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Tratamento médico (Bilharzíase)

Depois de se confirmar a infecção pela demonstração de ovos viáveis, deve ser iniciada uma terapêutica. Em geral, a susceptibilidade é maior para o S. haematobium, sendo o S. japonicum o mais resistente aos fármacos.
A eficácia global decorre com a precocidade das lesões, sendo maior nos casos recentes, pior nos de infecção instalada e ainda de menor efeito nas lesões crónicas.
– Metrifonato – é activo contra o S. haematobium. A tolerância clínica deste fármaco é relativamente boa. Fármaco de aquisição económica muito acessível. A dose habitual é de 7,5 a 10 mg/kg, mas é necessário administrar 3 doses de 15 em 15 dias. Não existem contra-indicações para a repetição do tratamento. Utilizado nalguns locais como terapêutica de massa.
– Oxaminiquina – eficaz contra o S. mansoni. É bem absorvida por via oral podendo também ser utilizada por via intramuscular. A eficácia para S. mansoni e no homem oscila entre 60 e 80% dos casos. A oxaniquina administra-se por via oral em dose única de 15-20 mg/kg, ou em 3 ou 4 tomas diárias durante 2 ou 3 dias numa dose total de 60 mg/kg. A sonolência, vertigens, insónias e perturbações gastrintestinais com náuseas e vómitos são os efeitos secundários mais frequentes; convulsões, sobretudo em doentes com epilepsia, pelo que é contra-indicado o seu uso nestes casos.
A oxaminiquina está indicada em casos de schistosomíase hepatosplénica descompensada e na polipose cólica grave por S. mansoni.
– Praziquantel – o praziquantel é um shistosomicida de largo espectro com acção sobre as formas jovens e sobretudo adultas. Este é, actualmente, o principal fármaco para o tratamento da schistosomíase. As doses utilizadas variam entre os 15 mg/kg para o S. haematobium e os 40-60 mg/kg para o S. japonicum, divididos em 2 a 3 tomas.
Os efeitos secundários são as náuseas, os vómitos, anorexia, as dores abdominais e, eventualmente, diarreia com sangue; estes efeitos surgem algumas horas após o tratamento, desaparecendo espontaneamente até 48 horas depois.
– Artemeter – este fármaco utilizado na malária tem acção sobre os schistosomulos, pelo que tem propriedades profilácticas, na dose de 6 mg/kg de 15 em 15 dias. Também actua sobre os vermes adultos e tem acção sinérgica com o praziquantel. No entanto, o perigo real de indução de resistências nos plasmódios limita o seu uso generalizado.

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