Como-se-origino-el-sida-1

Estima-se que cerca de 3% dos casos de infecção por VIH em Portugal sejam devidos à infecção por este retrovírus, que apresenta maior homologia genética com o vírus da imunodeficiência símia (VIS) do que com o VIH-1. A baixa prevalência da infecção por este vírus nos países industrializados não tem permitido o desenvolvimento de estudos alargados que permitam avaliar as melhores estratégias de tratamento, embora se reconheça que, numa percentagem considerável de doentes, a infecção por este vírus conduz a uma disfunção do sistema imunitário semelhante à relacionada com o VIH-1. Neste contexto, o tratamento desta infecção tem sido feito por analogia com o da infecção por VIH-1, sabendo-se, no entanto, que nem todos os fármacos utilizados para esta são igualmente eficazes. Além disso, os métodos de avaliação da carga virai e os testes genotípicos actualmente disponíveis não permitem a mesma qualidade no acompanhamento virológico destes doentes. Os seguintes elementos, baseados em estudos in vitro, têm-se revelado úteis para a orientação do TARV destes doentes:
– Os INNTR revelaram-se ineficazes na supressão da replicação do VIH-2, pelo que não devem ser utilizados no seu tratamento.
– Os INTR parecem ser todos igualmente eficazes na supressão da replicação do VIH-2, embora não seja certo que as mutações relacionadas com resistência observadas tenham o mesmo valor prognóstico quanto ao risco de falência virológica do que para o VIH-1.
– De entre os IP, o LPV, o DRV e o SQV parecem ser os fármacos mais eficazes, apresentando-se o NFV, atazanavir e APV com eficácia bastante inferior e o TPV com alguma redução da eficácia relativamente aos LPV, DRV e SQV, embora com eventual utilidade.
– Os inibidores da entrada e da fusão não parecem ter utilidade no tratamento do VIH-2, dada a falta de actividade intrínseca demonstrada pela ENV e pelo facto de que o VIH-2 pode utilizar co-receptores diferentes do que o VIH-1.
– Os inibidores da integrase demonstraram boa actividade in vitro na supressão viral, e dados clínicos dispersos apontam para a sua eficácia clínica, mesmo em doentes previamente submetidos a outros esquemas anti-retrovirais.
Quanto aos factores que podem afectar a decisão do início do tratamento, é de salientar que os títulos de carga virai nesta infecção são, geralmente, mais baixos do que no VIH-1, sendo frequentemente indetectáveis mesmo no contexto de progressão imunológica, pelo que o início do tratamento deve ser, frequentemente, orientado pelos valores das contagens de CD4. Por outro lado, a experiência ensina-nos que, mesmo utilizando fármacos considerados adequados, a resposta à terapêutica parece ser consideravelmente menos favorável do que para o VIH-1, designadamente no que respeita à recuperação funcional imunitária.
Assim, na impossibilidade de construir recomendações apropriadas com base em evidência científica sólida, accita-se que os critérios para o início de terapêutica sejam, para já, os mesmos do que os utilizados para o VIH-1, estando a construção dos regimes de TARV condicionada aos elementos enunciados. Neste contexto, é do maior interesse que se constitua uma coorte nacional com esta população, eventualmente coordenada com outras já existentes na Europa, e que sejam emitidas recomendações consensuais para o tratamento desta infecção.

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