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As reacções adversas gastrintestinais são dependentes da dose. Podem ocorrer, raramente, reacções de hipersensibilidade (urticária, angioedema, exantema morbiliforme, fotossensibilidade, até choque anafiláctico), que indicam intolerância a todos os representantes da classe, pelo que todas as tetraciclinas estão contra-indicadas em doentes com antecedentes de alergia a qualquer uma delas. A descoloração irreversível, negra ou azulada, das gengivas pode ocorrer com tratamentos prolongados, particularmente com minociclina. Outras reacções adversas raras incluem glossite, descoloração da língua, cefaleias, síndrome vertiginosa (sobretudo minocilcina), eosinofilia, esteatohepatite e pseudotumor cerebri (em crianças).
Atravessam a barreira placentária, são embriotóxicas e atingem concentrações elevadas no leite materno, embora sejam queladas pelo cálcio do leite, não atingindo concentrações elevadas no lactente. Pela possibilidade de ocorrência de pigmentação amarela ou acinzentada permanente das peças dentárias, não se recomenda a sua utilização em grávidas, durante o aleitamento, ou em crianças com menos de 12 anos.
Devem ser utilizadas com precaução em doentes com insuficiência renal, uma vez que podem agravar a azotemia. Na ausência de alternativas, a doxiciclina e a tigeciclina são as mais adquadas, não necessitando de ajuste da dose diária e não sendo hemodialisáveis nem hemofiltráveis. Em doentes com infecções por espiroquetas, o tratamento com tetraciclinas pode associar-se a reacção de Jarisch-Herxheimer.
– Interacções – têm efeito antagónico com penicilina, tendo sido associadas a baixas taxas de resposta clínica em meningite, pelo que esta combinação deve ser evitada. A doxiciclina tem interacções com metoxiflurano, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos.
A absorção da doxiciclina e minociclina é reduzida por alimentos e antiácidos.
– Posologia e administração – são antibióticos de 1.ª linha no tratamento de febre escaro-nodular, febre Q, infecções por Bartonella hensellae e Ehrlichia chaffeensis, pneumonia por Chlamydophila pneumoniae e C. psittaci, e, em combinação com rifampicina e/ou estreptomicina ou gentamicina, a doxiciclina constitui tratamento de referência da brucelose. Por ser activa contra pneumococos, H. influenzae, M. catarrhalis e agentes associados com pneumonia atípica, a doxiciclina é adequada ao tratamento das infecções das vias respiratórias tratáveis no domicílio, incluindo pneumonia, embora, neste caso, seja geralmente considerada um fármaco de 2.ª linha atendendo a taxas crescentes de resistência em pneumococos. Sendo activas contra Calymmatobacterium granulomatis e C. trachomatis, mas não contra U. urealyticum, devem ser consideradas alternativas para o tratamento em monoterapia da uretrite não gonocócica.
A doxiciclina, em combinação com quinina, é recomendada no tratamento de formas graves de malária por P falciparum, mas o risco de fototoxicidade torna-a menos adequada para a profilaxia em viajantes para regiões endémicas. Podem ser utilizados como alternativa à penicilina no tratamento da leptospirose e das infecções por Actinomyces israelii. A tigeciclina pode ser útil no tratamento de infecções por SASM, SARM e ERV (enterococos resistentes à vancomicina), embora a experiência acumulada com este fármaco no tratamento de sépsis seja, ainda, limitada. A minociclina não deve ser, actualmente, utilizada na profilaxia da doença meningocócica, atendendo à possibilidade de ocorrência de síndrome vertiginosa e à disponibilidade de alternativas com melhor tolerabilidade (ciprofloxacina, rifampicina). As doses diárias recomendadas são de 100 mg 12/12 horas (200 mg na 1.ª toma) para a doxiciclina e minociclina, p.o., e de 50 mg 12/12 horas (100 mg na 1.ª toma) para a tigeciclina, e.v..

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