Antibiotics-injection241

Depende, desde logo, da biodisponibilidade oral do antibiótico escolhido. No entanto, e mesmo para fármacos com uma biodisponibilidade absoluta (biodisponibilidade da dose x, e.v./biodisponibilidade da dose x, p.o.) próxima de 1 (linezolide, por exemplo), é habitual iniciar o tratamento de infecções graves pela via e.v., uma vez que factores como alterações do pH gástrico e do trânsito intestinal podem, particularmente no doente crítico, afectar significativamente a biodisponibilidade oral em relação à avaliada no indivíduo saudável. A mudança para a via oral parece ser desejável, no sentido de reduzir o tempo de estadia hospitalar do doente. Porém, não estão claramente estabelecidos os critérios para definir o melhor momento desta mudança. A defeverescência e a melhoria dos parâmetros laboratoriais, como a leucocitose e a proteína C reactiva, podem ser orientadores. No entanto, é necessário assegurar que os aspectos farmacocinéticos e farmacodinâmicos do fármaco a utilizar após a mudança garantem a eficácia e a segurança do tratamento, designadamente quanto ao espectro de actividade e à concentração obtida no local da infecção. De modo geral, a gravidade da situação inicial e a evolução clínica devem ser os principais determinantes desta decisão, não parecendo benéfico estabelecer critérios rígidos para esta mudança. Em situações graves ou em que seja particularmente importante manter níveis adequados de fármaco no local da infecção, como nas infecções do SNC (meningite, abcesso) ou na endocardite, ou na sépsis, com ou sem foco identificado, deve ser dada preferência ao cumprimento do tempo de tratamento programado por via e.v.

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