Tinea verrucosum
Tratamento (Dermatofitias)

As micoses superficiais podem ser tratadas, em muitos casos, apenas com tratamento local com aplicação de tópicos antifúngicos. Contudo, em formas extensas, de evolução arrastada, em determinadas localizações como palmas, plantas, couro cabeludo ou barba, em indivíduos com patologia subjacente que implique défice imunitário, torna-se necessário recorrer a terapêutica sistémica concomitante.
O uso de tratamento tópico, para além de eficaz, evita o aparecimento de situações ligadas à toxicidade e à interacção dos fármacos antifúngicos com outros medicamentos, quando administrados sistemicamente, aspectos relevantes a considerar nos indivíduos polimedicados.
A maior parte dos agentes antifúngicos utilizados na prática clínica no tratamento deste tipo de micoses são derivados de um grupo relativamente restrito de compostos químicos fundamentais.
Assim, os antifúngicos tópicos mais habitualmente utilizados são: o tolnaftato, otolciclato, os derivados imidazólicos (miconazol, clotrimazol, econazol, cetoconazol, tioconazol, bifonazol, omoconazol, sertaconazol), a terbinafina, a amorolfina, a ciclopiroxolamina.
Alguns podem ter vantagem posológica sobre outros por permitirem apenas uma aplicação diária, mas a sua actividade antifúngica é bastante sobreponível.
Estes fármacos apresentam toxicidade quase inexistente quando utilizados por via tópica e, para além da sua acção curativa, podem ser usados profilacticamente como, por exemplo, nos indivíduos que frequentam piscinas, em que a ocorrência de tinha dos pés é frequente.
Os antifúngicos sistémicos utilizados nalgumas formas clínicas destas micoses superficiais são: griseofulvina, terbinafina, fluconazol e itraconazol. O cetoconazol por via sistémica não tem, actualmente, relevância no tratamento das micoses superficiais.
A griseofulvina deveria continuar a ser a terapêutica de eleição na maior parte das tinhas do couro cabeludo. Contudo, está quase totalmente retirada do mercado, pelo que na prática não é muito utilizada.
A terbinafina é uma alilamina com largo espectro de actividade antifúngica, utilizada preferencialmente nas infecções da pele e unhas, causadas por fungos dermatófitos, mas que não é eficaz no tratamento da pitiríase versicolor nem das candidíases. É geralmente bem tolerada, embora ligeiras perturbações gastrintestinais, rash cutâneo e alterações do paladar, tenham sido descritas. As interacções medicamentosas podem ocorrer, nomeadamente com a cimetidina, o fenobarbital e a rifampicina.
O itraconazol e o fluconazol são derivados triazólicos de largo espectro de acção, eficazes no tratamento das dermatofitias, da candidíase e da pitiríase versicolor. A sua utilização neste tipo de micoses deve ser sempre ponderada, não só pelos eventuais efeitos secundários associados (perturbações gastrintestinais, hepáticas, rash cutâneo, etc), pelas interacções medicamentosas mas, sobretudo, pela necessidade de preservar a sua utilização para situações clínicas graves.
Para além da terapêutica antifúngica específica, é fundamental a prescrição concomitante de medidas de higiene adaptadas aos diferentes locais anatómicos, que incluem: lavagem, secagem e arejamento das pregas cutâneas, evitando a utilização de produtos agressivos, utilização de acessórios de higiene individuais (por exemplo, toalhas), corte regular das unhas com desgaste metódico utilizando uma lima durante o tratamento, etc.
A duração do tratamento antifúngico depende da cura clínica e micológica cuja comprovação, sempre que possível, deverá ser efectuada.
O tratamento dos contactantes, a erradicação da fonte de contágio e a correcção dos factores subjacentes que condicionaram o aparecimento da micose são fundamentais para uma terapêutica correcta destes doentes.

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