O), vaselina, parafina) – indicados em todas as formas de psoríase. Na fototerapia, aplicados em camada fina imediatamente antes das irradiações, diminuem a reflectância e aumentam a penetração dos UV; em camada espessa podem actuar como filtro físico.
Os queratolíticos (à base de ácido salicílico, ureia, ácido glicólico ou alfa-hidroxiácidos) são úteis nas lesões descamativas – o ácido salicílico e a ureia são utilizados em concentrações de 5 a 10% nas lesões do tronco e membros, a 10% nas do couro cabeludo e de 10 a 30% nas palmo-plantares.
—» Corticosteróides tópicos – os corticosteróides tópicos são muito activos na psoríase, mas devem ser utilizados com cuidado e por períodos limitados, tendo em conta as acções adversas resultantes da utilização prolongada – atrofia cutânea (é a mais frequente), estrias, telangiectasias, erupções acneiformes e rosaceiformes, mascaramento de infecções, etc.
Actuam devido à sua actividade antiproliferativa, por inibição das citocinas e provocando a depleção das células de Langerhans, que são CAA da epiderme.
Estão indicados sobretudo nas formas de psoríase em placas, psoríase gutata, na psoríase do couro cabeludo, palmo-plantar e das unhas; com mais cuidado e por períodos mais limitados, podem também ser aplicados nas lesões de psoríase inversa e, eventualmente, na face. Deve iniciar-se com aplicação de corticosteróides potentes (excepto pregas e face), de preferência em pomada, por vezes e nas lesões mais infiltradas, com oclusão durante a noite, até à melhoria substancial do eritema e descamação. Seguidamente deverão espaçar-se as aplicações (por exemplo, 2xsemana), passar a corticosteróide menos potente e alternar com aplicação de emolientes ou com pomadas de análogos de vitamina D3. Há que ter em conta o fenómeno de taquifilaxia, ou seja, a perda de eficácia com o uso prolongado do fármaco.

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