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Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH)

A efectividade das intervenções farmacológicas recomendadas actualmente, com o objectivo de reduzir o risco de transmissão do VIH após uma exposição esporádica, não foi avaliada directamente. Estudos no modelo animal (primata) demonstraram a presença do vírus nos gânglios linfáticos 2 dias após inoculação intravaginal não traumática e que a administração de zidovudina durante 28 dias, com início 12-36 horas após a exposição, evitava (e, até às 72 horas, reduzia) o aparecimento de viremia. Na espécie humana, o benefício da intervenção medicamentosa de curta duração com zidovudina e/ou nevirapina, incluindo o período do parto, na profilaxia da transmissão materno-fetal está amplamente demonstrado e tem sido utilizado como pressuposto teórico da PEP ocupacional e não ocupacional, uma vez que apenas um estudo retrospectivo (caso-controlo) permite admitir a eficácia da intervenção com zidovudina na PEP, estimada pelos autores em 81%. A vantagem da adição de outros fármacos ao esquema de PEP nunca foi avaliada no homem, havendo estudos no animal que indicam a sua eventual falibilidade. As actuais recomendações para a utilização de esquemas de 3 fármacos (2 INTR (inibidores nucleósidos de transcriptase reversa) + 1 IP (inibidor de protéase viral)), são feitas por extrapolação da elevada efectividade demonstrada por este tipo de combinação no tratamento da infecção estabelecida. Por outro lado, estudos prospectivos parecem indicar que a taxa de adesão à PEP em adolescentes e crianças vítimas de violência sexual é baixa (33-35%), sendo razoável admitir que esta taxa dependa, também, da tolerância individual aos fármacos.
Neste contexto, e na ausência de elementos que fundamentem recomendações diferenciadas para as exposições de tipo ocupacional ou não ocupacional, a decisão quanto à PEP deve basear-se na avaliação do risco associado a cada episódio de exposição, com base quer nas características epidemiológicas do indivíduo-fonte, quer no risco associado ao modo de exposição. A utilização de árvores de decisão complexas não nos parece servir os objectivos epidemiológicos da TARV (terapêutica anti-retroviral), e não existe fundamento técnico-científico suficiente para a recomendação de esquemas de fármacos diferenciados de acordo com variações do risco estimado para cada doente.

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