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Tratamento (Toxidermias)

Quando o medicamento em causa se revela indispensável à vida, há que ponderar riscos e benefícios da sua suspensão. Se a reacção em causa é grave e com risco de poder ainda evoluir no sentido do agravamento, se as mucosas estão atingidas ou há envolvimento sistémico, é obrigatória a sua interrupção. De igual modo, se o medicamento não é indispensável, ou se pode ser substituído por outro com as mesmas indicações terapêuticas e pertencente a um grupo farmacológico diverso, deverá também ser suspenso.
Para as toxidermias não há tratamento específico, devendo este ser essencialmente sintomático e de medidas de suporte.
Nas formas exclusivamente cutâneas, o tratamento incide no alívio do prurido, utilizando anti-histamínicos orais (sobretudo os de l.ª geração, como a hidroxizina), na aplicação de corticóides tópicos, em especial nas formas em que se verifica haver maior infiltração cutânea e, posteriormente, na fase descamativa que precede a resolução do processo, na aplicação de cremes emolientes. Se a erupção é muito extensa e sintomática, e se não houver contra-indicação, pode justificar-se a corticoterapia sistémica de curta duração, iniciando-se por doses de cerca de 0,5 mg/kg/dia, com rápida descida da mesma.
O tratamento das toxidermias complexas ou cutâneas extensas deve ser efectuado, sempre que possível, em meio hospitalar.
Nas formas com necrólise, o tratamento deve iniciar-se o mais precocemente possível, em unidades de cuidados intensivos ou de queimados, procedendo-se ao restabelecimento do equilíbrio hidroelectrolítico, ao aporte nutritivo por sonda nasogástrica siliconada e 30 tratamento do revestimento cutâneo, utilizando líquidos suavemente antissépticos aquecidos para aplicação tópica, como o soluto aquoso de nitrato de prata em concentrações muito baixas (0,1-0,2%), efectuando desbridamentos, apenas do epitélio inviável e cobrindo as áreas desnudadas com compressas biológicas. Os olhos devem ser observados diariamente, aplicando-se colírios antissépticos ou antibióticos de 2 em 2 horas e procedendo à remoção de sinequias com instrumento próprio.
A temperatura ambiente deve situar-se entre os 30/32 °C ou, em alternativa, adaptarem-se lâmpadas de infravermelhos, uma vez que as perdas de calor são significativas à semelhança do que se passa com um grande queimado.
A utilização de antibioterapia profiláctica não tem indicação, mas, quando necessária, deve fazer-se em doses elevadas para se obterem níveis terapêuticos, devendo proceder-se a ajustes de acordo com determinações séricas regulares. A corticoterapia sistémica nestas situações é tema de controvérsia, mas para a maioria dos autores não tem indicação, já que pode facilitar a ocorrência de infecções e não suspende a evolução do processo de necrólise. De igual modo é controversa a terapêutica e.v com imunoglobulinas. Contudo, a sua administração precoce no decorrer do processo, em doses totais de 1,5-2 g/kg, em 3-5 dias, parece ser benéfica na maioria das situações.
Na síndrome de hipersensibilidade, na qual além de quadro cutâneo exantemático exuberante existe atingimento hepático e renal preponderantes, a corticoterapia sistémica é mandatória, em doses de 0,5-1 mg/kg/dia. A redução deve ser lenta e progressiva, pelo risco de reacendimento do processo.
A data da alta, o doente deve ser sempre devidamente instruído no sentido de saber qual foi o medicamento responsável e quais são os similares existentes no mercado a fim de evitar a ocorrência de novos episódios.

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