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A vacinação contra a gripe, feita de acordo com as recomendações emanadas pela OMS e acolhidas pela DGS, foi claramente associada à redução dos riscos de morte, de hospitalização por gripe e por pneumonia, particularmente em idosos, numa meta-análise de 18 coortes analisadas durante 10 estações. De notar que a amplitude das reduções de risco se relacionou de forma directa com a conformidade das estirpes isoladas com as vacinais apoiando o valor individual da intervenção vacinai. Embora neste estudo, como noutros, a vacinação das crianças conviventes não tenha demonstrado um redução significativa do risco de doença nos idosos, a vacinação neste grupo etário parece ter, pelo menos, um impacto significativo na redução da taxa de internamentos hospitalares na população pediátrica nos EUA. Neste contexto, o Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) dos EUA alargou, nas suas recomendações para 2008, o âmbito da vacinação antigripal para crianças entre os 6 meses e os 18 anos, independentemente das co-morbilidades.
As vacinas contra a gripe sazonal disponíveis em Portugal são vacinas inactivadas trivalentes (TIV, incluindo duas estirpes de vírus A e uma de vírus B) constituídas quer por viriões fraccionados, quer por antigénios de superfície purificados. A imunização deve ser repetida anualmente, de preferência com um mínimo de 30 dias antes do pico da gripe sazonal (Dezembro a Fevereiro). Em condições de concordância antigénica, estima-se que a vacina possa prevenir 70 a 90% dos casos de doença confirmada laboratorialmente.
Em Portugal, a taxa de cobertura vacinai em indivíduos com mais de 65 anos foi de 41,6% em 2005/6. A vacinação pode associar-se a reacções febris em até 11% das crianças até aos 5 anos, diminuindo de frequência com o aumento da idade de vacinação. Em adultos, a vacinação pode associar-se a coriza, cefaleias e odinofagia em até 30% dos receptores, mas as reacções são, na maioria, bem toleradas.
A elevada prevalência que a estirpe A/California/7/2009 (H1N1) assumiu na campanha de 2009, aliada à relativa anomalia da evolução temporal da pandemia originada por esta estirpe, levaram ao desenvolvimento acelerado de várias vacinas monovalentes inactivadas, algumas contendo esqualeno como adjuvante. Tendo sido disponibilizadas ao público no Outono de 2009, a avaliação contínua feita pela Agência Europeia do Medicamento tem vindo a evidenciar um elevado poder imunogénico após uma única toma e em todos os grupos etários de qualquer das três vacinas aprovadas na Europa, sem que se tenham levantado questões relevantes de segurança após a vacinação de mais de 25 milhões de indivíduos, sendo, no entanto, frequentes as reacções no local de administração (dor local), cefaleias, tonturas, febre, náuseas e vómitos e, muito raramente, reacções anafilácticas.

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