Herpes_zoster_14
Tratamento (Herpes Zoster)

O aciclovir e o valaciclovir estão indicados no tratamento do herpes zoster em doses mais elevadas do que no herpes simples da ordem dos 800 mg p.o. de 4/4 horas, 5xdia durante 7 a 10 dias para o aciclovir, ou 1000 mg p.o. 2xdia, durante 7 dias, no caso do valaciclovir. Contribuem para o encurtamento da doença, diminuição do número de complicações e, segundo alguns, embora tal não seja consensual, para a prevenção da nevralgia pós-herpes zoster. Pode ser usado profilacticamente em doentes com imunossupressão, com situações de elevado risco, como os receptores de órgãos transplantados, fases avançadas da síndrome de imunodeficiência adquirida, doentes com neoplasias medicados com imunossupressores, etc.
A brivudina é um análogo da timidina de administração oral, a qual, na dose recomendada de 125 mg/dia (toma única) durante 7 dias, se mostrou tão ou mais eficaz que o aciclovir ou o valaciclovir. Não deve ser administrada a doentes em tratamento com 5-fluoruracilo, pois pode potenciar a toxicidade deste agente quimioterapêutico.
Para além da terapêutica específica com aciclovir, é necessário tratamento sistémico, dirigido à dor, e tópico, para evitar a infecção secundária das lesões, o que é feito com antisséptico.
A atitude a tomar em relação à nevralgia pós-herpes zoster, relativamente frequente em doentes idosos, depende da situação clínica. Se não é muito intensa, e sabendo-se que tem geralmente tendência para melhorar com o tempo, é muitas vezes suficiente administrar analgésicos e aguardar. Quando intensa e persistente, alguns anticonvulsivantes têm-se mostrado eficazes, nomeadamente a carbamazepina. Em idosos, as doses devem ser inicialmente baixas, da ordem dos 200 mg/dia, aumentando sucessivamente de 2 em 2 ou de 3 em 3 dias 200 mg/dia até aos 800 mg. Logo que se observe resposta, devem ser reduzidas, também gradualmente.
A gabapentina pode também ser útil administrada em doses crescentes, que poderão chegar aos 3600 mg/dia, dependendo da eficácia e tolerância. Ainda os antidepressivos tricíclicos (por exemplo, a amitriptilina) têm, por vezes, resultados interessantes nestas situações.
Em caso de dores refractárias às terapêuticas referidas, deverão estes doentes ser referenciados a consulta hospitalar de dor.
Terapêuticas habituais, como a administração de altas doses de vitamina BI2, mostram-se inoperantes e sem interesse nesta situação.

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