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Tratamento (Erisipela/Celulite)

Nas DHBA não complicadas o tratamento pode ser feito em ambulatório, ocupando o repouso um lugar de relevo fundamental para o sucesso da terapêutica.
Na erisipela típica, não complicada, a penicilina é o fármaco de eleição – penicilina-G-procaínica (1M UI 12/12 horas, durante 7-10 dias) a que se poderá associar a flucloxacilina (1 g 8/8 horas) em caso de celulite. Contudo, em face da dificuldade actual na prescrição desta forma farmacêutica de penicilina, poderá esta ser substituída por amoxicilina + ácido clavulânico (1 g 8/8 horas) ou cefradina (1 g 8/8 horas). Nos casos de alergia à penicilina poderão ser utilizados os macrólidos (eritromicina ou claritromicina). A associação com AINEs não parece estar indicada, uma vez que estes reduzem a quimiotaxia dos neutrófilos.
Nos casos mais graves ou extensos está indicado o tratamento em regime de internamento – penicilina G cristalina 2000000 UI e.v. 4/4 horas + flucloxacilina 1,5 g e.v. 6/6 horas ou, em caso de alergia à penicilina, clindamicina 600 mg 8/8 horas e.v. ou eritromicina 500 mg 6/6 horas e.v. Em situações complicadas, com bolhas, sufusão hemorrágica, necrose ou associadas a co-morbilidades, deve iniciar-se a terapêutica com Imipenem 500 mg 6/6 horas e.v. ou piperacilina/tazobactam 4,5 g 8/8 horas e.v. durante pelo menos 7-10 dias. Nestes casos, em face do risco acrescido de flebotrombose, deverá administrar-se terapêutica anticoagulante concomitante – enoxaparina 40 mg/dia s.c.
Simultaneamente há que tratar a porta de entrada (úlcera de perna, outra ferida, dermatofitia, etc.).
Nos doentes com erisipelas recidivantes dever-se-á fazer tratamento profiláctico com penicilina benzatínica 2400000 UI i.m. de 3/3 semanas, durante pelo menos 1-2 anos.

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