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Tratamento (Amebíase)

A terapêutica médica da amebíase é efectuada com diversos fármacos com acção nas formas de trofozoítos e/ou quísticas. Os fármacos dividem-se de acordo em: tecidulares (extralume intestinal), de contacto (no lume intestinal) e de acção mista.
—> Amebicidas tecidulares e mistos – metronidazol, 750 mg de 8/8 horas durante 10 dias; tinidazol, 2 g/dia durante 3 dias; dehidroemetina, 1 mg/kg/dia i.m. durante 10 dias; cloroquina, 300 mg/dia durante 2-3 semanas.
—> Derivados imidazólicos:
• Metronidazol – o metronidazol é bem absorvido. Nos abcessos amebianos do fígado, este medicamento possui actividade amebicida. Os seus principais efeitos secundários são: náuseas, cefaleias, secura da boca, sabor metálico e depressão das ondas T no ECG.
A concomitante ingestão de álcool pode provocar um efeito “Antabus”. Dado que pode causar encefalopatia e leucopenia, está contra-indicado em doentes com doença activa do SNC ou com alterações hematológicas.
A dose terapêutica é de 750-800 mg (35-50 mg/kg/dia em crianças) administrados p.o. 3xdia, durante 10 dias. Nos casos em que o doente apresenta mau estado geral ou impossibilidade de deglutir, pode administrar-se por via parentérica, mantendo a mesma dose.
Tinidazol – semelhante ao metronidazol, possui melhor tolerância. Na dose de 800 mg/3xdia durante 5 dias p.o., consegue-se obter o efeito terapêutico desejado. Nas crianças, 60 mg/kg/dia (máximo: 2 g) p.o., em toma única diária, durante 3 dias.
Alguns autores consideram eficaz a administração, em adultos, do tinidazol na dose de 2 g diários p.o. durante 2 ou 3 dias.
As precauções e contra-indicações deste produto são semelhantes às do metronidazol.
Dehidroemetina – indicada no tratamento do abcesso amebiano do fígado.
Efeitos tóxicos, principalmente cardíacos com arritmias e pré-cordialgias provocando depressão ou inversão das ondas T e aumento do intervalo Q-T no ECG, neuromusculares com mialgias e adinamia; é ainda, no local da injecção, acompanhada, por vezes, de dor e rigidez muscular. Os vómitos, outro dos efeitos acessórios, podem aparecer ocasionalmente.
A dehidroemetina prescreve-se na dose de l/mg/kg/dia (máximo: 90 mg) i.m. durante 10 dias sob monitorização cardíaca. Na criança, a dose é similar sendo dividida em 2 tomas.
Embora este medicamento tenha sido substituído pelo metronidazol, devido à sua menor toxicidade, continua a ter as suas indicações nos casos em que o metronidazol não esteja disponível ou quando não tenha sido eficaz.
• Cloroquina – a cloroquina não tem acção sobre as amibas no lume intestinal, no entanto, pode ser usada no tratamento do abcesso amebiano em associação com outros amebicidas.
Os efeitos secundários mais conhecidos são as perturbações gastrintestinais, cefaleias, tonturas e, ocasionalmente, prurido, não devendo ser utilizada em doentes com psoríase, porfírias ou alterações retinianas.
A dose recomendada é de 600 mg base por dia, durante 2 dias, seguido de 300 mg base, diariamente, durante 2-3 semanas. Nas crianças, a dose é de 10 mg base/kg/dia (máximo: 300 mg) durante 2-4 semanas. Pode ser feita uma associação com a dehidroemetina.

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