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Tratamentos Sistémicos (Acne)

Utilizam-se nos casos de acne moderada a grave, habitualmente associados a tratamento tópico.
– Antibióticos orais – actuam não só devido à sua acção antibacteriana, mas associam também acção anti-inflamatória, em especial as tetraciclinas.
As tetraciclinas de 1.ª geração – oxitetraciclina e cloridrato de tetraciclina – e, sobretudo, as de 2.ª geração – minociclina e doxiciclina são as mais utilizadas. As segundas têm vantagem posológica e maior comodidade de administração (1xdia), embora sejam mais caras. Utilizam-se na dose de 100 mg/dia, que se pode reduzir para 50 mg/dia quando se obtém o controlo da dermatose. Com menos frequência podem utilizar-se os macrólidos (eritromicina ou azitromicina) ou, mais raramente ainda, cotrimoxazol, sulfonas ou quinolonas.
A terapêutica antibiótica, se eficaz, deve ser prolongada por 6 meses. Não deve ser feita em monoterapia, e não deve associar-se a antibioterapia tópica (pode associar-se a retinóides tópicos ou peróxido de benzoílo), nem a retinóides orais (tetraciclinas).
Os principais problemas com a antibioterapia oral prendem-se com a emergência de resistências microbianas e com os eventuais efeitos acessórios da minociclina e doxiciclina. A primeira pode provocar síndromes vertiginosas (dose-dependentes), pigmentação cutânea, síndromes de hipersensibilidade ou auto-imunes; a doxiciclina tem potencial fototóxico, pelo que é prudente evitar a utilização durante o Verão.
– Terapêutica hormonal – está, obviamente, restringida ao sexo feminino e tem por objectivo reduzir a actividade androgénica ao nível da glândula sebácea. Combinam, habitualmente, um estrogénio (etinilestradiol) com um anti-androgénio (acetato de ciproterona, dienogest, drospirenona, clormadinona). Está indicada em mulheres com acne de agravamento pré-menstrual, com acne da mulher adulta, associada a outras manifestações de hiperandrogenismo, em jovens sexualmente activas com acne inflamatória, ou como anticoncepcional em mulheres em tratamento com isotretinoína.
– Retinóides orais – a isotretinoína é o fármaco antiacneico mais completo, uma vez que actua nos quatro factores patogénicos da acne. Contudo, dado os potenciais efeitos acessórios, a sua utilização está reservada a casos de acne inflamatória moderada a grave, resistente a outros tratamentos ou com rápida recidiva após tratamento antibiótico correcto, acne nódulo-quística, acne da mulher adulta ou em casos de acne com marcada tendência cicatricial. Deve ser administrada em doses de 0,5-0,7 mg/kg/dia, após as refeições, até atingir a dose cumulativa total de 100-120 mg/kg. A melhoria inicia-se entre o 1.° e 2.° mês de tratamento e induz remissões prolongadas, muitas vezes definitivas.
Os principais efeitos secundários são a secura das mucosas, em especial a queilite, a maior sensibilidade à radiação UV (cuidados extremos na sua administração no Verão) e o potencial teratogénico, que obriga à prevenção da gravidez em mulheres em idade fértil, até 2 meses após a suspensão do tratamento. Deve ser feito controlo laboratorial da função hepática e do perfil lipídico.
Dada a necessidade de experiência no controlo deste fármaco, a sua utilização deve ser reservada ao especialista.

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